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Foi também no mês de agosto, há exatos sete anos, que a Globo exibiu a minissérie Presença de Anita, em 16 capítulos. Uma jovem esbanjando sensualidade, chamou a atenção de um homem maduro que passava férias com a família numa cidadezinha de interior. O autor Manoel Carlos e o diretor Ricardo Waddington queriam uma atriz desconhecida, para interpretar o papel. A seleção foi concorrida, mas a até então estudante Mel Lisboa foi aprovada, entre mais de 100 jovens, começando ali a escrever uma história de sucesso na dramaturgia brasileira. Hoje, aos 26 anos, Mel mostra no palco, em A Mulher do Candidato, que seu “poder de sedução” continua causando muita confusão. Só que, dessa vez, é motivo de boas risadas. Na peça, sua personagem Silvia é casada com Arnaldo Alves (Giuseppe Oristânio), um político que sonha em virar deputado. Um dia, ela atende ao telefonema de Florípedes Bezerra (Anselmo Vasconcellos), presidente do partido de seu marido, que fica apaixonado por sua voz. Alertado pelo assessor Camarão (Rogério Fabiano) de que o chefe adora a mulher dos outros, Arnaldo se desespera. Mas, o assessor diz que tem uma solução: resolve contratar uma prostituta, para se passar por Silvia. É aí que a engraçadíssima Marinéia Fogueteira, vivida por Andréa Avancini, entra em ação. “Foi uma oportunidade trabalhar, mais uma vez, com o Walcyr, autor de Sete Pecados, novela na qual atuei, além da Cininha, que pela primeira vez me dirigiu no palco. Pra mim, foi importante, além do fato de estar ao lado de grandes atores, ter emendado a novela com a peça e, com isso, não ter parado de trabalhar“, ressalta a atriz. Quando recebeu o convite, Mel achou interessante o papel da Silvia: “Eu aprendo muito, porque é uma personagem diferente das que interpreto na televisão. Isso é um exercício, pra mim. O roteiro é bem teatral. Me faz lembrar quando fazia aulas. O teatro te dá a oportunidade de criar personagens diferentes, e colocar o seu tipo de interpretação a cada apresentação”. No quinto mês de gestação, a atriz precisa encarar com bom humor a “barrigona” no palco. Mas, restam poucas oportunidades para vê-la em cena no espetáculo. “Estava nos ensaios da peça, quando soube que tinha ficado grávida, e contei logo à produção. Isso foi um pouco antes da estréia. Vou ficar em cartaz até a última semana de setembro. Depois, terão que me substituir. Seria difícil continuar, também por causa do figurino, que não ia caber. Já vou parar com sete meses, né? Por enquanto, tá tudo certo! Só o Giuseppe, coitado, que tem que me carregar no colo e, a cada semana, fica mais difícil, porque eu tô ainda mais pesada. Fico com dó dele, e sempre digo: Gil, vai chegar a hora que você não vai mais me agüentar”. ( risos ). As fotos É a própria Mel Lisboa quem cuida do make, para se transformar na Silvia. Dividindo o camarim com um elenco de feras, acompanhei durante dois dias, na coxia do Teatro Municipal, em Niterói (RJ), o passo a passo da atriz para sua caracterização. Agradecimento: Participe Visite o site do fotógrafo João Pedro Sampaio
Anita, codinome da personagem Cíntia, foi o papel avassalador que transformou Mel Lisboa na Lolita mais famosa do Brasil.
O espetáculo cartunesco, que está em turnê pelo país, tem texto de Walcyr Carrasco e é dirigido por Cininha de Paula.
Teatro Municipal de Niterói
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