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02/12/2012 | 12h34m - Publicado por: Caroline Borges/ TV Press para O Fuxico | Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Noticias

Adriano Garib conta como lida com cenas pesadas em Salve Jorge

Ator interpreta o truculento Russo na trama de Glória Perez

Adriano Garib conta como lida com cenas pesadas em Salve Jorge - Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Noticias

O processo de preparação para uma novela é algo que atrai Adriano Garib. O intenso período de laboratório foi um dos pontos em que o intérprete do truculento Russo, de Salve Jorge, mais se identificou com a direção de Marcos Schechtman. Foram mais de quatro meses de workshop sobre a cultura turca e os demais núcleos da trama de Glória Perez.

"Fizemos várias leituras e improvisações do texto. Esse tempo foi ideal para entendermos as relações dos personagens. Isso deu uma sensação de que o grupo estava unido e fazendo novela há um bom tempo", afirma.

Formado em Jornalismo, Adriano chegou a exercer a profissão por um breve período em um jornal local de Londrina, no Paraná. Mas, ainda nos tempos de faculdade, começou a se envolver com a companhia teatral Delta. Com uma carreira bastante pautada nos palcos, o ator teve sua primeira chance na televisão a partir da interpretação de Edmundo na peça Rei Lear.

"A Globo me chamou para um contrato de três anos. Naquela época, contratos longos eram mais comuns", lembra Adriano, que antes de voltar para a Globo, viveu o simpático Edimilson em Vidas em Jogo, da Record.

"Foi um trabalho muito bom e mexia muito com a comédia. Era um personagem pequeno, a princípio, mas foi crescendo ao longo da história", aponta. 

O Fuxico – Seu personagem é bastante violento, estupra e bate nas mulheres traficadas. Durante a preparação, você teve algum cuidado com relação a esse lado mais truculento do papel para não chocar tanto?

Adriano Garib – É um núcleo muito complicado. Lidamos com cenas muito pesadas e opressoras. Talvez, pesadas demais para esse horário das nove. É um papel muito bom, mas ingrato. Eu tive a preocupação em humanizar o personagem na medida do possível. Porque assim posso tirar ele desse lugar tão obscuro e não deixá-lo tão marcado pela vilania. Estou colocando nele diversas nuances, como truculência, humor, ironia e humanidade. Hoje, as pessoas não confundem mais ator com personagem.

OF -  Seu último trabalho havia sido em "Vidas em Jogo", na Record. Como surgiu a oportunidade para "Salve Jorge"? 

AG – Foi uma incrível coincidência. Eu fiz Vidas em Jogo, uma obra fechada, com data para terminar e acabar. Acabou a novela, acabou o contrato. Na mesma semana de término da novela, o Marcos Schechtman queria conversar comigo porque tinha apresentado meu trabalho para a Glória Perez. Eu já trabalhei com ele em outras ocasiões, como A Casa das Sete Mulheres. Não teve nada de trocar uma emissora pela outra. 

OF – O Russo, de Salve Jorge, é o seu terceiro papel fixo na televisão. Entretanto, você tem uma longa lista de participações em novelas. Porque sua carreira na tevê se apresenta de forma tão pouco sólida?

AG - Sempre estive muito envolvido com o teatro e foi onde surgiram maiores e melhores oportunidades. Toda a minha formação de base é teatral. Foi o teatro que me levou para tevê. Sou muito vinculado à Companhia de Teatro Autônomo e dou aula na Casa das Artes de Laranjeiras. Gosto dessa mobilidade e de investir nesse meu lado mais pedagogo. Estou sempre trabalhando em um canto. De 2002 até 2008, a Companhia estava muito ativa. Mas, em 2010, eu senti que precisava investir mais em televisão.

OF – Por quê?

AG – Entre os 40 e 50 anos é uma ótima fase para investir em tevê. Você já está mais maduro e com uma bagagem de trabalho considerável. Mas também não está velho. Os produtores de elenco sempre têm dificuldade na hora de montar casting de atores de meia-idade. Creio que ajudou bastante a projetar meu nome no meio audiovisual o fato de eu ter feito cinema e os filmes Tropa de Elite e Meu Nome Não é Johnny.

OF – Você considera estar em uma novela das nove um grande momento para fixar seu nome na televisão?

AG – Eu acho que já tive outras boas oportunidades. Mas nenhuma tão preciosa e evidente como essa. Em Salsa e Merengue, eu era muito jovem e, em Duas Caras, apesar de já ter uma experiência, era um papel muito coadjuvante. Dessa vez, me considero fazendo televisão. Contraceno direto com a maior vilã da novela, vivida pela Claudia Raia. O personagem está inserido em um núcleo fundamental para a trama. 

 

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