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25/04/2013 | 17h43m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Ag.News

Carlos Alberto de Nóbrega Adnet está no programa errado

O apresentador de A Praça é Nossa comenta sobre o humor atual na TV

Carlos Alberto de Nóbrega  Adnet está no programa errado - Ag.News

A TV brasileira continua apostando forte no humor em sua programação. As atuais atrações do gênero, porém, dividem opiniões. Em conversa com O Fuxico, Carlos Alberto de Nóbrega, que comanda todas as quintas-feiras A Praça é Nossa - que já completou 25 anos e é uma das maiores audiências do SBT - conversou com O Fuxico sobre os humorísticos que estão no ar. Do alto de sua experiência, ele deu seu 'pitaco' sobre os concorrentes e revelou seus favoritos.

“Olha, em primeiro lugar, eu quero dizer que acho antiético falar sobre outros programas de humor. Isso é muito complicado”, tentou sair pela tangente, mas após a insistência de nossa reportagem, Carlos Alberto topou falar do  assunto.

“Olha, assisto muito o CQC [da Band]. Tá boom vai, não perco nenhum CQC (risos). Toda segunda-feira, faço de tudo para chegar cedo em casa, jantar e assistir o CQC. É divertido, inteligente, uma atração que vale mesmo ver”, revelou o artista.

Carlos ainda destacou as humoristas Dani Calabresa e Marlei Cevada como um marco no humor brasileiro:

“Calabresa é demais, um monstro, estou apaixonada por ela. Eu estava editando A Praça, estes dias, e conversando com o pessoal eu disse que Calabresa vai ser um grande nome feminino no humor brasileiro. A Marlei Cevada, que faz a Nina, na Praça, também é muito boa. As duas vão marcar a TV brasileira", avaliu.

Para Carlos alberto, A Grande Família tambpem é um produto ótimo, que trabalha em cima do mesmo humor [antigo] que usa em sua Praça.

“Adoro a Grande Família. Mas seria uma mentira eu esconder que ela não segue os moldes da Praça. Os atores são maravilhosos, fazem um trabalho em um programa, que há anos tem a receita de fazer rir, sem esculhambação”.

Apos tecer seus elogios, o apresentador falou dos programas que não gosta:

“Não gosto do Zorra Total. Acho que o programa caiu muito. Mas, veja bem, eu não gosto, não estou mandando as pessoas não gostarem. É uma opinião minha, não faz meu gênero. O Zorra já esteve muito melhor, teve uma época muito boa, mas agora não está mais assim. Não é dizer que o programa é ruim, mas sim, digo que são fases que as atrações passam. E também não assisto muito mais, pois aos sábados estou no meu sítio, no interior, curtido minha família, meus netinhos”.

Outra atração que não agrada Carlos Alberto de Nóbrega é Feira do Riso, que vai ao ar todas às terças-feiras, pela RedeTV!, supostamente uma cópia do estilo de A Praça é Nossa.

“Feira do Riso? Prefiro não tocar nesse assunto. Não comentar”, ele sai pela tangente.

Ah, mas pensa que a lista de programas que Carlos Alberto não gosta acabou? Embora não seja classificando como programa humorísitco, ele reclama do Esquenta, apresentado por Regina Casé, na Globo.

“Olha, sei que não é um programa de humor, mas tenho que dizer: aquele Esquenta, eu acho um verdadeiro pé no saco. É o tipo de programa que eu assisto e percebo que quanto mais o tempo passa, menos entendo de TV”.

E o dono do banco da Praça é Nossa completa:

“Tiraram Os Caras de Pau [programa exibido pela Globo até 2012, com Leandro Hassum e Marcius Melhem], que era maravilhoso, pra colocar esse Esquenta. Caras de Pau era um programa barato de se fazer e que arrancava muita gargalhada, com uma dupla de humoristas que tem uma química, uma empatia maravilhosa, que são unha e carne, nasceram um pra trabalhar com o outro, e me remete até à dupla que eu e o Ronald Golias fazíamos. Acabaram com o programa. Dá pra entender? Dá pra entender tirar um Renato Aragao do ar?”.

Sobre o Pânico na TV, Carlos avaliou tratar-se de um programa que mudou a cara do humor na TV brasileira.

“O Pânico é um programa que tem uma grande qualidade: mexeu no humor da TV brasileira. Eles tiveram coragem de fazer o tipo de humor que ninguém tinha coragem de fazer, deram uma nova cara aos humorísticos, uma maneira esculachada de fazer humor. Mas também vejo pouco, pois domingo assisto ao Mesa Redonda, na TV Gazeta. Amo futebol!”.

Ao falar da série Pé na Cova (Globo), que traz no elenco Miguel Falabella e Marília Gabriela, entre outros grandes nomes, Carlos Alberto é só elogios:

“Pé na Cova é imbatível, na minha opinião. Vi alguns programas, mas o horário deles é em cima da Praça, então não vejo muito. Mas fala sério, juntar Miguel e Marília chega a ser covardia. São dois monstros que arrebentam em cena”.

Fã de Marcelo Adnet, que atualmente faz o Dentista Mascarado, na Globo, Carlos Alberto fala que só fica triste em ver que o talento do moço não está sendo bem aproveitado.

“O Adnet é ótimo, mas acho que está no programa errado.  Ele é muito bom pra fazer aquilo. Pode ser que mude, não sei. Mas veja, é como um jogador de futebol: o cara é eleito o melhor zagueiro do Brasil, ganha troféu e tudo mais. Daí, vem um time e contrata ele para ser centro avante. Não rola. O Adnet se tornou famoso pelo que fazia na MTV, mas nesse programa que faz, não gosto. Não o conheço pessoalmente, mas fiquei com pena de ver o talento que ele tem numa atração que não acertou”.

Sobre os seriados globais Tapas e Beijos e Louco Por Elas, o apresentador não opinou, pois disse que estes ele realmente não assiste.

Por fim, Carklos Alberto de Nóbrega ensina a receita que faz um programa como A Praça É Nossa ficar tantos anos no ar, com audiência satisfatória e público cada vez maior:

“Vou usar a frase do velho Manoel da Nóbrega [pai de Carlos, que criou A Praça é Nossa no ano de 1956 com o nome de A Praça da Alegri]: é fazer o feijão com arroz bem feito. Esse é o segredo”.

Sobre A Praça é Nossa
 

A Praça É Nossa foi criada em 1956 pelo empresário, ator e humorista brasileiro Manuel da Nóbrega., que morreu em 1976 aos 63 anos vítima de um câncer.

Na época, o programa levava o nome de A Praça da Alegria, mas seguia o mesmo formato de hoje: um banco onde os artistas passam e contam suas hilárias histórias ao apresentador que fica por ali, lendo seu jornal. No ano de 1957, a novidade estreou na TV Paulista, onde permaneceu até os anos 70, qundo passou pelas TV Record e TV Rio. Nos anos de 1977 e 1978 ficou na Rede Globo contando com a apresentação de Luis Carlos Miéle. Já em 1987, seguiu para a Rede Bandeirantes onde teve apenas quatro episódios no ar com novo nome: Praça Brasil, já com a apresentação de Carlos Alberto de Nóbrega. No dia 7 de maio de 1987, batizada por Carlos de A Praça é Nossa, a atração fincou o pé no SBT, onde permanece com sucesso garantido até hoje. 

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