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04/07/2013 | 21h09m - O Fuxico

Rodriguinho: "Se parasse hoje teria uma vida tranquila"

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Todo mundo conhece o cantor Rodriguinho. Ele fez parte do grupo Travessos entre os anos de 1993 a 2004, onde era responsável pelo vocal, além de tocar cavaco, violão e guitarra. Rodriguinho contou a O Fuxico, que na época em que saiu do grupo ficou magoado com a reação dos integrantes, mas depois retomou a amizade.

Contou também que está muito bem casado; porque voltou a descolorir os cabelos,  seus estilos musicais prediletos, falou do lançamento de seu CD – O Mundo dá Voltas - e ainda sobre sua mais nova empreitada: além de cantar e compor, agora trabalha como produtor musical e seu primeiro ‘cliente’ é também o grande amigo Thiaguinho.

O Fuxico: O que seu disco traz de diferente?

Rodriguinho: O Mundo Dá Voltas saiu há pouco mais de um mês e é referente à trilha de um filme que escrevi. É quase um longa-metragem, pois tem 50 minutos.

OF: Você escreve filmes também?

R: Já escrevi outros menores. Sempre meu DVD é inédito com clipes que formam um filme. Acho que é uma forma de prender a atenção do fã para assistir toda a trilha.

OF: Você pretende então fazer um lançamento em cinema? Ficará em cartaz?

R: Não tenho essa pretensão ainda (risos). A première vai ser em um cinema, para convidados e fãs. Depois, O DVD sai pela Som Livre.

OF: Como podemos definir seu ritmo musical?

R: Acho que como swing. É como se fosse samba, mas sem cavaco, com uma instrumentação diferente, que transita no segmento do samba.

OF: Por que decidiu ficar loiro de novo?

R: (risos) Gosto de exclusividade. Gosto de ser diferente. De cabelo preto me acho normal. O Belo mudou seu cabelo para escuro, e a lacuna ficou livre. Peguei ela rapidamente (risos).

OF: Você esteve fora da mídia um tempinho, mas nunca perdeu seu poder aquisitivo. Isso vem de shows que faz ou de musicas gravadas por outros interpretes, como isso funciona?

R: Na realidade sempre lancei discos. Desde que sai dos Travessos fiquei avesso à TV. Não gosto. Acho que tenho coisas minhas e a TV só mostra o que quer mostrar. Gosto mais de internet, são te joga um monte de coisas . Também tive decepções de carreira.  Num momento de impulso não mquis mais saber da TV. Hoje, claro que mais maduro, decidi voltar aos poucos para divulgar meu trabalho, até porque os fãs e as pessoas cobraram muito isso.

OF: Você acha que a carreira solo foi uma boa opção

R: Acho que musicalmente não tive o mesmo impacto diante do meu trabalho solo, como tinha com o grupo. Hoje, claro, Rodriguinho: estou estabilizado em minha carreira de cantor, faço de 15 a 20 shows por mês, tenho uma agenda regular.

OF: E por que decidiu sair dos Travessos?

R: Não foi problema com meninos e sim com empresário. Bom, achei que poderiam ter tomado outra atitude referente à minha saída. Ficou um pouco de mágoa. Mas o tempo passou e até produzi um trabalho deles, tivemos uma nova proximidade. Mas não deu certo. Hoje somos amigos. Cuido dos roteiros do meu show, produzo outros artistas. Na época que saí foi difícil, mas hoje vejo que foi a melhor decisão.

OF: O que mais tem saudade da época dos Travessos?

R: Eu gostava do clima de nós 5. Hoje, o Fabinho faleceu, então, nunca seria mais como antes. Éramos nós dois quem pensava em roteiros. Sinto falta dos shows, daquilo que tínhamos. Se tivesse hoje tudo de volta, talvez não gostaria.  Fiz uma parceria com Thiaguinho e tudo mudou. Não  sei se passaria novamente algumas coisas que passei com o grupo.

OF: Quem você produz hoje?

R: Hoje encaro o maior desafio da minha vida: estou produzindo o novo DVD do Thiaginho. Modéstia à parte está ficando lindo, incrível. Vamos gravar no final do ano. Lançaremos um EP com 4 ou 6 faixas.

OF: Muita gente grava suas composições, não é?

R: Muitos. Esse meu é 7º CD em carreira solo e 4º DVD. Como compositor atingi o que não tinha nos Travessos. Todos os segmentos gravam músicas minhas,  tenho muita credibilidade como compositor.

OF: O que falta no ramo da música e o que sobra?

R: Falta criatividade. Hoje, qualquer um vira fenômeno. Eu considero fenômeno Roberto Carlos, que há 50 anos canta “você meu amigo de fé...” e todo cantam, como se tivesse acabado de lançar. Tenho uma carreira de 25 anos, faço show desde os 10 anos. Já fiz sucesso em grupo, em carreira solo, agora produtor. É difícil ver um artista que mantém isso. Existem “fenômenos” que chegam,
fazem sucesso momentâneo e daqui a um ano Rodriguinho: não existem mais. O que sobra? música ruim.

