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12/05/2010 | 10h03m - Publicado por:

Passione: Cenografia

Passione: Cenografia
Da Toscana ao Tatuapé

A equipe de cenografia de Passione recebeu a missão de trazer a região italiana da Toscana - local em que a família Mattoli vive e onde ocorre parte fundamental da história - para dentro da Central Globo de Produção. O grande desafio foi recriar a atmosfera bucólica do lugar. Para isso, o time formado por 15 profissionais, liderados pelos cenógrafos May Martins e Fernando Schmidt, optou por reunir elementos das comunas (cidades, vilarejos) de San Quirico, San Gimignano, Monteriggioni, Montalcino e Siena. “Nós queríamos representar o microcosmos complexo que é a Toscana e não só pegar uma fatia local e replicar”, explica May.

O resultado do trabalho da equipe, que pesquisou durante seis meses, fez três viagens à Itália e tirou mais de seis mil fotos, foi uma área construída de 1.480 metros quadrados. Essa área é composta por praças, ruas, casas e lojas fictícias tipicamente toscanas. Tendo como cores predominantes o vinho, proveniente das uvas, o verde, das oliveiras, o amarelo, dos girassóis, e os vários tons de terra, a cidade cenográfica tem um estilo rústico. Nas texturas, muita madeira e pedra, assim como nas paisagens originais.
 
Outro núcleo importante da trama, composto pelas família de Candê (Vera Holtz), tem a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) como cenário. Uma parte dos maiores centros atacadistas  de hortifrutigranjeiros, carnes, aves e flores do mundo foi reproduzida na cidade cenográfica. A estrutura do espaço, que é um grande galpão, é de ferro e madeira e possui 2.411 metros quadrados. “Colocar a nossa CEAGESP de pé foi trabalhoso porque o espaço original é monumental e tínhamos que reproduzir essa grandiosidade para o telespectador”, afirma Fernando.
 
Mais uma das construções encontradas na cidade cenográfica é uma versão reduzida do bairro paulista do Tatuapé. Com 2.897 metros quadrados,  ela ambienta parte do núcleo paulistano. O contraste entre as casas com ar de vila, o comércio local e a grande movimentação de transportes e pessoas, típicos de uma metrópole, foi traduzido para o cenário. “Depois de muita pesquisa e observação, acredito que conseguimos trazer os detalhes desse bairro com tantas histórias e particularidades para essa montagem”, observa Fernando.

A última área externa desenvolvida pela cenografia foi o orquidário da casa dos Gouveia, que possui uma extensão de 941 metros quadrados e é preenchido por orquídeas naturais e artificiais.
 
Saindo da cidade cenográfica, há ainda os 4.000 metros quadrados de cenários produzidos para estúdio, todos alinhados às características do texto de Silvio de Abreu.
 
A casa dos Gouveia e da matriarca Bete (Fernanda Montenegro) é sofisticada, mas tem um toque de leveza e aconchego trazido pela personalidade carioca da personagem. Já Saulo (Werner Schunemann), seu filho, é um homem ambicioso e arrogante e isso se traduz nos muitos objetos caros e, por vezes, impessoais da decoração, além das cores escuras predominantes. Alguns ambientes, como o spa, têm mais a ver com Stela (Maitê Proença), sua mulher. Eles são mais elegantes e têm um estilo clean. A decoração da Gouveia, empresa metalúrgica da família, é moderna, com bastante alumínio, e tem como base as cores carbono e branco e móveis de madeira escura. O destaque é uma escultura produzida com aros de bicicleta pela própria equipe de cenografia.
 
A mansão de Olavo (Francisco Cuoco) e Clô (Irene Ravache) reflete o jeito perua da dona da casa. Cores alegres, muita extravagância e ostentação. Já a empresa do rei do lixo reproduz sua preocupação ambiental. A decoração é composta por móveis que remetem à madeira certificada, pouco plástico e muitos acessórios feitos de material reciclado.
 
A casa de Candê (Vera Holtz) no Tatuapé é simples, aconchegante e alegre como a personagem, que é uma mulher forte e protetora. O apartamento de Diana (Carolina Dieckmann) e de sua amiga Cris (Gabriela Carneiro da Cunha ) é bem colorido, meio bagunçado e com acessórios de design original.

