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16/12/2012 | 14h30m - Publicado por: Márcio Maio/ TV Press para O Fuxico | Foto: Luiza Dantas / Carta Z Noticias

Jorge Furtado fala que escritores de novelas são ETs

Ele afirma que não daria conta de escrever uma trama inteira

Jorge Furtado fala que escritores de novelas são ETs - Luiza Dantas / Carta Z Noticias

Não se faz mais humor como antigamente. E essa parece ser uma das preocupações de Jorge Furtado ao se juntar com Ana Luiza Azevedo e Miguel da Costa Franco para escrever o roteiro de Doce de Mãe, telefilme que a Globo exibe como especial de fim de ano no próximo dia 27, após Salve Jorge. Com 70 minutos de duração, o programa pode ser definido, segundo o próprio idealizador, como uma comédia triste.

"Acho que falta na tevê esse tipo de comédia. Você pode gargalhar em uma cena e, já na sequência seguinte, se emocionar e chorar", explica. 

A história é centralizada em uma senhora de mais de 80 anos e seus quatro filhos. O texto faz graça explorando um drama bem comum: a dificuldade em definir quem cuida do idoso nos seus últimos anos de vida. No papel da personagem-título, Jorge conta com Fernanda Montenegro. Já os herdeiros são vividos por Matheus Nachtergaele, Louise Cardoso, Marco Ricca e Mariana Lima.

"Quem tem um idoso morando sozinho na família vai se identificar. São pessoas que precisam de cuidados e atenção, mas ninguém quer abrir mão da vida para fazer isso", analisa. 

O Fuxico: Existe uma expectativa de transformar Doce de Mãe em um seriado da Globo em 2013. Que pontos favorecem o projeto nessa disputa dentro da grade?

Jorge Furtado: Bom, eu não sou contra gênero nenhum. Mas acho que devem explorar todos. E Doce de Mãe preenche um espaço importante, que é o da história de humor que também emociona. Algo que não é tão comum na tevê. Até no cinema já está se perdendo, que seria a linha do Ettore Scola, Allain Resnais e do Federico Fellini. O próprio Nelson Pereira dos Santos fazia isso bem e Arnaldo Jabour também fez. Não é piada só para fazer rir. E também não é um drama que só faz chorar. No nosso cinema, temos uma elucubração intelectual que funciona em um grupinho muito pequeno de aficionados por festivais e quase não chega ao público. Ou filmes que falam de marginalidade, violência, drogas, exclusão social e a comédia pastelão que você acaba de ver, come uma pizza e, já na manhã seguinte, nem lembra mais. Doce de Mãe é um telefilme que se filia a outra tradição de cinema. As novelas mesmo vêm apostando nisso algumas vezes.

OF: A maioria dos nomes do elenco de Doce de Mãe está reservada para novelas. A própria Fernanda Montenegro foi confirmada no remake de Saramandaia. É possível conciliar essas agendas?

JF: - Essa é uma das questões. O período de gravação não é um problema para a gente. Não sei como é o projeto de Saramandaia, por exemplo, mas pelo que entendi daria para rodar em momentos distintos. O problema é ir ao ar seguido. E Fernanda é só um exemplo. De fato, todo o elenco está solicitado para novelas. Torço para que dê certo, mas acho que isso só se resolve nas próximas semanas. Claro que também depende da audiência, embora eu ache que não dá para medir muito em um único dia. Mas dá para ter uma ideia da recepção. O texto de alguns episódios já está sendo trabalhado. Cada um teria uns 30 minutos no máximo.

OF: Você falou que as novelas vêm investindo mais em uma dramaturgia humanista. Não pensa em dirigir ou escrever um folhetim?

JF: Eu não saberia fazer. Acho que os autores de novelas são seres de outro planeta. Não consigo entender como alguém faz 40 páginas por dia de texto e ainda alcança qualidade. Eu não sou capaz nem de digitar esse volume de caracteres. A capacidade deles é inacreditável. Eu, Ana e Miguel trabalhamos no roteiro de Doce de Mãe durante um ano. E são só 70 minutos. Isso dá, mais ou menos, um capitulo e meio de novela das oito.

OF: Mas você já recebeu propostas da Globo?

JF: Nunca me chamaram. Na verdade, até já se falou sobre isso. Como já estou na Globo há uns 20 e poucos anos, algumas coisas já foram até conversadas. Mas principalmente escrevendo. Como diretor, só faço coisas com a Casa de Cinema de Porto Alegre, que é a minha equipe. Tentei umas poucas vezes vir aqui para o Rio e fazer dentro do Projac, na época do Comédia da Vida Privada, mas não funcionou tão bem. 

OF: Por que não funcionou bem? Não gostou do resultado?

JF: O resultado foi bom, mas o processo foi muito complicado. Eu trabalho há mais de duas décadas com as mesmas pessoas. Conheço todos, sei a história da vida de cada um deles. Já o Projac é uma fábrica onde você cruza com centenas de pessoas de quem nem sabe o nome. E quando você está longe de casa, vira turista. Vê o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, acha lindo e filma. Aí, acaba sendo óbvio. Na sua cidade, você consegue um resultado melhor. 

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📷: Reprodução/@gq
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