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05/08/2011 | 13h24m - Publicado por: VJ | Foto: Foto-Montagem/Ag.News/TV Globo

"A Ana Maria Braga trocou o pudim pelo ‘ presunto’ ", diz Ratinho

O apresentador do SBT espetou a colega da Globo que agora debate temas policiais

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Em entrevista ao portal UOL, Carlos Massa, o Ratinho disse, entre outras coisas que não quer mais apresentar programas policiais. Para o apresentador do SBT esse tipo de temática já está “batida” e brinca com a recente adesão de temas do cotidiano policial pelo programa Mais Você, na Globo:

“Hoje há excesso de desgraça na televisão. A Ana Maria Braga trocou o pudim pelo presunto”, dispara.

Ratinho também falou que Hebe Camargo deveria voltar para o SBT, pois não combina com a RedeTV:

“Estou louco para Hebe voltar para o SBT, ela é a cara da emissora e está deslocada na RedeTV!. Se eu fosse a Hebe faria um talk-show de meia hora, para ser exibido à meia-noite. Ela é melhor que o Jô Soares.”

Confira alguns trechos da entrevista:

Divisão de despesas e lucros com o SBT

“Minha parceria com o Silvio funciona da seguinte forma:  Se o programa fatura R$ 5 milhões, R$ 1 milhão é destinado para pagar as despesas da atração; R$ 2 milhões vão para o SBT e o restante para “Rede Massa”, minha empresa.”

Relação com Silvio Santos

“Ah, é a melhor possível. Faz um ano que a gente não se vê. É uma beleza [risos]. Falando sério agora, a gente se dá bem. Devo muito a ele.”

Mudança de formato para faturar

 “Chegamos à conclusão de que programa que fala palavrão e exibe violência gratuita não tem patrocinadores, apesar da audiência. Optamos por uma temática alegre, sem apelação para termos mais anunciantes e a mesma audiência. Quando o Silvio me convidou para apresentar programa policial, eu automaticamente mudei o foco, sem falar nada com ele, pois já tinha muita gente na TV falando sobre desgraça. Tem notícia ruim desde as 6 horas. Eu não quero mais fazer isso. Foi uma decisão minha. Acostumei com o auditório, só quero ter programa com plateia agora.”

Audiência na TV

“Quero ter uma boa audiência ainda por uns dez anos. Fazemos um arroz com feijão bem temperadinho para alcançarmos isso. Tento ser terceiro lugar no ibope, mas aí fico concorrendo com novela (exibidas na Rede Globo)... e aquelas novelinhas são boas né?”

Boicote ao jornalismo policial

“Hoje existe excesso de desgraça na televisão. Quando eu comecei a apresentar programa policial só havia praticamente o meu programa. Agora, logo cedo a Ana Maria Braga já coloca desgraça na TV. Ela trocou o pudim pelo presunto. A população está cansada disso. E outra, o crime no Brasil se organizou. Hoje, se eles quiserem matar, eles matam. Eu quero viver para minha família. Não existe essa de valentão, de não morrer. Morre sim e como eu não sou valentão... Assisto ao programa do Datena, gosto dele como pessoa, apesar do mau-humor [risos]. Teve uma época que os jornais começaram a criar “encrenquinha” entre a gente, aí ele me ligava e dizia: “hoje eu vou meter o pau em você”. A gente combinava tudo. Somos muito amigos.”

Entrevista com Guilherme de Pádua

“Eu não me arrependi de fazer a entrevista, mas sim de entrevistar ele. Ele me enganou. Disse que tinha um segredo para contar e usou meu programa para se promover. Logo depois, a Globo e a revista “Veja” o entrevistaram e ninguém falou nada. Por que a Glória Perez e os “merdinhas” dos atores da Globo não criticaram esses veículos também? Tentei falar com a Glória depois, mas ela não quis conversar. Não fiz a entrevista para ofendê-la, era apenas um programa de TV. O Guilherme de Pádua é um bandido e o tratei assim.”

Visão do atual cenário político brasileiro

“O governo da Dilma é muito inteligente e está tentando fazer as coisas direito, mas o Brasil tem um grande problema com partidos políticos. Tem muito ladrão atrapalhando a presidência. A população está à mercê de quadrilhas. Por exemplo: O PR (Partido da República) é uma quadrilha dentro do Ministério dos Transportes, o PMDM no Ministério da Agricultura. Quantas quadrilhas estão instaladas no Brasil e o povo não sabe? Em quantos ministérios eles estão? Por que pagamos tantos impostos e não temos nada em troca? Estão investido R$ 400 milhões na construção do estádio do Corinthians, sendo que não temos esse dinheiro. Por que não investem em clínicas de reabilitação, hospitais? Por que uma rodovia no Brasil custa muito mais caro que em qualquer outro país? Por que nos preocupamos com trem-bala se não conseguimos consertar o trânsito de São Paulo? Por que não investem em transporte público? As pessoas vivem como sardinhas. Se eu fosse presidente faria tudo isso. Quem paga a campanha política do meu filho sou eu, ninguém banca nada. Ele não tem patrocinador, tem “paitrocinador”.

