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24/11/2012 | 10h00m - Publicado por: Amanda Rolim/TV Press para O Fuxico | Foto: Luiza Dantas/CZN

Fabrício Boliveira e a experiênica de atuar com principiantes em Suburbia

O ator gosta de trocar e dividir experiências com a nova geração

Fabrício Boliveira e a experiênica de atuar com principiantes em Suburbia - Luiza Dantas/CZN

Os filmes publicitários podem ser a carta de entrada de muitas pessoas na televisão. E foi assim na vida de Fabrício Boliveira, o Cleiton de Suburbia. O ator já fazia teatro desde a adolescência e teve seu primeiro contato com a tevê através de um comercial político. Mas, ao mesmo tempo em que ficava conhecido na Bahia por protagonizar propagandas de eventos, produtos e governos, ele também se aprofundava na atuação.

Depois de fazer um curso de teatro com duração de dois anos no Solar Boa Vista, em Salvador, resolveu cursar Artes Cênicas na UFBA. E foi durante o período da faculdade, que realizou seu primeiro trabalho artístico profissional, na peça baiana Capitães da Areia, em 2002.

"Vivo da profissão de ator há quase 11 anos e tive a sorte de ter encontrado pelo caminho grandes profissionais. Isso é o tempero do meu trabalho", conta.

Em 2006, Fabrício estreou na teledramaturgia. Seu primeiro papel foi o escravo Bastião na novela Sinhá Moça. A essa altura, já tinha feito cinco peças, alguns curtas e do filme A Máquina. E não parou mais. Fez participações na série Cidade dos Homens e interpretou o Saci Pererê no Sítio do Picapau Amarelo.

"Nesse tempo, pude apurar o meu olhar de observador para as coisas reais e o olhar criativo para as coisas imaginadas", relembra.

Atualmente, Fabrício vive seu primeiro protagonista na tevê em Suburbia. Seu personagem, Cleiton, é movido por um conflito pessoal. Apesar de querer levar uma vida honesta de trabalhador ao lado de sua amada Conceição, de Erika Januza, também passa por sua cabeça entrar para o crime apenas para vingar a morte de seu irmão, assassinado de forma injusta por uma facção inimiga do grupo que comanda a comunidade em que mora.

"Cleiton carrega na sua saga a mais profunda angstia de tentar descobrir-se e se encontrar em uma identidade segura. Não se sente confortável no lugar onde está", explica. 

Um dos diferenciais da série de Luiz Fernando Carvalho é que a maioria dos atores são iniciantes, trabalhavam em outras áreas e, diferentemente de Fabrício, estão tendo seu primeiro contato com a interpretação. Mas, o ator não considera isso um problema na hora de contracenar com os novatos.

"É delicioso observar e trocar com o frescor da possibilidade do erro quando não se tem a fluência na forma. Esses atores já carregavam consigo o desejo pela arte", conclui.

Perfil

Nome: Genisson Fabrício Boliveira Pereira 

Nascimento: 26 de abril de 1982, em Salvador, Bahia.

Primeiro trabalho na tevê: Quando eu tinha 18 anos, fiz um comercial político em Salvador. Interpretei um velho de 50 anos. Foi ridículo!.

Atuação inesquecível: Me marcou muito fazer uma performance sobre o Itamar Assumpção , no SESC Pompeia de São Paulo, em 2010. Era um teatro muito grande, lotado e eu abria shows de Arnaldo Antunes, Zélia Duncan, Naná Vasconcelos e Elza Soares. Os textos do Itamar e sua força cênica me guiaram em uma experiência magicamente inesquecível".

Interpretação memorável: Me interessam os artistas loucos.

Momento marcante na carreira: Também a performance sobre o Itamar Assumpção.

O que gosta de assistir: Não tenho acompanhado muita coisa, além de Suburbia.

O que nunca assistiria: Programas de venda de joias da madrugada.

O que falta na televisão: Sinceridade.

O que sobra na televisão: Excesso de pseudo realidade.

Com quem gostaria de contracenar: Charlotte Gainsbourg.

Se não fosse ator, o que seria: Teria arte na minha vida com certeza, nem que fosse como apreciador.

Melhor abertura de novela: Vi esses dias a abertura da nova temporada de Malhação e achei muito moderna.

Canção inesquecível de trilha sonora: Pretty Woman. Remete diretamente quase ao cheiro da cena.

Melhor programa de humor: Furo MTV.

Personagem mais difícil de compor da sua carreira: Fiz um filme muito delicado sobre um artista plástico, o Fernando Diniz. Se passava em um hospital psiquiátrico e explorava a sua relação com sua psiquiatra Nise da Silveira, vivida por Gloria Pires. Tive de adentrar por universos muito sutis entre a loucura e a sanidade.

Que novela gostaria que fosse reprisada: O Rebu. Ela se passa inteirinha em uma festa. Me deu curiosidade de ver isso, essa mesma continuidade e os flashbacks. 

Livro de cabeceira: O Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa.

Filme: A Partida.

Autor:  Paulo Lins. Adorei o livro novo dele, Desde que O Samba é Samba. Uma literatura com uma pegada de desejo e historicidade brasileira.

Diretor: Walter Salles.

Projeto: Estou esperando os lançamentos dos filmes Trinta sobre o carnavalesco Joãosinho Trinta; Faroeste Caboclo, inspirado na famosa canção do Renato Russo e Nise da Silveira, Senhora das Imagens, sobre a vida da heroica psiquiatra brasileira. E também estreio uma peça chamada Philodendros, em 2013. 

 

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