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05/10/2016 | 08h18m - Publicado por: Flávia Almeida | Foto: Divulgação

Que Horas Ela Volta? é eleito o melhor filme do ano

Daniel Filho foi o grande homenageado da noite marcada pro protestos

Que Horas Ela Volta? é eleito o melhor filme do ano - Divulgação

O Teatro Municipal dório de Janeiro estendeu seu tapete vermelho na noite de terça-feira (4) para a 15ª edição do Prêmio do Cinema Brasileiro. O evento, que é a maior premiação do cinema nacional, destacou 31 fimes, indicados para prêmios em 25 categorias.

O evento consagrou o longa metragem Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylert, como a melhor obra cinematográfica do ano. O filme levou a melhor nas categorias melhor direção, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor montagem ficção, melhor roteiro original e melhor longa-metragem ficção (Voto Popular).

Ao lado dos filhos Benedita e Roque, Regina Casé, que interpretou a Val no longa vencedor, estava emocionada pelo fato de voltar a atuar numa obra tão relevante e comemorou a vitória na categoria Melhor Atriz.

"Quando comecei a fazer esse filme, eu não atuava há muito tempo. Mas queria voltar a ser atriz. Pelo Brasil, conheci muitas "Vals", e queria mostrar como elas são geniais, dramáticas e engraçadas. Eu sei que o filme ganhou várias conotações, todas elas válidas, mas queria, nesse momento, desejar que todas as mães como a Val possam chegar à universidade e escolher o que querem fazer da vida. E que a educação de base seja realmente igualitária”, disse Regina.

Apesar da aplaudida premiação de Que Horas Ela Volta?, a noite foi marcada por protestos, do início ao fim, por manifestações políticas e apelos pela diversidade social, cultural, racial e sexual. Mestres de cerimônia Cris Vianna e Fabrício Boliveira inovaram. Em vez do costumeiro discurso de abertura e saudações ao púbico, eles digitaram no telefone celular as palavras de boas-vindas e pediram que todos participassem enviando mensagens pelo Twitter, que foram projetadas no cenário ao longo da premiação. Não faltaram gritos de "fora, Temer".

Um breve tributo a Cássia Eller, feito pela atriz Tacy Campos, emocionou. Mas foi a homenagem ao ator e diretor Daniel Filho que deu o tom da noite. Enteado de Daniel, Gregório Duvivier  narrou a trajetória pessoal e profissional do cineasta. Em seguida, leu elogios e brincadeiras enviados por internautas e artistas que trabalharam com ele, com Débora Bloch, Renato Aragão, Dennis Carvalho.

Em seu discurso, efusivamente aplaudido, Daniel Filho exaltou seu amor pelo cinema, elogiou a nova geração de realizadores e  rebateu as acusações de que artistas e cineastas  utilizam recursos públicos para fazer filmes.

“Não estamos usando dinheiro do povo indiscriminadamente. Um filme emprega, no mínimo, umas 600 mil pessoas. Não é um dinheiro que a gente põe no bolso e roubamos da população. E ajudamos a construir, em retorno, essa coisa importante chamada identidade nacional”.

Confira a lista de vencedores do 15º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro:

Melhor longa-metragem de ficção
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
 

Melhor longa-metragem documentário
Chico Artista brasileiro, de Miguel Faria Jr

Melhor longa-metragem comédia
Infância, de Domingos Oliveira

Melhor longa-metragem animação
Até Que A Sbórnia Nos Separe, de Otto Guerra

Melhor direção
Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?)
 

Melhor atriz
Regina Casé (Que Horas Ela Volta?)

 

Melhor ator
Marco Ricca (Chatô – O Rei do Brasil)

Melhor atriz coadjuvante
Camila Márdila (Que Horas Ela Volta?)
 

Melhor ator coadjuvante
Chico Anysio (A Hora e a Vez de Augusto Matraga)
 

Melhor direção de fotografia 
Adrian Teijido (Órfãos do Eldorado)
Mauro Pinheiro Jr (Sangue Azul)

Melhor roteiro original
Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?)
 

Melhor roteiro adaptado
Guilherme Fontes, João Emanuel Carneiro e Matthew Robbins (Chatô – O Rei do Brasil)
 

Melhor direção de arte
Gualter Pupo (Chatô – O Rei do Brasil)
 

Melhor figurino
Rita Murtinho (Chatô – O Rei do Brasil)

 

Melhor maquiagem
Maria Lucia Mattos e Martín Macias Trujillo (Chatô – O Rei do Brasil)
 

Melhor efeito visual
Robson Sartori (A Estrada 47)

 

Melhor montagem ficção
Karen Harley (Que Horas Ela Volta?)
 

Melhor montagem documentário
Diana Vasconcellos (Chico Artista Brasileiro)
 

Melhor som
Bruno Fernandes e Rodrigo Noronha (Chico Artista Brasileiro)
 

Melhor trilha sonora original
Zbgniew Preisner (A História da Eternidade)
 

Melhor trilha sonora
Luiz Claudio Ramos, a partir da obra de Chico Buarque (Chico Artista Brasileiro)
 

Melhor longa-metragem estrangeiro
O Sal da Terra, de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado
 

Melhor curta-metragem de animação
Égun, de Helder Quiroga
 

Melhor curta-metragem documentário
Uma Família Ilustre, de Beth Formaggini


Melhor curta-metragem ficção
Rapsódia de um Homem Negro, de Gabriel Martins

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