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08/09/2013 | 13h36m - Publicado por: Marcio Maio/ TV Press para O Fuxico | Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias

Marcela Muniz se divide entre a comédia e a sensualidade

Ela interpreta a exuberante Geni em Dona Xepa

Marcela Muniz se divide entre a comédia e a sensualidade  - Luiza Dantas/ Carta Z Notícias

É evidente a inclinação que Marcela Muniz tem atualmente com a comédia. Tanto que a atriz não hesita em afirmar que a exuberante Geni de Dona Xepa, da Record, é sua atuação inesquecível na televisão. Na pele de uma mãe de família sofrida e, ao mesmo tempo, um tanto quanto atirada, Marcela garante ter perdido todos os seus pudores como atriz. Isso no que diz respeito a explorar, aos 46 anos, uma sensualidade que nem sempre esteve em seus papéis, e nas variações entre o drama e o humor dentro da trama de Gustavo Reiz.

"Sempre fiz a boazinha, a fofinha. E comédia é bem mais complicado, não é qualquer um que consegue. Tenho tateado nesse gênero e, confesso, me agrada bastante essa posição", conta ela, que se divide entre a carreira de atriz e a faculdade de Gastronomia.

Agora, com o final da novela, Marcela pretende mergulhar de cabeça na culinária.

"Me formo no ano que vem e já estou atrás de estágio. Quero conseguir conciliar as duas carreiras e me empenhar em ambas", explica.

Perfil:
Nome: Marcela Helena de Godoy.

Nascimento: 26 de outubro de 1966, em Vitória, no Espírito Santo.

Primeiro trabalho na tevê: A Maninha de Os Imigrantes, na Band, em 1980. 

Sua atuação inesquecível: Geni, de Dona Xepa. Tive comédia e drama no mesmo trabalho. E me marcou muito pela minha falta de pudor como atriz. Não tive medo de arriscar.

Interpretação memorável: Adriana Esteves como a Carminha de Avenida Brasil, na Globo, em 2012. 

Momento marcante na carreira: Minha volta ao teatro depois de 10 anos afastada dos palcos, em 2012.

O que gosta de assistir: Séries, filmes e programas de culinária.

O que nunca assiste: Esportes.

O que falta na televisão: Mais rotatividade nas histórias, algo que o investimento em séries possibilita.

O que sobra na televisão: Não gosto de realities. De cozinha, acho bacana, porque você aprende alguma coisa.

Ator: Antônio Fagundes e Robert De Niro.

Atriz: Laura Cardoso. 

Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro. 

Se não fosse atriz, seria: Chef de cozinha.

Humorista: Paulo Gustavo e Marcelo Médici.

Novela preferida: Vale Tudo, de Gilberto Braga, exibida pela Globo em 1988. 

Cena inesquecível na tevê: O embate de Julia e Yolanda, personagens de Sônia Braga e da Joana Fomm em Dancin' Days, novela de Gilberto Braga, exibida pela Globo em 1978.

Melhor abertura de novela: "Rainha da Sucata", exibida pela Globo em 1990.

Canção inesquecível de trilha sonora: Dona, do Roupa Nova, tema da Viva Porcina, papel de Regina Duarte em Roque Santeiro, em 1985.

Personagem mais difícil de compor: Gênova, em Os Ricos Também Choram, exibida pelo SBT em 2005. Recebi a sinopse, vi que era comédia rasgada e eu não sabia o que fazer. No final, deu tão certo que me descobri no gênero.

Papel que mais teve retorno do pblico: Diana, em Sassaricando, exibida pela Globo em 1987. Nessa época, eu não podia sair na rua.

Que novela gostaria que fosse reprisada: A que eu mais gostaria de rever já decidiram reprisar, que é ‘O Cravo e a Rosa. 

Que papel gostaria de representar: Uma vilã.

Par romântico inesquecível: Carolina e João, papéis de Yara Côrtes e Paulo Gracindo em O Casarão, exibida pela Globo em 1976.

Com quem gostaria de fazer par romântico: Alexandre Nero. É bom ator, músico, enfim, é um profissional incrível.

Filme: A trilogia O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.

Livro de cabeceira: Mutações, de Liv Ullmann.

Autor: João Emanuel Carneiro.

Diretor: Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar e Woody Allen.

Vexame: Em Sassaricando, estava gravando uma cena de briga com um arquinho de plástico na cabeça e, na raiva, falei tão brava que o arco se partiu sozinho.

Mania: Gosto de tudo arrumadinho.

Medo: De não viver tudo o que ainda quero viver.

Projeto: Vou rodar um curta com minha filha, a Thais Müller, o Igor Cosso e o Lázaro Ramos, chama-se O Último Amanhecer, do Gustavo Rezende. E volto aos palcos em novembro, no Rio, com Rebeldes.

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📷: Reprodução/@gq
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