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05/10/2012 | 08h10m - Publicado por: Geraldo Bessa/TV Press para O Fuxico | Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Noticias

Rodrigo Andrade: "Não me importo com quem o personagem vai para cama"

O ator buscou inspiração em playboys do cinema para compor Berto, na trama

Rodrigo Andrade: \

Rodrigo Andrade é um ator disciplinado. Sem se importar com o tamanho e o destaque de seus papéis, ele estuda e constrói a fundo seus personagens e gosta de estar sempre com o texto na ponta da língua. O cuidado e a dedicação foram redobrados para as cenas Gabriela, sua primeira trama de época.

"Cada ator tem um método para trabalhar. Eu preciso estar totalmente imerso no personagem para que tudo saia do jeito que eu quero", conta o intérprete do torpe Berto.

Em seu quarto folhetim, o ator se orgulha de aparecer na tevê completamente diferente de seu personagem de maior destaque no veículo até então, o delicado Eduardo, de Insensato Coração, novela de 2011.

"Fazer um vilão como o Berto é o sonho de qualquer ator. Principalmente, depois de interpretar um personagem correto e íntegro", assume o ator de 28 anos.

Natural de Altinópolis, interior de São Paulo, quando não está nos estúdios da Globo, Rodrigo investe pesado na carreira de cantor sertanejo. Com um álbum independente no currículo – lançado no ano passado –, ele agora espera as gravações de Gabriela chegarem ao fim para registrar o primeiro DVD de sua carreira.

"Já tentaram mudar meu estilo, mas minha paixão pela música sertaneja é maior. O preconceito contra o gênero realmente existe. Mas sigo com a minha identidade musical intacta", analisa.

O Fuxico – Insensato Coração foi a terceira novela de sua carreira, mas a primeira com um personagem importante. No final, você teve algum receio de não conseguir emplacar outros trabalhos?

Rodrigo Andrade – Sempre existe essa possibilidade, pois não tinha vínculo longo com a emissora. Vida de ator de televisão sem contrato é assim mesmo: uma hora você está no topo, invadindo a casa das pessoas diariamente, no outro dia você pode ou não ser chamado para um novo projeto. Mas eu estava confiante. Além de sucesso com o público nas ruas e nas redes sociais, o Eduardo me trouxe uma boa repercussão interna. A direção da novela gostou da forma como concebi o personagem, ganhei prêmio de ator revelação e ainda protagonizei uma cena histórica.

OF – O primeiro casamento gay da tevê?

RA – Isso mesmo. Podem dizer o que quiserem, não teve o falado beijo (risos), mas meu nome está eternizado como o primeiro ator, junto com o Marcos Damigo, a interpretar um casamento entre pessoas do mesmo sexo na teledramaturgia. Me orgulho muito da cena e da trajetória do personagem ao longo da novela.

OF – Em Gabriela, seu personagem é totalmente machista e homofóbico. Encarar um tipo completamente oposto ao seu último papel é uma forma de não se repetir ou ficar estigmatizado?

RA – Não lido com isso desta forma. Me orgulho em fazer algo diferente. Mas não me importo com quem o personagem vai para cama. Eu fiquei muito feliz quando surgiu o convite para Gabriela. É sério, eu toparia fazer qualquer papel. Antes de ser escalado, eu sabia que ia rolar a novela e, sem qualquer compromisso, comprei e li Gabriela Cravo & Canela. Isso só aumentou minha vontade de fazer parte do projeto.

OF – Ao contrário do que acontece na novela, o Berto aparece bem pouco no livro de Jorge Amado. Como foi o processo de composição para criar o vilão?

RA – A base foi o texto do Walcyr (Carrasco, autor). Além de ser apenas citado no livro, Berto aparece pouco na primeira versão da trama também. Por essa falta de referências, criei a partir do roteiro e do trabalho com os preparadores. Tive auxílio do André Monteiro, meu professor de filosofia que eu uso como coach. E a emissora ofereceu aulas com o Sérgio Penna. Foram processos complementares. O Sergio me ajudou a montar informações e memórias do personagem, enquanto o André tem um método mais prático, de bater texto mesmo. Além disso, me inspirei muito em grandes galãs do cinema.

OF - Quais?

RA –  Queria deixar o Berto com gestual e características de galãs que carregam a vilania como espécie de charme. Ele é testosterona pura, um típico playboy de 1925, faz da mentalidade da época em relação aos direitos femininos um lema. Sou cinéfilo assumido, e ao pensar no personagem, me vinha à cabeça a postura e a masculinidade do Al Pacino em O Poderoso Chefão, o olhar de John Malkovich em Ligações Perigosas, e o ímpeto sexual de Marlon Brando em Um Bonde Chamado Desejo. São apenas referências, meu desempenho não chega nem perto desses atores e suas interpretações (risos).

Gabriela – Globo, de terça a sexta, às 23 h.

Rodrigo Andrade vai lançar CD em breve
Rodrigo Andrade se inspirou em Al Pacino e Marlon Brando para Gabriela


 

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