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15/07/2013 | 11h35m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Divulgação / Ag News

Alexandre Barillari trabalha em mega projeto sobre Shakespeare

Ator fala do personagem em Dona Xepa e outras curiosidades de sua vida

Alexandre Barillari trabalha em mega projeto sobre Shakespeare - Divulgação / Ag News

Bonitão, com corpo sarado, muito inteligente e com uma simpatia ímpar, Alexandre Barillari tem arrancado suspiros da mulherada com seu personagem Robério, na novela Dona Xepa, da Record. Nascido numa família onde os homens tinham de ser militares e as mulheres, professoras, Alexandre quebrou a regra: primeiro, cursou faculdade de arquitetura e depois, encarou a profissão de ator.

O ator conversou com O Fuxico e contou, entre outras coisas, que ama a arte de cozinhar e até faz cursos de gastronomia em sua casa, além de montar pratos usando seu olhar de  arquiteto. Seus amigos têm o prazer de receber dicas e projetos elaborados por ele. Além disso, Barillari tem novos projetos para o próximo ano, que envolvem seu estudo de cinco anos sobre um autor que se tornou sua menina dos olhos: Shakespeare.

O Fuxico: Você estudou arquitetura e depois desistiu?

Alexandre Barillari: Na verdade arquitetura foi uma opção posterior. Fugi da carreira militar ao qual meus Alexandre Barillari trabalha em um grande projeto sobre Shakespeare paismeinduziam pela tradição da família. Faço teatro desde pequeno, comecei minha carreira aos 16 anos.

OF: Você usa seu trabalho como arquiteto?

AB: Sim. Seria uma bobagem eu cursar durante anos, me formar e não exercer. Ainda exerço, para projetos meus e de amigos e pessoas mais próximas. É uma coisa que no fundo mando bem, gosto muito, me interessa a disposição de corpos no espaço, isso me dá prazer, mas claro,  não vivo disso. Mas existe em minha vida.

OF: Já que contou da indução à uma carreira militar por sua família, depois que decidiu ser ator, você teve apoio da família?

AB: Não tive apoio nenhum, essa é a parte mais tumultuada e tenebrosa da vida. Precisei convencer a todos que era uma carreira e era estável, entre tantos outros medos e rumores que assombravam essa família, onde todos os homens eram militares e as mulheres professoras. Foi uma grande subversão. Precisei de um tempão de esforço e convencimento para que vissem meu trabalho sem perderem a lucidez.

OF: Como assim?

AB: Minha mãe vê meus trabalhos. E tem uma posição crítica. Quando gosta, fala e quando não gosta, é sincera também. Tem essa lucidez, entende? Ela não passa a mão na minha cabeça quando erro, não tem essa de carinho por ter errado não. Minha mãe me critica com lucidez.

OF: O que o Alexandre tem em comum com o Robério, que é conquistador, extremamente vaidoso,
metrossexual e conhece tudo de cosméticos?

AB: Nesse ponto que

 Alexandre Barillari trabalha em um grande projeto sobre Shakespeare

 você diz nada (risos). Acredito nessa historia de que o personagem te escolhe, então, a grande escolha aconteceu porque sou louco, apaixonado pelo universo sertanejo. Não há um videokê, um karaokê que não chego colocando voz em músicas sertanejas. Adoro a vibrata, os tons acima, o açucarado dos temas. Estou super contente da possibilidade dele querer ser cantor sertanejo. A essa altura já coloco voz na primeira musica dele e a cena deve ir ao ar logo. Isso é um barato, um personagem que amplia teu universo, amplia espaços e faz você debruçar sobre novas coisas. Não que isso seja novo pra mim, mas é delicioso.

OF: Você já cantava antes do personagem, certo?

