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28/09/2013 | 16h15m - Publicado por: O Fuxico | Foto: Reprodução Instagram

Rodrigo Scarpa comemora os 10 anos do Pânico com texto emocionado

Humorista contou a trajetória do programam que começou na RedeTV!

Rodrigo Scarpa comemora os 10 anos do Pânico com texto emocionado - Reprodução Instagram

O humorista Rodrigo Scarpa, o Vesgo do Pânico na Band, postou um texto emocionado no Facebook pela passagem dos 10 anos de sucesso do programa em sua versão televisiva, neste sábado (28). No texto, ele relembra a migração do programa de rádio, transmitido pela Jovem Pan, para a RedeTV!, e como os recursos do programa eram escassos.

“Tínhamos uma missão: com verba de 5 mil reais mensais, fazer um programa de rádio dar certo na TV. Tínhamos apenas um patrocinador, um diretor, um maquiador. Se não desse certo, estaríamos fora do ar. Por isso a primeira enquete do Programa foi : “Quanto Tempo o programa Pânico vai durar?”, disse ele por meio da postagem.

Rodrigo ainda lembrou que logo no início, Emílio Surita, dono do programa, também era câmera de rua das matérias externas gravadas pelo grupo.

“No início tínhamos poucos recursos, cenários precários, pequenas verbas. Nossa produção era mambembe, Emílio Surita chegou a ser nosso câmera na rua quando ainda éramos Os Loucos da Hora da Morte”, relembrou.

A primeira formação do programa contou com Tutinha, Emílio, Carlos Mendigo, Sabrina Sato, Japa, Vinicius Vieira, Bola, Wellington Muniz.

Confira na íntegra o relato do apresentador:

“28 de Setembro de 2003. Nascia ali um desafio para todos nós do Pânico . Tutinha, Emilio Surita, Carlos Mendigo, Sabrina Sato, Japa, Vinicius Vieira, Bola, Wellington Muniz, eu , ainda como Repórter Estagiário Vesgo. Éramos Jovens, eu recente saído da faculdade, com 22 anos. Ceará veio de Fortaleza, Sabrina Tinha acabado de Sair do BBB, Vinícius de Belo Horizonte, Carlinhos Era Office Boy da Rádio, Carioca e eu trabalhávamos como produtores na Jovem Pan e Bola e Emílio já eram parceiros do Rádio. Todos nós já nos conhecíamos da Jovem Pan. Tínhamos uma missão: Com uma verba de 5 000 mensais, fazer um programa de Rádio dar certo na TV , atrair anunciantes e conquistar a audiência. Tínhamos apenas 1 patrocinador , 1 diretor, 1 maquiador ( Heberley até hoje com a gente) , poucos produtores, 1 editor e e apenas 3 meses pro programa dar resultado.

Se não desse estaríamos fora do ar, por isso a primeira enquete do Progrmaa era : “Quanto Tempo o programa Pânico vai durar?” No início tínhamos poucos recursos, cenários precários, pequenas verbas. Nossa produção era mambembe, Emílio Surita chegou a ser nossso câmera na rua quando ainda éramos os loucos da Hora da morte. Jorge o único roteirista recebia ajuda de Todos do elenco que também davam idéias e participavam como um todo do programa. Me lembro ainda de, com o pé quebrado de um acidente da Hora da Morte nos especiais de Verão em Maresias, editando matérias ao lado do único editor do programa Ricardo Secco.

Editava e pensava as vezes onde aquelas brincadeiras de moleque, ingênuos até então, chegariam ? Será que as pessoas gostariam da gente? Das nossas loucuras? Nossas Reuniões de pauta eram diárias, não ganhávamos Salário ainda. Eu vivia de seguro desemprego do progrma do Mion que tinha acabado na Band. Os outros integrantes ganhavam salário do Rádio. Ceará, Mendigo, Carioca e Vinicius Glulgu moravam juntos no mesmo apartamento emprestado da Jovem Pan. O Pânico Era uma aposta. Tudo era novo na vida de todos. Parecíamos garotos de colégio que tinham ganhado uma câmera nova. Éramos jovens ainda, não sabíamos o que era a repercussão, Ibope, as fofocas, as criticas, em um ano em que nem mesmo o youtube , twitter e facebook existiam.

