Por: Ará Rocha | 23/09/2006 | 12:15

Joelma do Calypso faz declarações importantes sobre a morte de bailarino

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A cantora Joelma, da banda Calypso, concedeu uma entrevista exclusiva a seu fã clube, Guardiões do Calypso. Na matéria, ela fala sobre a morte do bailarino Frank, bem como sobre as acusações que recebeu da mãe do rapaz, do afastamento da bailarina Thaís e de sua fé.

Confira alguns trechos da conversa, que o fã clube cedeu, com exclusividade a OFuxico:

Sobre a morte de Frank
“Eu fiz tudo o que eu pude quando ele estava em vida. A primeira coisa que falei quando fui acordada com a notícia da queda foi: Coloquem no melhor hospital que tiver. O dinheiro não compra a vida, mas se puder salvar a vida dele vamos fazer o máximo. Conheço o Frank há muitos anos, ele era praticamente da família, eu e todos aqui tínhamos um carinho muito especial por ele. Ele adorava aprontar, e mesmo assim eu relevava, levava na brincadeira porque ele era uma pessoa maravilhosa. Todo mundo tem suas falhas, mas ele tinha um coração muito grande e vivia feliz, de bom humor. Não lembro de ter visto o Frank de cara fechada. Estava sempre com alto astral, brincando com todos em sua volta. Até alguns contratantes sentiram profundamente a falta dele”.

As acusações da mãe de Frank
“Eu não conhecia a família do Frank. Aliás, aqui não conheço as famílias de quase ninguém. Na verdade, nós ficamos mais com o pessoal da banda, do que com as nossas próprias famílias.
Não vou em um enterro, onde muitas pessoas que estiveram lá queriam apenas pegar autógrafos e tirar fotos. Isso é um absurdo. Sempre, depois dos nossos shows, atendo aos fãs no camarim, mas são momentos felizes, de alegria. Não conseguiria posar para as fotos sentindo a saudade que eu estava sentido. Todos que foram daqui pro enterro se arrependeram. Eles lá, querendo consolar a família, e essas pessoas invadindo, querendo tirar fotos, não havia respeito nem com a família, nem com o próprio Frank. Não posso generalizar, mas muitas pessoas não tiveram sensibilidade. Se eu tivesse ido, seria pior. Houve um momento que falaram que eu estava lá, disfarçada, dentro de um ônibus e quebraram o vidro, arrombaram a porta. Foi uma loucura! Teremos que pagar o conserto, mas não tem problema. É muito complicado lidar com a mídia, lidar com muita gente, pois cada um pensa de um jeito. Você faz uma coisa tentando agradar e, no fundo, você sai desagradado. Se você for pensar nisso, enlouquece, pára. Meu grande sonho é estudar e me formar quando tudo isso passar. Pois, sei que o sucesso não dura para sempre, sou consciente disso. Voltando ao Frank, pra não dizer que não conheço a família dele, eu vi uma vez o pai dele, há 2 anos, quando ele me apresentou, brincando. Eu e Frank ficávamos o tempo todo na brincadeira, na gozação. Ele, pra mim, era um amigão, uma pessoa muito especial. É isso que vale, não importa o resto. A família dele nem sabia o que acontecia aqui, entre nós, quanto ele ganhava, o quanto se divertia nas horas de folga. A mãe dele chegou a dizer que ele não bebia, e nós sabemos que o que ele mais fazia nas folgas era beber a sua cervejinha. Todo mundo sabe. Aí, ela fica se iludindo, dizendo que não. Mas mãe é assim mesmo, sempre tenta passar a mão nos nossos erros. Eu sou mãe e entendo a sua dor”.

A dançarina Thaís
“A Thaís não está demitida, ela está afastada da banda. Ela não tem nem condições psicológicas de permanecer aqui trabalhando. É complicado falar nesse assunto, principalmente pra ela. Porque tem muita gente fazendo acusações... No início, eu não era contra relacionamentos amorosos entre os integrantes da banda. Agora, eu sou contra e sempre aviso pra eles que, caso se envolvam, terei que ser inflexível e demitir, pois a maioria deles são casados, e isso sempre resulta em complicações... Certa vez, dois dançarinos se estapearam no palco. Tem gente que não suporta o assédio de fãs, pois muitos dão em cima, querem beijar. A dançarina não agüentou, chegou na hora do show, dançando e... Imagine o bafafá. Todo mundo ficou embaixo vendo, e eu também. Fiquei muito chocada. Desde esse dia, eu proibi relacionamento dentro da Calypso. Outra vez, uma outra dançarina quis agredir uma fã por não agüentar o assédio.

