Maurício Sherman critica os artistas desertores do Zorra Total

Por: CD

Foto: Divulgação-TVGlobo

18/10/2008 | 10:06

Maurício Sherman ligou sua metralhadora giratória, em entrevista ao Jornal Extra deste sábado (18). Segundo a reportagem, nos últimos nove anos, o Zorra Total foi o programa responsável por revelar mais talentos de humor da televisão brasileira.

Uns foram fazer novelas, como Daniele Valente e Maria Clara Gueiros; outros seguiram carreira solo, como Heloísa Perissé e Cláudia Rodrigues. Mas, segundo o diretor do programa, nenhum deles conseguiu, fora do Zorra, o mesmo reconhecimento que tinha na atração.

"Acho burrice abandonar uma carreira em que eles são os principais, para se tornarem mais um", disse ele.

E continuou, dizendo que fica muito aborrecido, cada vez que perde um destes talentos do programa: "Claro, mas não que eu seja contra a saída das pessoas. É que me cansa, todo ano estar procurando gente nova. Às vezes, não tem. O mercado não é tão fértil assim", afirmou ele, que também confessou que briga muito, na hora de liberar o ator.

"Eu brigo, porque acho que é um pouco de sem-vergonhice dessa gente, se aproveitar do trabalho alheio. Por que eles não vão à caça dos atores? Por que não lançam gente nova? Acho isso extremamente desagradável porque, no tempo em que havia uma grande competição na televisão, todo mundo procurava lançar um talento. Hoje, parece que tem uma turma aí que quer aparecer com o trabalho dos outros", completou.

E fez questão de mostrar exemplos do que diz, citando Maria Clara Gueiros, em Beleza Pura.

"Maria Clara não foi a revelação da novela, foi a Isis (Valverde, a Rakelli) quem apareceu. Maria Clara ficou relegada. Ela fez bem, foi correta, mas não teve o destaque que tinha aqui.

“Mas, não é natural o ator querer mais?", perguntou a repórter.

"É evidente que sim, mas acho que tem gente que fica meio deslumbrada. Vejo muitos comediantes que foram fazer programa solo e, agora, viraram almas penadas na programação. Já sei que esse tipo de programa não dura mais que dois anos", completou o diretor.

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