Escutávamos pelo boca a boca que o programa começava a ter alguma repercussão. Começaram a nos ligar da imprensa pra fazer matérias, fomos capas de Revista , e ganhamos Troféus. Era tudo muito novo. Aquilo mexia , não tem como negar , com nossa vida. De uma hora pra outra aqueles anônimos apresentadores e produtores de rádio passavam a ser reconhecidos pelos vídeos caseiros que produziamos para a TV. Nesse momento houve uma troca de diretores, mas isso não nos abalou, nos unimos mais ainda. Saía Pedro Peixoto e entrava Ricardo de Barros. Mesmo com pouca verba e sem salários tínhamos uma certeza. Queríamos vencer. Chegar ao Topo e quem sabe um dia ganhar da Toda poderosa e deixar nossa marca, nosso espírito da turma do fundao.

Passamos por quadros de Sucessos como as Sandálias da Humildade, Dança Do Siri, Vesgo e Silvio, Vô Num Vô, Dia de Tristeza, Conhecemos Silvio Santos, os Artistas começavam a nos reconhecer. Sabrina Sato deixava de Ser apenas uma Ex-BBB e se transfomava em uma celebridade.. Allan Rapp ainda produtor, nos acompanhava nas sagas nas ruas. Marcelo Bolinha começava a imprimir sua marca de Vilão nos Quadros a La Jackass. Eu e Ceará começávamos a fazer as primeiras matérias internacionais. Não mediamos esforços e nem limites. tomamos socos de famosos, da imprensa e dividiamos opiniões. A Polêmica e a audácia passaram a ser o sinônimo de nosso programa. Internamente Seduções de emissoras concorrentes, Brigas, dinheiro, chegaram a causar algumas baixas.

Nos fortalecemos com novos diretores, equipes maiores e novo elenco. Allan Rapp, novo diretor, trouxe sua garra de coordenador de produção e experiência de TV para botar ordem junto com Emílio Surita naquela bagunça. Evandro Santo, Eduardo Sterblitch, Daniel Zukkerman e Daniel Alfinete também vieram somar nossa equipe. Nossa Edição virou referencia pelo dinamismo dos cortes. Nossa Produção sempre guerreira, redação criativa somavam cada vez mais.

Foram Vários encontros, Churrascos na casa do Emílio, reuniões, inúmeros domingos, discursos de fim de ano, várias Viagens de Avião, encontros e desencontros. Os integrantes cresceram, amadureceram, uns casaram , outros tiveram filhos, mas mesmo nas maiores dificuldades nos mantivemos juntos. Entre prateados, Vesgos, Silvios, Siris, Dumbos, Sabrinas, Mendigos, Zinas, Gluglus, Samambaias, Charles Henriques, Antonios Nunes, Panicats, impostores, atrasos de salários passamos por dificuldades passamos por Altos e Baixos, que mexiam com nosso brilho, ego, vaidade, sonhos. Mas sempre nos mantivemos unidos em uma só ideologia: Trabalho, Força, vontade de vencer e acima de tudo gostar do que se faz. Com muito Foco conseguíamos ganhar o troféu do publico e conquistamos o primeiro lugar no Ibope pela Primeira Vez. Foram tantos os gritos no Switcher de alegria que perdemos as contas de quantas Glórias conseguimos em todos esses anos. Mesmo com um mundo querendo nos derrubar, entre imprensa, invejosos, e a turma dos politicamente corretos, nos mantivemos... De todas as lições que tiro refletindo sobre o dia de hoje, 28 de setembro de 2013, dez anos depois de sorrir pela primeira vez de cara limpa na frente das câmeras é continuar acreditando que com muito foco, trabalho, persistência, conseguimos chegar onde queremos.

Sou muito grato por fazer parte desse grupo batalhador, dessa equipe guerreira e dessa marca que hoje é referencia. Obrigado a todos os produtores, diretores, Editores, Maquiadores, roteiristas, câmeras, contra regras, cenografia, Técnicos e profissionais de Rádio e TV que fizeram e fazem parte desses 10 anos de Pânico na Televisão. Sem vocês não somos ninguém. E a você de casa, que era um moleque de 18 anos e hoje já está beirando seus 30, nosso muito obrigado. Sem o carinho do público não somos ninguém.

Obrigado Tutinha e Emilio Surita em especial por ter formado esse grupo e ter sido generoso e dado oportunidade a cada um de nós de brilhar em algum momento sem se preocupar com o Ego que acaba com muitos apresentadores. Parabéns a todos nós!!! Feliz 10 anos de Pânico na Televisão. Hoje é o nosso dia!!!!!!!!”.

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