OF: O que Rodriguinho gosta de escutar?

R: O que toco é o único som que não escuto (risos). Gosto de Full Fighter, Iron Maiden, Nirvana. Muita coisa. Uma vez, em um programa de TV que participei, me fizeram cantar Iron Maiden com uma banda cover deles. E deram nota e ganhei uma grana (risos). Ninguém imagina isso.

OF: Quem são seus compositores prediletos?

R: Lulu Santos, Prateado, que acho ótimo, Thiaguinho, Gilberto Gil, Roberto Carlos.

OF: E intérpretes?

R: Lulu Santos, Tim Maia, Simonal, Roberto Carlos.

OF: Quem você gostaria de ver gravando uma música sua e que ainda não gravou?

R: Poxa tem tanta gente... Acho que Lulu Santos. Compus várias músicas pensando nele cantando. Roberto Carlos também.

OF: Você estava bem acima do peso. Conseguiu emagrecer?

R: Emagreci 7 quilos de quando comecei a divulgar meu trabalho. Mas o que pega é ter um filho adolescente nos Estados Unidos e ir visita-lo a cada 50 dias, ele me leva para comer lanches, daí já viu. Isso me acaba (risos). Mas tenho malhado de duas a três vezes por semana.

OF: Quantos filhos você tem?

R: Cinco. Bom né? (risos). Gabriel de 14 anos, Júnior de 10, Vitória de 6, Jaden de 1 ano e minha enteada Areta, de 7 anos, filho da minha esposa Nathalie.

OF: Pretende ter mais filhos?

R: Não, sou operado agora. Assim está bom. Rodriguinho:

OF: Que tipo de mulher te atrai?

R: Mulher de personalidade, que consiga manter um dialogo legal e goste das mesmas coisas que eu. Nathalie, por exemplo, é cantora e dançarina. Ela trabalha comigo no meu balé, nos shows.  Onde vou ela está junto. Gosto disso.

OF: O que gosta de ver na TV?

R: Séries. Hoje estou na segunda temporada de Revange. Já vi a maioria das séries, coleciono em DVD.

OF: O que gosta de fazer nas horas vagas?

R: Brincar com meus filhos, ficar em casa e... ir no estúdio. Isso me relaxa.

OF: Se quisesse poderia parar de cantar hoje e continuar com uma vida tranquila?

R: Olha, depois de trabalhar com o Thiaguinho, se parasse de trabalhar estava bom. Com tudo que já fiz, hoje com 35 anos e 25 de carreira, posso parar tranquilo. Hoje, todo mundo é baladeiro, bebe, cai na balada, tem um monte de mulher, tudo muito over, não tem letra de música dizendo “te amo”; tem balada. Parece até hipocrisia minha dizer isso, visto que lancei Fugidinha, que foi um dos meus grandes sucessos. Mas hoje estou em outra fase. Uma dica: quando você começa a compor e ri no meio da música, pode crer que essa será um sucesso de verdade. O maior sucesso Exaltasamba é Livre Pra Voar. A própria Fugidinha foi sucesso e rimos muito compondo. Brincar com o talento acaba dando certo. Tem coisas que não gravo, mando Thiago cantar (risos), porque não me vejo, como pai de família, cantando algumas coisas. A música é isso, tem que mostrar um pouco do que é o artista. Um cara com 40 anos não pode sair por aí falando gíria (risos).

OF: Você tem um sonho de criança?

R: Tenho. Conhecer o mundo. Meu sonho era morar nos EUA, mas a carreira não me proporcionou isso. Me realizo com meus filhos. Meu mais velho estuda no College, uma das melhores High School. É um dos melhores alunos e ganhou bolsa de estudos por lá.

OF: Um desejo?

R: Queria, e no passo que estou sei que vou conseguir, tocar a produção de artistas. Estou fechando um ciclo, produzindo. Tenho meu segmento de artista, cantor, compositor e agora produtor. Acho que este é um bônus que ganhei. E sabe, quando mostro para a Areta fotos minhas antigas, lá do começo, é gostoso ver ela falar “Nossa, é você com a Xuxa” (risos). São coisas que marcam para sempre.

OF: Rodriguinho já fez alguma travessura?

R: Muitas (risos). Não sei nem por onde começar. Fui muito namorador, nunca fui muito quieto, tinha duas, três namoradas ao mesmo tempo. Hoje parei, estou sossegado.

OF: Qual seu perfume predileto?

R: Usher Vip

OF: Se você não fosse cantor, o que gostaria de ser?

R: Nunca pensei nisso, sabe, porque comecei cedo, com 10 anos. Com 7, 8 anos já mostrava meu lado musical. Paralelo a isso, estudava, processamento de dados. Na época nem tinha internet. Hoje adoro internet, computador, amo usar a internet a favor da música. Informática e tecnologia me encantam, então acho que trabalharia com tecnologia ligada à música. Aliás, uso muito isso nos meus shows, se não dá para levar uma orquestra, carrega uma  orquestra virtual, no computador. Provavelmente mexeria com isso se não fosse cantor.

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Foto: Reprodução/ Record TV
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