AB: Sim, estreei em 1991 em um musical (Yentl, dirigido por Sininha de Paula). Depois disso, já fiz vários outros. Na TV é a primeira vez que canto. É muito divertido. Não posso deixar de dizer que o capitão dessa historia é o Ivan Zettel (diretor geral de Dona Xepa). Ele é de tão bom humor, que a novela não seria capaz de trazer humor se não tivesse a condução tão bem humorada dele. A cena ocorre, o fluir da cena tem que ter toda a equipe bem à vontade e o Zettel trabalha de uma maneira que faz tudo isso acontecer.

OF: Como você mantem o corpo?

 


AB: Ah, a gente precisa ser escravo do exercício. Acabei me acostumando e gostando do exercício, porque é amelhor coisa em todos sentidos.Hoje temos consciência disso,anos atrás era estranho isso. Hoje todo mundo tem que malhar, pois melhora o condicionamento, a respiração, o corpo todo. E Alexandre Barillari trabalha em um grande projeto sobre Shakespeare também, de quando em vez, alterno dietas radicais, pois eu adoro bobagens. É a famosa junk food (risos) Se pudesse, passaria 365 dias comendo assim.Mas tenho de manter a lucidez nesse ponto também. E moro no Rio de Janeiro, acho que quem mora aqui e não utiliza a cidade como veículo com atividades out door, vôlei, ciclovia, perde tempo e não usa bem o imposto que pagamos. Eu aproveito muito, corro, jogo vôlei, ando pela ciclovia.

OF: Você disse que na vida real também é fã de sertanejo. Quais outros ritmos gosta?

AB: Em primeiro lugar o sertanejo. Em segundo, musicais americanos, coisas da Broadway, tenho muitas partituras, gosto de cantar para amigos, reunir para saraus, mostrar alguma coisa. Adoro esse estilo musical americano. Só o Cowntry americano não me agrada. Gosto do sertanejo brasileiro e do universitário, que saiu de um momento segmentado e chegou a tantas outras pessoas e estilos.  Gosto do sertanejo pelo movimento, ritmo, as letras e todos os pontos tangentes da levada sertaneja.

OF: Você já fez vários personagens épicos (foi Judas em A Paixão de Cristo, Iocanaan em Salomé, Urias em Rei David da Record). Gosta deste tipo de atuação?

AB: Me encantam muito. Quando um personagem me ensina coisas, eu viro fã do trabalho e acho que saio ganhando com esse patrimônio de conhecimento que ninguém tira de mim. Rei Davi, por exemplo, aprendemos a historia, a situação, os costumes, a sociologia e a antropologia de todos os personagens. Os tipos contemporâneos usam o outro lado do muro da nossa janela. Me coloco mais à disposição das histórias de época. Elas são de um grande aprendizado sempre. Alexandre Barillari trabalha em um grande projeto sobre Shakespeare

OF: Aos 22 anos de carreira, qual trabalho mais gostou e qual se arrepende de ter feito? Por que?

AB: Não posso falar de arrependimento, porque numa história não somos sós, não estamos sozinhos no trabalhoem que por ventura ocorra um partido ou escolha errada. Assim como no acerto. O maior acerto de todos, para mim, foi o Guto, de Alma Gêmea, onde deposito grande parte do acerto no presente que Walcyr Carrasco me deu com um vilão por excelência. Vilão não é mal caráter. O vilão usa atingir a tragédia. Ele usou isso matando a protagonista da novela, começou vilão e terminou alçado pela luz do céu. Ele é recebido no reino do céu. Claro, que passando um tempo de aprendizado, no limbo, onde ele cresceu e evoluiu. Esse trabalho foi mais que um presente, foi uma bênção. O importante é quando você sente no teu personagem um empenho, uma troca que vá colocar sobre o personagem um peso narrativo. É enfadonho fazer personagens que pode ser retirado da narrativa sem que a história sofra a perda. Com espaço conquistado, o personagem vira um enorme prazer. Sobre arrependimento, não digo isso. Mas há determinados desacertos onde, de repente, há uma dose errada de emoção, ou outra de expressão. O Valter Avancini falava sobre o DNA do personagem. Pode ser que fique um pouco estranho ou renda pouco. Mas isso tudo, volto à minha história de outra situação, onde esse DNA poderia ser verossimel. O que dou deve ser recebido pelo autor. A parceria, o relacionamento em alguns casos, não acontece.