Ou seja, todas as vezes que houve relacionamentos afetivos acabou muito mal, e agora acabou pior ainda... Até então, antes de acontecer tudo isso, o que eu sabia era que Thaís era casada. Não entendi nada, na verdade estou até agora sem entender, tô no mundo da lua. Por isso, não aceito. O romance deles (Thaís e Frank) foi uma grande surpresa pra mim e pra todos nós da Banda”.

A frieza
“Eu tenho um outro pensamento. Eu não sou fria, eu sou muito forte. Se Deus não tivesse me feito tão forte, eu não agüentaria os momentos difíceis que estamos passando. A minha vida sempre foi muito sofrida, dura, desde criança. Por isso, acho que as dores que passei ao longo dos meus 32 anos me tornaram uma pessoa muito forte. Nada mais me abala neste mundo”.

A morte
“Eu vejo a morte de uma outra maneira. Já falei pra todos ao meu lado, meu marido, minha mãe e família, o dia que eu morrer, quero uma grande festa, quero alegria, pois pra mim a morte é a Glória. O inferno é aqui. Aqui é que a filha mata os pais por dinheiro, o irmão trai, mata o outro por besteira, por inveja por pouca coisa. É aqui que nos magoamos, que sofremos, que padecemos. Lá, ao lado do Pai não, estaremos vivendo a Glória, por isso não quero ninguém triste no dia que eu morrer. E digo mais: as pessoas são muito egoístas, quando alguém morre ficam sofrendo, arrasadas, chorando só pensam na sua própria dor, na sua própria perda e acabam esquecendo da pessoa que morreu. Até hoje, por exemplo, o Frank não teve sossego, todo dia seu caso está na mídia, surgem várias especulações em torno da sua morte que está comprovada que foi um acidente. Ainda penso que ninguém morre na véspera. Não somos nós que decidimos nossos destinos. Está nas mãos e na vontade de Deus o futuro de todos nós. O que temos que fazer é respeitar e aceitar. Encaro dessa forma. É a única coisa concreta que temos na vida: que todos nós vamos um dia. E na hora de Deus, não adianta planejar, pois vai acontecer na hora que Ele quiser, do jeito que Ele quiser. Então eu creio nisso e encaro a vida dessa maneira”.

Religião
“Eu coloco minha religião em tudo, até quando monto minhas coreografias. Sempre faço minha oração, antes, pra Deus me iluminar, me dar idéias novas porque o talento quem dá é Deus. É Ele quem me inspira. Acredito muito nisso. A minha religião está dentro do meu trabalho o tempo todo. A minha religião é Deus. Eu freqüentava a Assembléia de Deus, mas a última vez que fui acabei com o culto, então não vou mais, foi uma bagunça total. Eu tenho algumas irmãs que fazem o trabalho de oração em casa, é assim que eu faço. Acredito eu que igreja não salva ninguém, eu acho que é a Fé. Deus está em todos os lugares”.

Carreira Gospel
“Estamos colhendo repertório pra lançar um CD gospel paralelo à Banda Calypso. E vamos destinar a renda desse CD às instituições de caridade”.

Guardiões do Calypso
É um fã-clube que está muito presente em nossas vidas, os fãs-clubes de um modo geral também. Amamos e respeitamos todos, sem distinção. Quero agradecer aqui todos os fãs-clubes por dar essa força pra gente, por estarem sempre do nosso lado. Nós agradecemos muito.
Apesar de eu ser uma rocha eu caio muitas vezes, mas pode ter certeza que no terceiro dia eu levanto. E sempre que vem um fã-clube, eu os considero da minha família e agradeço a Deus por colocar vocês no meio caminho.

A entrevista completa de Joelma, concedida a Thiago Bessa, está no site oficial do fã clube Guardiões do Calypso – www.guardioesdocalypso.com


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