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23/02/2017 | 11h26m - Publicado por: Flávia Almeida | Foto: Divulgação/ Globo/João Miguel Júnior

Caio Castro avalia a carreira: 'Dei o sangue para estar aqui'

Ator volta às novelas como Dom Pedro em Novo Mundo

Caio Castro avalia a carreira: 'Dei o sangue para estar aqui' - Divulgação/ Globo/João Miguel Júnior

Sol Nascente está na reta final e em 22 de março estreia Novo Mundo, trama que vai mostrar uma faceta da História do Brasil que o grande púbico desconhece em detalhes. A novela de Alessandro Marzon e Thereza Falcão conta a vida da Imperatriz Leopoldina, casada com D. Pedro I. O monarca será vivido por Caio Castro, que, assim como Letícia Collin, a Leopoldina , teve que se desdobrar para compor o personagem de época.

"Tá dando muito trabalho, principalmente essa semana que esta tendo muito externa. Começo a trabalhar às 07h e às vezes chego e casa meia noite e meia. A primeira coisa que veio na cabeça na construção foi em relação ao sotaque. A possibilidade e fazer um português de Portugal, por um lado foi muito difícil, Estou me adaptando com a embocadura, tá difícil mas como é o começo é uma fase de dedicação, não estou habituado ainda. Mas ao mesmo tempo é fácil, dá uma possibilidade de brincar de maneira leve, não tenho referência pessoal nenhuma, me sinto diferente, complicado", dsse Caio em conversa com a imprensa na quarta-feira (22), num intervalo de gravação nos Estúdios Globo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O ator destacou que a possibilidade de mudar o foco foi determinante para que aceitasse o trabalho

"As minhas últimas escolhas na TV tem sido dessa maneira, desde que mudei minha relação com a emissora para que pudesse ter essa base nas diferenças, nessas possibilidades. D. Pedro nada mais é do que uma possibilidade de mudar".

O ator de 28 anos revelou que desconhecia a história de D. Pedro e, com estudo, está expert.

"Nunca fui bom em Historia, não era das minhas matérias prediletas. Não lembro, não me aprofundei em quem era D. Pedro a gente se aprofundava mais na parte dos escravos. Mas cheguei aqui sabe do mais dele do que ele mesmo, detalhe por detalhe, comportamento tudo baseado e fatos históricos. Tudo a base de relatos de historiadores, mínimos detalhes, gestos trabalho de pesquisa. Foi um trabalho de buscar essas referencias".

Caio fez questão de não ter referências de outras interpretações do monarca, e crou seu estilo.

"Não vi outro D Pedro, fugi de todas as referencias, boas u ruins, pra não me contaminar. Prefiro não ver e fazer acreditando dentro dos estudos que busquei e nas referências que tive, tô indo na minha".

O ator contou que a dedicação de Leticia Collin, sua parceira de cena, foi primordial para a composição do personagem.

"Ela foi um estímulo. Eu estava no camarim ela começou a passar o texto, com u sotaque maravilhoso. Eu vi o grau que ela estava e vi que não dava pra mim, tinha que ir pra Portugal. Entrei na internet, vi umas passagens, fiquei 8 dias lá. Não podia ver ninguém de bobeira que eu puxava assunto. Fui a museus, fiz um laboratório maneiro e acho que isso foi a sacada. Voltei diferente, com referências de como os caras falam lá!".

A figura conhecida do monarca, aparentemente mais sério do que Caio Castro, faz com que o ator tenha dúvida se, vivendo na época,  poderiam ser amigos.

"Ele era muito burguês, mas acho que não seria meu parceiro. Se bem que ele era bem da rua, se dava muito com as pessoas. Se o visse na rua ia fala 'qual é parceiro?".

De barba e bigode, o ator está curtindo o visual.

"Tô gostando, fui comprar comida pro meu gato e a moça do pet shop me olhou e falou 'nossa, você está parecendo D. Pedro, já te falaram isso?'. Antes da divulgação da novela começar, muitas pessoas falaram isso. Algumas que não sabem quem era Dom Pedro diziam que eu estava parecendo o Pedro Alvares Cabral".

De corpo e alma dedicados ao personagem, Cio saiu em defesa ele quando questionado sobre o lado garanhão de D. Pedro. E não se esquivou ao falar da mesma fama que tem.

"Ele é jovem, gosta do jogo da conquista. É  príncipe, todo mundo bajula esse cara e ele gosta desse poder. Ele é honesto, casou por procuração, por uma questão de reinos, não foi porque ele quis. Ele tem carinho pela Leopoldina incrível, mas o instinto é macho alfa. No meus caso, as pessoas dizem demais, inventam muitas coisas, claro que muitas existem, mas não é como as pessoas acham. Sem duvida nenhuma a minha profissão me dá muitas oportunidades que não teria em outra profissão".
O ator destacou que não se faz valer da fama e não gosta disso.

"Eu não era Caio Castro até meus 18 anos, até hoje não me acostumo com isso e não quero me acostumar. Fui criado de uma maneira e minha referência não é ser tratado como as pessoas me tratam, não quero ser diferente. Claro que em algumas situações quebra um galho danado".

Consolidado na carreira, ele fez u balanço de sua trajetória.

"Faço 9 anos de carreira em setembro, dentro disso aqui tá cheio de gente que acha que toma o lugar do outro tirando o outro. Todo mundo tem espaço! Eu faço o me e você faz o seu. Eu trabalhei a estar aqui, eu dei o sangue pra estar aqui. Passei quase 3 anos trabalhando 7 dias da semana. Precisava fazer um dinheiro porque minha família não é rica, dormia no chão em aeroporto porque não tinha voo, não tô aqui de uma hora pra oura, de mão beijada. A mudança mais evidente em mim, foi a chama que acendeu  amor ela profissão".

Caio contou que passou por maus momentos.


"Até 2011 eu tinha pouco tempo pra qualquer coisa, a não ser pro trabalho. Final de semana viajava 5 cidades pra fazer m pé de meia e pensar no sustento. Após esses 5 anos eu tive consciência de que não podia mais. Chegava atrasado, não sabia mais o que estava acontecendo, fiz algumas escolhas por impulso. Tinha que parar. Falei cm meu pai e meu empresário que ia dar uma segurada, não aguentava mais. Congela tudo, não quero mais. Oxigênio cerebral não sei o que aconteceu, fazia tudo de uma vez, minha saúde física ajudava, mas eu era perdido. Sorte a minha tinha um time bom que me conduziu, mas as coisas não eram 100% Depois de 1 ano fora, arrumei trabalho numa oficina mecânica. Fui pro japão, viajei 20 e poucos países, ninguém mais falava em mim, fiquei pensando em toda a realidade que me cercava. Quando voltei, quis procurar minha liberdade artística, tive um ano brilhante. A Maria Casadevall foi muito presente e importante nessa mudança".
 



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📷: Reprodução/@gq
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