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28/12/2012 | 13h06m - Publicado por: Geraldo Bessa/TV Press para O Fuxico | Foto: Luiza Dantas / Carta Z Noticias

Guel Arraes: "Adaptar filmes para a TV é uma saída comercial para o cinema nacional"

Diretor avalia a transformação de longas em minisséries

Guel Arraes: \

Principal incentivador do diálogo entre o cinema e a televisão dentro da Globo, Guel Arraes passou os últimos 12 anos tentando encontrar o melhor jeito de adaptar filmes para a tevê sem perder o vigor e a qualidade. Agora, depois das boas experiências com os longas O Bem Amado, Chico Xavier e Xingu, que viraram microssérie de quatro episódios, o diretor de ncleo da Globo afirma ter encontrado o formato ideal para esse intercâmbio entre mídias.

"Tevê requer emoção e apelo popular. Usando cenas adicionais das filmagens do longa e reorganizando a história, é possível ter um produto novo e de linguagem eficiente para quatro dias de exibição", analisa o diretor.

Guel Arraes: Recifence e de formação cinematográfica, Guel estreou na Globo como diretor em Jogo da Vida, de 1981. Em meados dos anos 1980, dedicou-se a projetos especiais, sobretudo, séries e programas de caráter alternativo, como TV Pirata e A Comédia da Vida Privada. Já estabelecido na emissora, em 1999, com o sucesso de O Auto da Compadecida, transformou o produto em um filme de êxito comercial e fez de seu núcleo um elo entre o cinema e a tevê, adaptando séries, como A Grande Família, para o cinema e transformando filmes, como A Mulher Invisível, em seriados.

"O público de cinema é muito segmentado. Levar o filme para a tevê é potencializar a vocação comercial do produto", garante Guel, que tem entre seus próximos projetos transformar o longa Gonzaga de Pai Pra Filho, recém-lançado no cinema, em uma microssérie, com exibição prevista para o primeiro semestre de 2012.

O Fuxico: É cada vez mais comum a adaptação de filmes para o formato de microsséries. Como o seu núcleo dentro da Globo seleciona os projetos?

Guel Arraes: Depende de cada produção. Às vezes, eu sugiro para a Globo alguns longas que poderiam render séries ou microsséries. Em outros casos, é a Globo que encomenda para mim a adaptação. No caso do filme O Bem Amado e Gonzaga De Pai Para Filho, negociei a ideia com a emissora. Já Xingu foi diferente, a direção da Globo negociou com os produtores do filme e me deixou responsável pela adaptação.

OF: O que um filme precisa ter para virar um potencial produto de tevê?

GA: Apelo popular e uma certa profundidade dramática. As pessoas que trabalham no meu núcleo e o pessoal da Globo Filmes estão sempre procurando esse tipo de projeto com características multimídia. A gente avalia e entra como coprodutores. 

OF: Como é o processo de adaptar a linguagem cinematográfica para a televisão?

GA: As alterações são nos detalhes. E isso vai surgindo durante o processo de adaptação. A emoção precisa existir em qualquer produto para a tevê. Então, dividimos as cenas fortes do longa para abrir e fechar os episódios da microssérie. Isso é bom para demarcar a produção, que será exibida em um veículo mais volátil e de forma mais abrangente.

OF: A adaptação de filmes em séries e a transformação de produtos televisivos para o cinema é muito comum em sua trajetória dentro da Globo. Como você avalia isso?

GA: Vejo como um diálogo possível e frutífero. Basta ver que A Mulher Invisível, uma série derivada do roteiro de um filme, acabou de ganhar um prêmio Emmy Internacional e teve uma audiência muito boa. Só não rendeu mais temporadas por conta da disponibilidade dos protagonistas. Na contramão disso, os longas lançados a partir de seriados como A Grande Família e Os Normais fizeram uma excelente bilheteria.

OF: No passado, a Globo investiu muito em minisséries de cerca de 20 episódios. Atualmente, aposta mais em seriados de temporadas curtas e microsséries de quatro episódios. Esses novos formatos auxiliam nesse intercâmbio entre a tevê e o cinema?

GA: A gente criou um novo modelo. As antigas minisséries viraram as novelas de menor duração, tipo Gabriela e O Astro. A microssérie foi perfeita para a adaptação de filmes e para contar histórias mais curtas. Levamos um tempo para achar esse novo jeito de apresentar a produção. Tínhamos dificuldade de lançar na Globo algo que não seria necessariamente inédito. Com esse formato para filmes, chegamos a um semi-ineditismo, porque existe uma outra organização dramática e cenas adicionais. Isso está funcionando bem, tanto é que outros núcleos começam a experimentar esse modo de produção, como acontecerá com O Tempo e O Vento, longa do Jayme (Monjardim), que também será adaptado para a tevê.

Guel Arraes não entende o cancelamento de Batendo o Ponto

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