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14/04/2016 | 08h00m - Publicado por: Ará Rocha | Foto: Rede Globo/Divulgação/Facebook

Figurinista revela detalhes sobre as roupas de Velho Chico

Thanara Schönardie contou um pouco sobre as técnicas e cuidados com as peças

Guarda-Roupa Conheça os detalhes dos figurinos de Velho Chico
Guarda-Roupa Conheça os detalhes dos figurinos de Velho Chico Crédito: OFuxico Abrir galeria
Figurinista revela detalhes sobre as roupas de Velho Chico - Rede Globo/Divulgação/Facebook

Quando a gente assiste uma novela de época, que mostra personagens com roupas mais gastas, com aparência de sujas, não temos ideia de como elas são feitas.

Na verdade, as roupas não estão sujas, mas sim, receberam tratamentos especiais para ter a aparência que a trama pede.

OFuxico conversou com a figurinista Thanara Schönardie, da novela Velho Chico, da Globo, para saber detalhes sobre as peças que aparecem em cena.

Ela nos contou sobre o tratamento para que fizeram para que o figurino tenham uma aparência mais usada.

“Para o núcleo dos Rosa, pilares da justiça e verdade na história, fizemos a adequação de cores e vivência no cenário da própria fazenda. Montamos uma pequena estrutura de tingimento e costura e levamos todas as roupas para a casa dos personagens, penduramos nas paredes dos cômodos, janelas das varandas, estendemos sobre as camas... No que destoava, fazíamos as interferências ali mesmo, com as pedras e terra do lugar. Levamos da fazenda para o ateliê baldes com diferentes cores de terra que havia em volta da fazenda para misturarmos com cera e envelhecermos as roupas. Penduramos tudo no varal e enquanto o vento se encarregava de deixá-las empoeiradas, o sol queimava a cor dos tecidos”.

O trabalho para compor os figurinos começou com as personagens Iolanda (Carol Castro), Leonor (Marina Nery) e Encarnação (Selma Egrei).

“No figurino de Leonor, usamos muita flor e chita com estampa colorida. Os tecidos estampados foram colocados em camadas e ganharam volume. Já Iolanda representou a busca pela identidade brasileira, uma linguagem da tropicália, ela usou mais decotes e a roupa ficou bem mais estruturada no corpo”.

Os chapéus também precisaram de cuidados especiais, não só com a cor, mas também no jeito que cada ator coloca sua peça, atentando pelas marcas de mão e posicionamento do chapéu.

“Para os chapéus, deixamos expostos ao sol para que assumissem um aspecto de queimado, cores distintas e usamos outras técnicas de envelhecimento. Mas eles precisavam mais que envelhecimento, tínhamos que dar formas da cabeça. Cada personagem usa de um jeito. Tem a marca da mão, de acordo com a forma como ajeita o chapéu na cabeça”.

Na passagem de tempo, que começou na segunda-feira (11), a mudança seguirá sutil e alguns pequenos detalhes surgem em cena.

“Para alguns personagens as mudanças serão muito sutis, apenas na caracterização ou pequenos detalhes nos cortes das roupas que remetem ao período atual, para outros como Maria Tereza, o figurino apontará maiores transformações, porém elas estão muito mais relacionadas com as emoções que com o tempo e espaço onde vivem. Será um convite ao telespectador para um mergulho além das questões técnicas, atravessando a superficialidade das escolhas por determinada cartela de cores ou forma dentro de um período histórico,  contemplando as sensações evocadas pelas roupas de cada personagem”.

Praticamente as vestimentas terão uma certa continuidade.

“É a continuidade do que vem sendo feito desde a primeira fase, onde Encarnação vive em seu tempo emocional, envolta na austeridade do poder de uma época que se mantém viva em seus trajes, deslocada no tempo físico. Ainda na primeira fase, o mesmo aconteceu quando Maria Tereza foi para Salvador e continuou usando seus trajes de fazenda, momento em que ela foi arrancada de um espaço afetivo, impedida de realizar o seu amor”. 

Thanara Schönardie falou sobre a tendência  que a mudança de época vai oferecer ao telespectador.

 “Aposto na tendência da valorização da memória, do despertar de um novo olhar ao que é banalizado como o simples ato de vestir. Questionar o consumo, a produção é seguir adiante em busca de identidade que  liberta das barreiras tempo/espaço impostas pelo mercado para buscar a si, aceitar-se, admitir-se, encontrar uma forma autêntica de posicionar-se, refletindo no visual seus ideais e emoções”.

Trabalhando com amor como figurinista, Thanara revelou seu grande sonho  com a profissão que ama seguir.

“O que sonho como figurinista é poder vestir na vida real, personagens autênticos, sem máscaras, libertos dos espartilhos e armaduras invisíveis associados às imagens reproduzidas”. 

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