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25/01/2013 | 20h00m - Publicado por: Fernanda Breder/Pop Tevê para O Fuxico | Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Bruno Quixote tinha medo de não emplacar personagem na TV

Ator sai de seu universo para viver primeiro papel fixo em novela

Bruno Quixote tinha medo de não emplacar personagem na TV - Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

Ator há 11 anos, Bruno Quixote só foi sair de sua zona de conforto ao interpretar o Rasta, em Malhação (Globo). Morador da comunidade do Morro da Coroa, no Rio de Janeiro, o ator sempre retratava, seja em peças, no cinema ou em participações na tevê, o seu universo.

"Eu queria expandir e o Rasta foi o meu primeiro personagem fora disso", afirma.

Bruno havia acabado de fazer testes para participar de Suburbia quando foi chamado para disputar uma vaga na novela adolescente. O diretor explicou que era uma coisa completamente diferente, que em nada tinha a ver com o cenário da série.

O texto falava sobre jovens que queriam mudar o mundo e citava uma frase de Ghandi: "seja a mudança que você quer ver no mundo".

"Me identifico muito com isso e fiz o teste com muito empenho", conta.

Quando ligaram para avisar que Bruno havia passado, ele estava em um supermercado, mas não conseguiu conter sua alegria.

"Comecei a gritar, comemorando. A moça do caixa ficou me olhando assustada", recorda, aos risos.

Na trama, Rasta é um jovem militante convicto, muito idealista e que quer sempre radicalizar. Para seu intérprete, é um tipo de estudante comum de se encontrar em manifestações como o Ocupa Rio, onde um grupo de manifestantes acampou na Praça da Cinelândia em protesto contra o governo e instituições financeiras.

"Se estão planejando um protesto contra aumento de passagem de ônibus, ele é do tipo de pessoa que quer parar o ônibus e fazer as pessoas pularem a roleta", exemplifica.

Tendo estudado muito, Rasta é um anarquista e seguidor dos ideais do marxismo.

"Ele acredita que a força dos jovens pode mudar o mundo", acrescenta o ator.

Para viver o personagem, Bruno se inspirou no começo de sua carreira no teatro. Uma de suas primeiras peças foi sobre exploração do trabalho infantil e seu primeiro papel na tevê foi uma participação em A Casa das Sete Mulheres, como um menino de rua. Mais velho, o ator participou da Cia dos Comuns, uma companhia de teatro de militância negra, e também da Companhia Ensaio Aberto, que tem como objetivo fazer seu pblico refletir.

Tudo sempre muito ligado às questões sociais. Além disso, Bruno foi a manifestações como a Primavera Carioca, em julho do ano passado, que apoiava um candidato à prefeitura do Rio.

"Já participava desses eventos, mas fui com outro olhar, para observar os'Rastas' do mundo real", explica.

Como este é o seu primeiro papel fixo, um certo nervosismo no começo das gravações foi inevitável. Além do medo de não dar conta do personagem, ele temia que, sendo um papel menor, não se destacasse ou até acabasse saindo da trama. E havia também outro receio.

"Não queria decepcionar minha mãe", confessa.

Mas, com o tempo, tudo foi dando certo e o ator ficou mais tranquilo.

"É uma questão de vivência. E lá é um laboratório. Nunca saio sem ter aprendido alguma coisa nova", diz.

Bruno também é estudante de Jornalismo. Para o trabalho de conclusão do curso, ele decidiu gravar um documentário sobre o Morro da Coroa.

"Tudo que é produzido sobre o lugar é com uma visão mais policial. Então,  quis fazer uma coisa diferente e decidi contar a história dos moradores mais velhos", relata.

Com um amigo como diretor e equipamento próprio, o ator começou a trabalhar com assistência de câmara e se interessou pelo assunto. Começou a pensar em novos projetos, sendo o principal deles um sobre a feiura, que Bruno pretendia inscrever em editais de fomento à cultura para conseguir financiamento para realizá-lo. Porém, infelizmente, a casa do ator foi invadida e vários itens foram roubados, incluindo sua câmara e o computador, com a monografia.

"Eu fiquei decepcionado. Moro aqui desde sempre e me senti traído", desabafa.

Apesar desse adiamento forçado, Bruno não vai desistir de seus projetos. Ciente de que na profissão de ator não é possível prever o próximo passo, ele ainda não tem planos definidos para depois de Malhação.

"Pode acontecer muita coisa ou pode não acontecer nada. Mas estou preparado para o que vier", garante.

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📷: Divulgação/Record TV

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