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12/10/2012 | 10h32m - Publicado por: Márcio Maio/TV Press para O Fuxico | Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Reynaldo Gianecchini temeu encarar as cenas de ação de Guerra dos Sexos

Ator fala sobre a diversão de gravar Guerra dos Sexos, após tratamento contra o câncer

Reynaldo Gianecchini temeu encarar as cenas de ação de Guerra dos Sexos - Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Fazer comédia já deixou de ser novidade para Reynaldo Gianecchini há algum tempo. Mas o intérprete do aventureiro Nando, de Guerra dos Sexos, da Globo, garante que, desta vez, fazer humor tem um significado especial. Não só em sua carreira, mas também em sua vida. Depois de se curar de um câncer, descoberto no meio do ano passado, o ator assume que seria mais complicado encarar o ritmo de gravações de uma novela nessa fase pós-tratamento se não fosse para fazer um papel mais leve e sem grandes dramas.

"É diferente chegar ao set de gravações e começar a brincar o tempo todo. Não é que o drama não seja gostoso, mas nesse momento da minha vida, essa chance de me divertir no trabalho é perfeita", afirma.

Outro fator torna sua atuação em Guerra dos Sexos especial. Reynaldo se lembra bem de quando, aos 11 anos, assistiu à primeira versão ao lado da mãe em Birigui, no interior de São Paulo. Na época, Mário Gomes – em sua melhor fase interpretava o personagem que hoje cabe a ele.

Reynaldo Gianecchini: "Eu estava entrando na adolescência e o Mário era um cara muito maneiro para essa geração. E fez muito bem o papel", elogia o ator, que garante não ter buscado material dessa época para servir de inspiração.

"Já me lembro de muitas coisas, mas o Silvio (de Abreu, autor) até falou que não é exatamente um remake, há diferenças marcantes. Então, não acho legal tentar copiar o que foi feito naquela época", explica.

Para construir o personagem, Gianecchini talvez tenha enfrentado a maior dificuldade física que já teve na profissão. Como muitas de suas cenas são de ação, seria necessário que o ator estivesse em plena forma física. Mas, com o tratamento do câncer, ele perdeu peso e musculatura. O ator foi chamado para o personagem antes de descobrir que estava doente e começou a ler os primeiros capítulos no hospital, ainda em tratamento.

"Eu sempre quis fazer esta novela e, enquanto estava internado, pensava sempre como iria achar energia para aguentar tudo que estava escrito", conta, emocionado.

Agora, já mais forte, lamenta ter quebrado um dedo da mão esquerda, pouco depois que as gravações começaram, o que o impediu de continuar a malhação por mais um mês.

"Agora já retomei e estou mantendo um ritmo bom. Mas não estou com nenhum preparo físico específico. Só faço as coisas que já fazia", diz.

Guerra dos Sexos é a quarta novela de Silvio de Abreu em que Reynaldo Gianecchini atua. Foi Silvio também quem possibilitou dois momentos importantes de virada na carreira de Gianecchini na televisão. Primeiro em Belíssima, quando o colocou na pele do mecânico garanhão Pascoal, primeiro papel cômico do ator. Depois, em Passione, ao convidá-lo para viver o vilão Fred.

"Até então, todo mundo só me enxergava como o bonzinho, o mocinho", afirma. 

Guerra dos Sexos – Globo – Segunda a sábado, às 19:10 h.

Passado a limpo

Além da novela, Reynaldo Gianecchini pretende lançar uma biografia até o final do ano. O livro já está sendo escrito pelo jornalista Guilherme Fiza, o mesmo que assinou Meu Nome Não É Johnny, livro que deu origem ao filme protagonizado por Selton Mello e Cléo Pires.

"É como se fosse a história da minha vida, mas contada pelo Guilherme. Vejo ele nesse caso quase como um roteirista de cinema", adianta.

Mas a ideia não é explorar apenas a época em que o ator descobriu o câncer e como se curou. Tanto que Gianecchini garante não se tratar de uma publicação de autoajuda. Até porque, segundo ele, assim que soube de seu problema de sade e se recuperou, foi procurado por várias pessoas que tinham essa intenção.

"Eu não tinha esse plano. Mas quando o Guilherme conversou comigo e me apresentou a proposta dele, achei que podia ser legal", argumenta.

Instantâneas

# Gianecchini pretende montar uma ONG em Birigui para ajudar pessoas carentes através de projetos culturais, esportivos e de outras áreas. A ideia é deixar sua mãe à frente da organização.

# Depois da quimioterapia, o cabelo do ator passou a nascer encaracolado. Quando Jorge Fernando, diretor de "Guerra dos Sexos", viu, achou que o novo visual seria perfeito para o motorista da novela das 19 horas.

# A primeira novela de Reynaldo Gianecchini com Silvio de Abreu foi "As Filhas da Mãe", em 2001.

# Sua estreia como ator aconteceu no teatro, no espetáculo "Cacilda", com direção de José Celso Martinez.

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