Por: Ará Rocha | 04/07/2006 | 15:40

Irmãos de Joelma, do Calypso, falam sobre suposto abandono ao pai

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Nesta segunda-feira, dia 3, a assessoria de imprensa da banda Calypso enviou as cartas escritas pelos irmãos de Joelma Mendes, em relação às acusações de seu pai, José Benhum Mendes, de 58 anos, que atualmente mora em Santarém, no Pará, e afirma ter sido abandonado pela mulher e filhos.
Seguindo o exemplo da cantora, os irmãos Rosália, Ronaldo, Josely e Joselma enviaram seus desabafos sobre o caso. Leia na íntegra:

“O que eu tenho pra falar é a mesma coisa que a mamãe, meus irmãos e os vizinhos falam. Meu pai era um homem muito mal humorado. Mas apesar de tudo, não desejo o mal dele. Aliás, não desejo o mal nem pra estranhos. Como sou a mais velha, ainda lembro dele. Mas só recordações tristes. Lembro que minha mãe trabalhava dia e noite pra nos dar o sustento. Era ela quem nos dava o que comer, calçar, vestir e também os nossos estudos. Ele sempre chegava em casa bagunçando, ameaçando tocar fogo em tudo. Então, amedrontados, fugíamos e nos espalhávamos pelas casas dos vizinhos. Ele batia principalmente nos meus irmãos mais velhos. Não recordo, em nenhuma época, dele ter nos tratado bem, nem no Natal ou na Páscoa. Nosso aniversário então, ele nem lembrava. A educação que temos hoje agradecemos unicamente à nossa mãe. Já se passaram tantos anos que ele nos abandono,u que até deixamos de lembrar dele. É como se ele nem fosse da nossa família. Mas desejo que ele encontre a sua felicidade. Da minha parte ele está perdoado, agora ele tem que merecer o perdão de Deus”, Rosália  Mendes,  38 anos.

“Não acredito que o meu pai falou essas coisas todas. Acho que foi o jornalista que escreveu a matéria e interpretou errado. Essas palavras que usaram não são do meu pai. Porque ele sabe que foi pro garimpo atrás do sonho dele, não atrás do nosso sustento como diz na matéria. E se foi por nossa causa, porque nunca mandou um real sequer? Sabemos que ele ganhou dinheiro sim, mas sabemos também que ele organizava festas, embriagava os amigos e depois ficava com as mulheres deles. Quanto à casa que ele vive hoje e reclama da miséria, é muito parecida com a que morávamos quando éramos crianças que, aliás, foi doada pelo meu avô, pai da minha mãe. Ele nunca colocou uma tábua; nada. A casa vivia em estado lastimável. Ele não tinha nenhum comprometimento conosco. Nossa sobrevivência era conseguida através das coisas que minha mãe fazia e eu e meus irmãos íamos vender nas ruas. Sempre trabalhamos, todos nós. Agora quando ele diz que foi pro garimpo pela força do destino, eu também preciso discordar. Como praticante da fé em Deus, sei que o homem tem seu livre arbítrio e só ele pode definir o seu caminho. Ele nos abandonou porque quis,  não foi o destino que mandou. Também não posso dizer que sinto amor por ele.  Não amamos pessoas que nem lembramos. Mas não o condeno e nem desejo seu mal. Desejo que Deus o encaminhe da melhor forma possível e torço pra que um dia encontre a sua felicidade”, Ronaldo Mendes- 36 anos.

“Estou muito decepcionada com tudo isso que está acontecendo. Porque o homem que nos gerou nunca apareceu, nem conheço, nem lembro. Nunca veio falar conosco e agora aparece através da mídia. O que eu posso pensar dele? Coisa boa é que não é. Não lembro de nada, mas ouvia dos vizinhos as coisas horríveis que ele fazia. Existem muitas coisas absurdas que ele fez, que até me envergonho de falar. Eu prefiro esquecer.  Ele é tão frio que na última vez que soubemos que ele estava doente, eu e Ronaldo pagamos as contas do tratamento dele. Ele nunca nos procurou depois pra agradecer ou pra estreitar as relações. E meu irmão ficou muito triste porque ele não o reconheceu. Estou assustada porque além de não ter feito o papel de pai, ainda vem falar da minha mãe. A pessoa que deu sua vida por nós. Devemos tudo a ela e não posso admitir que ele fale nada dela. Ele não tem esse direito”, Josely Mendes, 30 anos.

“Não lembro de nada. Só tinha 2 anos quando ele partiu. Sei somente o que minha família e as pessoas que nos conhecem comentam. E sei que ele foi embora e nunca mais apareceu. Na realidade, só agora vi seu rosto pela primeira vez na TV. E ele morava em uma cidade próxima à nossa, nós nunca mudamos, sempre estivemos na mesma cidade. Se ele quisesse nos ver, teria vindo já que as cidades eram próximas. Não sinto falta dele porque nunca nos vimos. Quanto ao dinheiro que ele quer, não concordo que Joelma tenha que dar. Sei que minha irmã é muito generosa porque é ela quem ampara a todos nós e ainda ajuda várias pessoas fora do nosso círculo. Mas ela faz o que o coração dela manda, não podemos impor algo artificial, falso. Desejo que isso tudo passe logo e que as coisas aconteçam de acordo com a vontade de Deus. Somente Ele tem o poder pra definir nossos destinos. Quanto ao homem que diz ser o nosso pai, desejo que fique bem logo, não desejo mal às pessoas,  quero que todas encontrem a sua felicidade’, Joselma Mendes, 28 anos.


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