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14/01/2015 | 20h09m - Publicado por: Victória Xavier | Foto: Divulgação

Rodrigo Vellozo, filho de Benito Di Paula, fala sobre carreira e vida pessoal

O músico conversou com O Fuxico sobre trabalho e confessou estar solteiro

Rodrigo Vellozo, filho de Benito Di Paula, fala sobre carreira e vida pessoal - Divulgação

Rodrigo Vellozo, filho do mestre Benito Di Paula, lançou recentemente seu single, O Amor. Com mais de 100 mil visualizações no Youtube, o músico traz o som do piano e uma letra envolvente. Em entrevista ao site OFuxico, Rodrigo falou sobre sua carreira, a responsabilidade de ser filho de um dos principais nomes da música brasileira e também um pouquinho da vida pessoal. Solteiro e cheio de charme, o cantor vem com o pacote completo: talento, romantismo e super ligado à família.

OF- Em que ou em quem você se inspirou para compor O Amor? 

RV- Escrevi essa música em 2011, na época estava vivendo um momento muito legal da minha vida pessoal, redescobrindo o amor e iniciando um novo relacionamento que foi importante para mim. Fiz a primeira parte da música acho que um pouco por conta desse momento e guardei, até esqueci. Até que no ano passado, quando estava pesquisando umas composições antigas, me lembrei dessa música e, assim que toquei no piano, me veio a ideia do refrão e só então senti que a composição estava de fato concluída. Hoje em dia essa música tem outro significado pra mim: minha mãe quando ouviu, lembrou da minha avó, uma moça outro dia disse que a música a fez sonhar com o filho dela. O grande ator Fernando Eiras, me disse que "a escolha pelo (signo) amor significa um olhar para o outro" e é esse o real significado dessa música para mim. Vivemos num mundo cada vez mais individualista e frenético, onde estamos todos conectados com o mundo, mas sozinhos no nosso quarto, pensando no nosso próprio umbigo. E é por isso que precisamos espalhar o afeto. Gosto de pensar que essa é a minha principal mensagem como artista e como ser humano e O Amor resume essa ideia.

OF- Como foi o processo para gravar o clipe? Você já tinha uma ideia pronta para o vídeo da canção?

RV- O processo foi um pouco caótico, mas muito rico e divertido. Foi meu primeiro clipe, minha primeira incursão nesse universo tão rico que é o audiovisual. Eu tinha conversado com alguns diretores e desde o início tinha tido a ideia de vários personagens interagindo num espaço neutro, com fotografia em preto e branco, bem simples, com ênfase na canção mesmo. Os atores que participaram são todos amigos muito queridos e especiais. A maioria estuda comigo no Indac (curso de formação de atores). Faço parte de uma turma composta por artistas incríveis e amigos para a vida toda. Foi um privilégio registrar esse momento nosso.
 

OF- Quando você soube que queria seguir a carreira na música?

RV- Não sei dizer ao certo quando comecei a cantar. Acho que foi logo que aprendi a falar. Aos quatro anos, gravei uma participação com meu pai para a campanha da fraternidade, cantando com ele a Oração de São Francisco e desde então fui participando dos shows dele. Além disso, a música sempre fez parte dos encontros com meus tios e primos da minha família paterna. Era inevitável seguir outro caminho profissional. Eu até tentei cursar engenharia (na UFRJ, no Rio) mas transferi pra música já no primeiro semestre. Cada vez mais me vejo como intérprete e percebo a semelhança entre o repertório que eu canto, toco e gosto de trabalhar como ator.

OF- Você aprendeu muito com seu pai?

RV- Aprendi e aprendo muito com meu pai. Tenho a sorte de dividir o palco com ele desde pequeno e ver um artista como ele em cena faz tudo fazer sentido. Além disso, moro com ele ainda. Somos muito amigos e parceiros e é impressionante como morar com meu pai tem feito a minha vida muito melhor e mais feliz. Tenho a honra de ser filho de um ser humano ainda mais brilhante do que o artista.
 

OF- Sentiu em algum momento uma cobrança por ser filho do Benito?

RV- Eu nasci filho do Benito e a música foi uma escolha decorrente de muitas vivências que eu tive com meu pai e com a minha família. Foi um sonho que nasceu de uma realidade que sempre foi muito natural pra mim. Nesse sentido, eu tinha uma ingenuidade no momento que iniciei minha carreira e, por mais que as pessoas falassem, não me dava conta de que ser filho de um artista que é uma estrela absoluta pudesse implicar em algumas dificuldades e comparações, o que aconteceu e ainda acontece. Eu percebo que para o bem e para o mal, há uma diferença sim entre a minha trajetória e a de colegas que não são "filhos", no sentido de expectativas e cobranças, tanto do público quanto do mercado. Quando me deparei com esse tipo de cobrança, foi um pouco difícil e, em alguns momentos, desagradável. Mas essa é a minha escolha, o meu ofício. Tenho orgulho de pertencer à família que pertenço e não tenho medo das dificuldades que a trajetória artística oferece. O negócio é olhar pra frente, ter fé e se divertir porque ser artista é ter a sorte de viver daquilo que a gente mais ama.

