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19/04/2015 | 17h30m - Publicado por: Flavia Almeida | Foto: AgNews

Aguinaldo Silva descreve sua saga jornalística em livro

Autor foi editor do primeiro jornal gay do país

Aguinaldo Silva descreve sua saga jornalística em livro - AgNews

Antes de ser o renomado autor de novelas que há muito tempo é, Aguinaldo Silva quis ser marginal e herói, mais precisamente, queria ser um Jean Genet, libertário escritor francês que era filho de uma prostituta com um pai desconhecido. Levava uma vida boêmia, colecionava amantes, celebrava o amor homossexual em sua obra - e ostentava destemido a própria homossexualidade na sociedade parisiense.

No momento em que descansa após a batida de Império, o dramaturgo começa a se debruçar sobre sua própria saga - como repórter - nos anos 70, época em que escreveu na imprensa alternativa.

O autor, que já foi copidesque do colunista social Ibrahim Sued, editor de Polícia do jornal O Globo e editor-chefe do Lampião da Esquina - o primeiro jornal gay do país, fechou com a editora Objetiva um livro sobre suas reportagens policiais - publicadas sobretudo em jornais alternativos. Segundo o jornal O Globo, a ideia do livro não é reunir os textos do autor, mas que ele conte como cada reportagem foi produzida.

Nascido em Carpina, Pernambuco, o hoje novelista chegou ao Rio em 1964 para trabalhar no jornal Última Hora. Mais tarde, ficou só dois meses no Jornal do Brasil, "porque tinha que atravessar dez nuvens de gás lacrimogêneo" para chegar à redação (o jornal ficava na Avenida Rio Branco, Centro do Rio, na época cenário de seguidas manifestações). E foi aí que parou de trabalhar e decidiu ser marginal.

"Aquele mundo da Lapa me fascinava. Havia um travesti chamado Xana Summer, um negro enorme, de quase dois metros. E Débora, "a bicha que voava", viciada em remédio para epilepsia. Ela ganhou esse apelido depois de pular do segundo andar de um sobrado, para fugir da polícia, e sair ilesa. Esses travestis eram as Beyoncés da época! - lembra o dramaturgo, entre risos, ao ser entrevistado pelo jornal O Globo.

Como repórter Aguinaldo escreveu sobre assassinatos notórios, como o Crime do Sacopã (assassinato de um bancário, no contexto de um suposto triângulo amoroso) e o Caso Van-Lou, envolvendo o casal de bandidos Vanderley e Maria de Lourdes, que matou dois ex-namorados da moça porque ele tinha ciúmes da vida pregressa dela. Ele também denunciou o esquadrão Scuderie Le Cocq, o que lhe valeu ameaças de morte.

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