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08/12/2012 | 14h03m - Publicado por: Geraldo Bessa/ TV Press para O Fuxico | Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Noticias

Diretor de núcleo da Globo não abre mão da qualidade, mas quer mesmo é ser popular

Ele diz que a teledramaturgia exige coragem

Diretor de núcleo da Globo não abre mão da qualidade, mas quer mesmo é ser popular  - Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z Noticias

O maior compromisso artístico de José Alvarenga Jr. é com a audiência. Seja nos bastidores de Malhação, no qual é diretor de núcleo, ou nas gravações de Como Aproveitar O Fim do Mundo, a grande preocupação do diretor global é entregar um produto de qualidade – mas sem esquecer o apelo popular.

"Eu entendo quem quer fazer arte para poucos. Mas a minha pretensão é ter o maior público possível. É atingir as massas. Não existe uma fórmula para chegar a esse resultado, mas estou sempre tentando", assume.

Carioca e torcedor fanático do Botafogo, Alvarenga é cria da publicidade e apaixonado por cinema – onde começou dirigindo vários filmes dos Trapalhões. No entanto, foi a tevê que o tornou conhecido. Em grande parte, pelas séries bem-humoradas que vem criando em parceria com o casal de roteiristas Fernanda Young e Alexandre Machado, como Os Normais, Os Aspones e a apocalíptica série atual, exibida pela Globo nas noites de quinta.

"Acho que agora estou entendendo melhor as complexidades e o nível do texto do Alexandre e da Fernanda. Estou feliz com a repercussão de 'Como Aproveitar O Fim do Mundo'", garante.

O Fuxico: Desde 2009, Malhação não tem tido bons índices de audiências. Como diretor de núcleo das duas últimas temporadas, quais suas apostas para reverter esse quadro?

José Alvarenga Jr.: O desejo de todos os envolvidos em qualquer produto artístico é que ele seja um sucesso. Estamos todos trabalhando para isso. Mais importante do que o êxito ou o fracasso, é ter o diagnóstico correto do que está acontecendo na comunicação entre Malhação e o público. Na temporada passada, o foco do problema foi a inovação no formato, com uma trama recheada de mistérios. De repente, uma grande parte da massa não percebeu a força dessa ideia. No caso da atual temporada, ainda estamos verificando onde está o erro. Mas isso acontece em um momento onde vários produtos da emissora estão com a audiência abaixo do esperado.

OF: Malhação está no ar desde 1995. Você acredita que o formato da produção possa estar esgotado?

JAJ: Acho que o público é que mudou muito. E a televisão busca de todas as formas atrair e agradar essa nova geração. Estamos felizes com as escolhas que fizemos para a atual temporada. Reforçamos o elenco adulto e acreditamos na história. Hoje, estamos trabalhando em novas pontes para buscar a comunicação ideal com o público. Teledramaturgia exige coragem. Meu trabalho é esse, sou obrigado a tentar novos formatos e olhares para um produto que, apesar da longevidade, ainda tem gás.

OF: Embora esteja envolvido com Malhação, você é mais conhecido por dirigir seriados cômicos como Os Normais e Separação. Como está sendo conciliar o trabalho na novela teen com o humor nonsense de Como Aproveitar O Fim do Mundo?

JAJ: São coisas bem diferentes. Em Malhação, eu tenho uma função mais gerencial. Já na série, eu participo ativamente de cada detalhe. Aliás, todos os projetos que fiz em parceria com a Fernanda e o Alexandre são extremamente autorais. Considero "Como Aproveitar O Fim do Mundo" nossa produção mais ousada no sentido de ser uma comédia caótica. Já que o mundo vai acabar na ficção, queríamos ter o direito de abordar as situações mais absurdas do nosso jeito.

OF: Como Aproveitar O Fim do Mundo é seu sétimo trabalho em parceria com o casal de roteiristas na tevê. Sendo que, até hoje, a série Os Normais – que acabou em 2003 – é a criação mais lembrada de vocês. Essa referência ao passado incomoda na hora de apresentar um novo trabalho?

JAJ: A gente sabe que sempre vão existir comparações. Não incomoda porque tenho muito orgulho de Os Normais. O grande segredo desse trabalho foi ter acabado na hora certa e no auge. É por isso que ele já rendeu dois filmes e chovem pedidos e perguntas sobre a possibilidade de um terceiro longa.

OF:  Sua origem é a publicidade e o cinema, mas você tem feito cada vez menos comerciais e filmes. A televisão tornou-se prioridade?

JAJ: Isso não é uma reclamação, mas a televisão me toma muito tempo. Por conta disso, a publicidade realmente está sem terceiro plano (risos). Mas sempre estou tentando colocar minhas ideias cinematográficas para fora. O problema é que fazer filmes no Brasil é um processo bem lento. Tenho um projeto com a Adriana Falcão chamado Mundo dos Esquecidos, que ainda está em fase de roteiro. Além disso, junto com o Roberto Frejat, devo rodar um musical chamado Intimidade Entre Estranhos. Mas da idealização até o lançamento, esses projetos devem chegar ao circuito comercial apenas daqui a dois anos.

Malhação – Globo, de segunda a sexta, às 17:30 h.
Como Aproveitar O Fim do Mundo – Globo, quintas, às 23 h

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