OF- Como é seu processo para compor?

RV- Muito intuitivo. Fico muito tempo sem compor e as musicas surgem de formas extremamente despretensiosas e inesperadas. O repertório que eu registrei agora, por exemplo, eu nem sabia que tinha. Estava lá guardado na memória do meu celular. Fui descobrindo aos poucos junto com o Fabio Cadore (meu parceiro em uma música e diretor musical do meu trabalho) e ele que organizou e inclusive colocou os títulos em algumas das músicas. Não sou o tipo de compositor que tem um método pra compor. Tem vezes que a letra vem junto, mas de uma forma geral, a música vem primeiro. Acho que, como compositor, eu sou um antes de qualquer coisa, um criador de melodias. Em geral, o processo parte da criação da melodia. 
 

OF- Quais são seus próximos projetos?

RV- Acabei de gravar um DVD e estou louco pra compartilhar com todo mundo esse meu repertório autoral e pop, diferente do que eu vinha fazendo até então. Tenho o plano de lançar esse material físico também, além do lançamento em todas as plataformas digitais. Estamos finalizando a mixagem e acredito que em breve já vai estar disponível. Como bônus, vou incluir quatro músicas registradas em estúdio. Tudo inédito e escrito por mim, estou bastante animado. Também tenho planos de fazer shows de lançamento em São Paulo e no Rio e de levar o show e a música pra estrada, claro que isso tudo vai depender do público. Fora isso, me formo no Indac como ator esse ano e tenho alguns projetos de peças, sigo fazendo shows com meu pai por aí e tenho dois outros projetos como intérprete para fazer num futuro próximo. Um deles é um sonho antigo que eu tenho de cantar o repertório do Ataulfo Alves, um dos meus compositores prediletos. Escuto Ataulfo desde pequeno e ele tem uma das obras mais lindas do nosso cancioneiro popular. Por enquanto é só um sonho, mas na arte tudo começa assim né?
 

OF- Falando um pouco do lado pessoal, você se considera um cara vaidoso?

RV- Eu nunca fui muito vaidoso não. Minha mãe sempre brigou comigo, falando para eu me cuidar mais, me arrumar melhor, cortar o cabelo, essas coisas de mãe. Hoje em dia, eu procuro me cuidar sim, porque vivo, em parte, da minha imagem. Além de cuidar da voz, é importante cuidar da saúde. Então eu me cuido sim. Malho, corro e faço muita dieta. Minha alimentação até já virou piada entre meus amigos. Quando vou cantar ou participar de algum evento como artista, eu gosto de estar bem e me apresentar da melhor maneira para as pessoas.
 

OF- Solteiro?

RV- Estou solteiro sim... Namorei muitos anos, fico pouco tempo sozinho, sempre acabo gostando de alguém e namorando. 
 

OF- Gosta de sair bastante ou é mais caseiro?

RV- Eu gosto muito de sair, mas no dia a dia é difícil porque trabalho e estudo demais, além da atividade física. Como eu também cuido da alimentação, nos últimos tempos não estava saindo muito. Tenho curtido o tempo livre em casa cozinhando minhas comidas saudáveis. No entanto, agora no fim do ano eu tive uns dias de folga e aproveitei para me liberar um pouquinho da disciplina, saí bastante. Viajei para Trancoso para passar a Virada do Ano e aproveitei pra curtir as baladas de lá. 

OF- Quais são seus sonhos?

RV- Que pergunta complexa. Meu maior sonho é viver da minha arte com dignidade, podendo ajudar as pessoas que eu amo e que precisam de mim. No lado profissional tenho muitos e muitos sonhos: ouvir minha música no rádio, fazer uma turnê internacional, ganhar um Grammy... Vale tudo quando estamos sonhando né? No lado pessoal, acho que meu maior sonho é o de ser pai, de construir uma família. Eu tenho a sorte de ter uma família maravilhosa e amigos muito especiais, então acho que, de certa forma, eu já vivo meus sonhos. A parte mais legal da vida é conviver com as pessoas e eu sou muito grato por estar cercado de seres humanos que fazem tudo ser sensacional, apesar das dificuldades que a gente passa. Me considero uma pessoa de sorte e muito feliz. 

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