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Por: Flávia Almeida Foto: Ag.APhotos/J.Junior 13/10/2008 | 15:59
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Com estréia marcada para o dia 31 deste mês, na Globo, o seriado Ó Pai, Ó tem tudo para repetir o sucesso de Cidade dos Homens, que igualmente saiu do cinema para a tevê. Estrelada por Lázaro Ramos, que vive o protagonista Roque, a nova atração foi apresentada à imprensa na manhã desta segunda-feira (13), no Cine Estação Ipanema, na zona sul do Rio. Além de Lázaro, Preta Gil, Matheus Nachtergaele, Stênio Garcia, Virgínia Cavendish e atores do Bando de Teatro Olodum participaram da coletiva. Em comum, o orgulho por estrelar na tevê, um programa que vai mostrar a Bahia sem cenários e com a sua gente. “Ainda me considero parte do Bando de Teatro do Olodum, e falo como representante do grupo que me formou. Esse seriado é mais uma porta aberta, e espero que outras pessoas também possam mostrar sua linguagem”, disse Lázaro. Na história – que na verdade são seis histórias isoladas, com início, meio e fim, em cada episódio –, Lázaro tem como par romântico a iniciante Aline Nepomuceno, uma baiana de 24 anos que é o grande lançamento do seriado. Empolgada com a oportunidade, Aline foi aprovadíssima por Lázaro. “Ela é 100%! Testamos algumas atrizes, mas ela estava muito tranqüila todo o tempo. Era concentrada e estudiosa. Ela se adaptou direitinho ao que o diretor queria”, destacou Lázaro. Aline lembra que fez figuração, no filme que inspirou a série. “Não tinha nenhuma fala, só passava de um lado para o outro”, contou a atriz. Sempre irrepreensível em cena, Matheus Nachtergaele atua no seriado como o Queixão, um “amalucado”, que sobrevive às custas de pequenos golpes. Elogiado pelos repórteres, Matheus filosofou: “Sempre acho que estou atuando cada vez pior. Mas, foi um trabalho extremamente enriquecedor. A paisagem humana é a alma desse trabalho”. Com o pé esquerdo imobilizado, por conta de uma queda durante uma oficina de teatro, Virgínia Cavendish descobriu em Ó Paí, Ó um amor intenso pela Bahia. “Não queria voltar para o Rio de Janeiro. Pensei em ficar lá, para sempre. Vi que era aquilo o que faltava para a minha vida. As pessoas são extremamente talentosas, conversam sobre tudo, produzem tudo!”, disse Virgínia. Preta Gil, em participação especial, revelou que pediu para participar. "Eu era sócia da Dueto, que produz o seriado e o filme. Não deu para participar do filme, porque estava dedicada ao meu disco, mas agora eu pedi e consegui. O dia que passei em Salvador, gravando com eles, foi um dia de transformação na minha vida", disse Preta, bastante emocionada. No seriado, é possível conferir ainda o talento vocal de Lázaro Ramos. Roque é cantor e chega a gravar um CD, pirateado antes de chegar às lojas. O ator contou que as aulas de canto que teve, ainda na época em que integrava o Bando do Olodum, foram fundamentais. “Eu me dou nota dez. O Bando me ensinou a ter auto-estima. Gravei 17 músicas, e dez delas entraram na trilha sonora”, orgulhou-se o ator. Filmado em Salvador em junho e agosto deste ano, Ó Paí, Ó pode ter uma nova temporada, o que ainda não é confirmado. Mas, os diretores Monique Gardenberg, Guel Arraes, Mauro Lima e Jorge Furtado estão eufóricos e ansiosos pela estréia. “A tevê será o grande termômetro para nós. No cinema, a bilheteria foi boa (383 mil espectadores). Mas, acreditamos que a massa vem agora. A linguagem é popular, é verdadeira. São as pessoas reais retratadas em personagens. Imprimimos isso também na trilha sonora, que é popular, com Gilliard, Odair José, entre outros. Para ser inteligente, não é preciso ter música erudita”, alfinetou Monique Gardenberg. O que acha de a Globo colocar dois idosos no BBB9? O que acha de a Globo colocar dois idosos no BBB9?
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