Negócios fora da TV

“Em 1994 quando comecei a apresentar o programa “Cadeia”, eu queria ter patrocínio, mas não estava conseguindo, pois os patrocinadores queriam patrocinar somente o antigo apresentador, Luiz Carlos Alborghetti. Aí resolvi criar um produto e comercializá-lo no programa por meio de um televendas. Iniciei vendendo lotes de terra e ganhei muito dinheiro. Pensei: ‘Melhor eu vender um produto meu, ganhando dez vezes mais, do que ficar vendendo patrocínio.’ Fui criando produtos e vendendo, como Café no Bule, Xocopinho, In Natura, ração Foster, entre outros. Fui fazendo parcerias e vendendo produtos meus. Logo depois, a rede CNT começou a transmitir o programa “Cadeia” em São Paulo, das 18h às 18h30, que chegava a bater sete pontos no ibope. A partir daí eu comecei a incomodar. No mesmo dia em que a Record me convidou para ir trabalhar na emissora, eu recebi um convite da Globo para apresentar um  jornal estadual, da Bandeirantes, da Manchete e do SBT. E a CNT também queria renovar o contrato comigo na época. Vim para São Paulo, primeiramente procurei o SBT, mas eles não queriam que eu vendesse meu produto em rede nacional, aí eu preferi ir para Band, porém a direção não assinou o meu contrato. Logo depois o Eduardo Lafon [atual diretor artístico do SBT] me chamou para ir para Record. Em 1998, quando o Silvio Santos me tirou da Record ele dobrou meu salário. Aí, com o meu salário e com o dinheiro que eu recebia com a venda de produtos, fui comprando terras, pois não sabia lidar com o dinheiro. Foi aí que meu patrimônio cresceu. Percebi que de fato meu negócio era Comunicação e fui investindo em rádio e TV. Hoje tenho oito emissoras de rádio, comprei o SBT do Paraná (atual Rede Massa), tenho negócios de café, soja e gado. Sou um bom vendedor, vendo bem. Todos os meus patrocinadores ficam comigo mais de um mês. Direta e indiretamente eu tenho uma equipe com cinco mil funcionários para administrar meus negócios.”

Propriedade no Acre

“ Recebi uma proposta de uma madeireira para comprar minha propriedade, mas descobri que eles queriam desmatar e não vendi. Foi aí que começaram a dizer que eu estava desmatando o local. As pessoas são muito maldosas! Isso foi maldade do próprio governo. Eu não conheço a área e nunca tirei uma árvore de lá, mesmo com autorização. Fiquei dez anos regularizando a terra, dei a parte dos índios para eles e regulamentei a população ribeirinha. Minha propriedade é a única no norte do país documentada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Eu pretendo vender a área para alguém que não queira desmatar o local. Também estou aberto a negociações caso alguém queira investir em sustentabilidade. Já recebi mais de dez propostas de grandes madeireiras, mas todas pretendiam desmatar irregularmente e eu não fechei negócio. Ninguém fala que eu tenho uma fazenda em Apucarana, no Paraná, com 50% de mata virgem, da qual cuido e não deixo ninguém desmatar.

 

Ídolo na TV

“O Silvio Santos [é o seu ídolo]. Ele pega um papel em branco e consegue transformar em audiência. Isso é fantástico. Tem um detalhe no Silvio, uma característica comum com o cantor Roberto Carlos: Todos entendem tudo o que eles falam. Isso é fundamental para um apresentador, um comunicador, um cantor. O Silvio me inspirou. Desde menino eu assisto aos programas dele e lamento o fim do “Show de Calouros” (1981). Acredito que cabe um programa desse na televisão ainda hoje.”

Se mudaria algo no SBT

“ Mudaria, mudaria muita coisa. Minha cabeça é diferente. Se eu fosse o programador, tiraria o Jornal do SBT e colocaria um telejornal de cinco em cinco minutos, sendo exibido de hora em hora, a partir das 16 horas. E no lugar colocaria uma novela, em seguida o Programa do Ratinho [claro vou tirar eu fora? Não sou besta. Risos], e em seguida uma atração boa. O Silvio [Santos] tem que tirar uma hora do programa da Eliana, do Celso Portiolli e dar para o Ratinho [risos].”

Em quem aposta no SBT?

“Acho que a Patrícia Abravanel é uma aposta. O André Vasco, apresentador do programa “Qual é o seu talento?”, também. Ela [Patrícia] nunca tinha feito televisão antes e está se saindo muito bem. Estou louco para Hebe voltar para o SBT, ela é a cara da emissora e está deslocada na RedeTV!. Se eu fosse a Hebe faria um talk-show de meia hora, para ser exibido à meia-noite. Ela é melhor que o Jô Soares.”

 

 

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