Produção de Arte
    
Muitas fotos e 12 livros sobre a Toscana foram as referências utilizadas por Ana Maria Magalhães e sua equipe para compor o ambiente do núcleo italiano. Para garantir o clima da região, algumas peças foram minuciosamente escolhidas na Itália e trazidas para o Brasil, como as cerâmicas e os arlequins, artigos de decoração típicos do país; as revistas de Firenze que serão reproduzidas com capas criadas pela produção de arte; e uma santa – uma Madonna - que fará parte do cenário da igreja. Os pequenos carros, também muito utilizados pelos italianos nas ruas e, na trama, pela família de Totó (Tony Ramos), também tiveram que ser arrumados, assim como a bicicleta motorizada utilizada pelos carteiros e, consequentemente, por Mimi, interpretado por Marcelo Médici no folhetim. Para este personagem, aliás, a produção de arte teve um cuidado especial com as cartas que ele guarda embaixo do colchão. Todas produzidas pela equipe, elas foram escritas uma a uma e depois envelhecidas. Os quadros da restauradora Agostina (Leandra Leal) também foram feitos na Central Globo de Produção. Mas a criatividade e a preocupação com o acabamento dos itens do cenário do núcleo italiano não pararam por aí. Como o inverno não é uma estação de colheita, foi necessário arrumar uma solução para compor o cenário do sítio dos Mattoli. “Como não estava na época da plantação, tive que mandar fazer quatro mil azeitonas cenográficas”, revela Ana.

Para a CEAGESP, a produtora de arte teve que mandar fazer 400 caixotes de verduras e legumes cenográficos como alface, couve, berinjela, chicória e agrião, 80 sacos de milho, além de 20 carrinhos.

O trabalho foi árduo também para dar vida ao universo esportivo de ‘Passione’. Foram criados mais de 50 nomes fictícios para as faixas que normalmente aparecem nas competições esportivas. Por ser uma empresa que produz bicicletas e patrocina Gerson (Marcello Antony) na Stock Car e Danilo (Cauã Reymond) e Sinval (Kayky Britto) no ciclismo, a produção de arte criou uma logomarca para a Metalúrgica Gouveia que remete a uma roda de bicicleta.

Outro núcleo que mereceu destaque no trabalho da produção de arte foi o do rei do lixo. Na casa do empresário poderão ser encontradas peças engraçadas de louça e muitos artigos de onça, desde malas até roupas de cama. “Tudo o que a gente vê de over, nós separamos ou compramos para este núcleo”, conta Ana. Já na Lear, a cultura da empresa, ou seja, a reciclagem, foi bem representada pela equipe nos artigos – papéis e pastas - usados no dia a dia do escritório.
 
Efeitos visuais e especiais
 
As equipes de efeitos visuais, liderada por Chico Lima e Toni Cid, vêm trabalhando muito para ajudar a contar a história de Passione da forma mais emocionante e realista possível.  
 
Como o personagem Gerson (Marcello Antony) é piloto de Stock Car, estão sendo desenvolvidas soluções digitais para tornar a experiência da corrida mais dinâmica para o telespectador, com movimentos de câmera impossíveis de serem captados realmente.
 
Para isso, foram criados carros virtuais que são inseridos em cenas reais. Além do carro 3D, também está sendo utilizada a técnica de car replacement, pela qual se detecta o movimento de um carro real, revestindo-o digitalmente com uma carroceria virtual. A construção de uma versão digital do autódromo de Interlagos completa esse trabalho que, para ser desenvolvido, exigiu que a equipe tirasse mais de seis mil fotografias.
 
 “O nosso maior desafio é conseguir soluções digitais de forma rápida como requer o ritmo de uma novela. Tudo isso sem perder o padrão de qualidade”, explica Chico.  
 
O trabalho da equipe de efeitos visuais também poderá ser conferido nas cenas da CEAGESP e do Tatuapé, nas quais serão usados recursos de computação gráfica para inserir imagens reais em áreas pré-definidas dos cenários, dando a eles maior profundidade e movimentação.
 
O produtor de efeitos especiais Gilson Ferreira explica que está trabalhando em parceria com a equipe de efeitos visuais para ajudá-los a encontrar soluções de posicionamento de câmera para a captação de planos ousados da Stock Car e das competições de ciclismo, com inspiração no filme inglês O Escocês Voador.
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