OF: De onde vem o apelido Titane?

AB: (risos) Minha irmã chama Adriane quando pequenos a chamávamos de Tata. Ela me chamava, ao invés de Alexandre, de Titane. Tudo surgiu da pura e simples incapacidade de um bebê articular uma palavra (risos). Ficou assim, mas é usado só entre família e amigos de infância.

OF: Sabe cozinhar? Que prato que mais gosta de preparar?

AB: Sei e adoro. Faço aula de gastronomia em casa. Reúno amigos, assim como os saraus que faço. Aliás, sempre no encontro para comer algo, termina com saraus. Crio entrada, prato principal e sobremesa. Chamo os chefs e meus amigos sevem de cobaia. Tenho vários pratos que as pessoas gostam e pedem pra eu repetir, como o mousse de gorgonzola com cebola torrada, que é um clássico. E também o Red Velvet, um bolo vermelho que eu faço de frutas vermelhas à moda Magnolia Bakery. Faço um cup cake de milho verde com goiabada cascão, que fica lindo. E aí, na parte culinária, entra um pouco do arquiteto que sabe que a apresentação é quase uma escultura. Quando vou apresentar a comida no prato não fico contente. Gosto de recipientes imaginários. Cada prato com um recipiente diferente, tipo, um porta joia. Ef top, o G, que serve a comida assim e faz a gente observar os pratos, o que o outro pediu. É tudo tão imaginário, que os pratos soltam fogos, tocam músicas, uma transformação visual da comida que só quando o alimento alcança as papilas gustativas é que você reconhece o que é.

OF: Está namorando?

AB: Não, estou sozinho. Mesmo. Buscando? Olha, não saio em baladas com o propósito de “hoje vou conhecer minha alma gêmea” (risos). Esse é um dos grandes temas da vida, a busca do amor.

OF: O que mais te chama a atenção em uma mulher?

AB: Bom, acho estranho essa história de dizer que são os olhos, ou a inteligência. Isso não bate com a realidade. Acho que é toda uma harmonia. Porque as coisas se modificam com o tempo. A primeira impressão é aquela primeira carta que escrevemos, sabe, onde traçamos um pouco de nós. Acho que tudo gira no conjunto da obra (risos).

OF: Tem algum projeto para teatro?

AB: Tenho e vai além de um grande projeto de vida que está em curso. Um é de literatura, o romance Um Mar Sem Norte, que surgiu de uma serie de tertúlias literárias que participei e participo há anos. É o conhecimento e reconhecimento da nossa língua, isso surgiu da vontade para ingressar na literatura. Outro projeto que é meu bebê se chama Tudo Acaba Quando o Sonho Acaba, que vem a ser um documentário que traz roteiro do Miguel Falabella. Minha maior paixão hoje é Shakespeare. No ano passado, terminei a leitura, análise e debate de 39 peças dele, com a maior autoridade no assunto, Bárbara Heliodora, a mulher que mudou minha vida. Através de encontros durante os 5 últimos anos, chegamos ao fim desse extenso estudo sobre o inventor do humano. Surgiu a ideia de fazer o documentário e mostrar do que o público ainda não sabe e se apodera, sem saber de onde vem e em que contexto está, os textos de Shakespeare. Tem como base desfazer esses equívocos cristalizados. Vai ser filmado na Inglaterra, contando em linguagem fácil e persuasiva as verdadeiras historias e origens dele. Esse é meu e sou tudo nele: autor, ator, diretor, o argumento é meu, embora haja o roteiro do Falabella. Sou conhecedor da obra e, nesse projeto, sou o grande pai.

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