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16/10/2017 | 13h20m - Publicado por: Flávia Almeida | Foto: Divulgação/Globo

Glória Perez sobre A Força do Querer: 'Não tinha um plano B'

Autora conta que não tinha outro rumo para a personagem de Carol Duarte

Glória Perez sobre A Força do Querer: 'Não tinha um plano B' - Divulgação/Globo
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A Força do Querer chega à última semana. Desde o fenômeno Avenida Brasil, exibida na Globo em 2012, uma novela não virava assunto nas mesas de bar, nos salões de beleza e nos consultórios médicos.

"Sinto uma felicidade muito grande das pessoas com a novela. Tudo deu certo, não teve barriga, foi uma caminhada leve, agradável mesmo. Estamos cansados, mas não estamos exaustos. Foi um momento muito feliz. Gosto quando dizem que minha melhor novela é a última. Mas O Clone, América e Caminho das Índias também foram muito populares. Não dá para eu dizer que esta foi melhor", disse ela ao jornal Extra.

Usuária de redes sociais, em especial o Twitter, a novelista afirma que não se deixa levar por elas.

"O mundo das redes sociais é muito falso, tem muito robô, muita gente paga, muitos haters. Eu meço o sucesso nas ruas! Quando uma pessoa, do nada, fala 'o meu pau te acha', eu vejo que está na boca do povo".

Embora já tenha finalizado a trama, Glória afirmou que só vai descansar quando o último capítulo for exibido.

"Só vou relaxar mesmo quando o último capítulo tiver ido ao ar. Mas me sinto recompensada com a aceitação e o acolhimento ao trans (Ivan, papel de Carol Duarte). Nem pensei que não pudesse dar certo, não tinha um plano B porque já tinha feito algo parecido em Carmem (novela exibida na extinta TV Manchete em 1987). Eu apresentei o doutor Junot (Maurice Vaneau) como um médico competente, excelente pai, o melhor amigo que alguém poderia ter. Quando todo mundo estava apaixonado por ele, trouxe a questão de ele ser gay. E todo mundo aceitou lindamente. Primeiro, eu tinha que criar a empatia do público com Ivana. Se ela tivesse gritado que era trans no primeiro capítulo, aí, sim, podia ter dado errado".

Glória comentou sobre as críticas negativas a uma suposta glamourização do crime, através dos personagens de Juliana Paes e Emílio Dantas.

"Existe uma dose de machismo nessa crítica. Querem que Bibi (Juliana Paes) tenha uma pena maior do que os crimes que ela cometeu, mas não cobram o mesmo de Sabiá (Jonathan Azevedo) e Rubinho (Emilio Dantas). A Bibi da novela cometeu mais crimes que a Bibi da vida real (Fabiana Escobar). As pessoas são muito cruéis e esquecem que ela é uma pessoa real e que foi inocentada pela Justiça. Houve quase que um linchamento virtual contra a Bibi".

A autora enfatizou que há uma certa resistência em elogiar o produto nacional.

"O brasileiro gosta muito de enaltecer o que vem de fora e criticar o que é nosso. Em Dexter, que eu adoro, o cara mata enquanto a mulher está esquentando uma pizza no forno, e, na cena seguinte, a parede que estava cheia de sangue está limpa. Ninguém pergunta quem limpou. Ele pega uma mulher na frente de um bar lotado e a joga no porta-malas, e ninguém questiona sobre a câmera de segurança. Pelo contrário! Todo mundo acha o máximo! Se acontece isso em novela, todo mundo critica. Em novela, o tempo não é o mesmo. Às vezes, um casamento de uma noite dura vários capítulos. Bibi veio de táxi do Nordeste. Queriam que ela tivesse pedido ao piloto do avião para pegar um voo e pagar depois?".

E falando em críticas, a autora de A Força do Querer saiu em defesa de Fiuk, alvo preferido dos haters ao longo da trama.

"Todo mundo sabia que ele é inciante, está no começo e cercado por atores muito experientes. Acho que, às vezes, a crítica tem um nível de crueldade muito grande. Todo mundo começa, mas nem todo mundo tem o grande público para julgar. Ninguém pensa em seus inícios? Fiuk quer corresponder, ele está se dedicando".

De férias até o mês de março, ela pretende viajar para Portugal sem data de retorno.

"Mas, antes, preciso ir ao médico, marcar exames, dar um jeito na casa, arrumar as gavetas. Tenho que fazer tudo o que não posso fazer quando estou escrevendo. Eu tinha que entregar 30 páginas por dia. Se eu não entregar, tenho que fazer 60 no dia seguinte. Escrever novela é como uma esteira rolante, não pode parar. Às vezes, escrevo um pouco de manhã, saio, dou uma volta e termino depois. Não dá para ficar enclausurada".







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📷: Divulgação/Record TV

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