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27/10/2012 | 11h01m - Publicado por: Geraldo Bessa/ TV Press para O Fuxico | Foto: Jorge Rodrigues Jorge/ Carta Z Noticias

Roteirista brinca com as profecias maias em série da Globo

Alexandre Machado aproveita época em que as pessoas mais falam sobre o tema para lançar série

Roteirista brinca com as profecias maias em série da Globo  - Jorge Rodrigues Jorge/ Carta Z Noticias

A vida a dois é a principal forte de inspiração de Alexandre Machado. E depois de trabalhos como Os Normais e Separação, feitos em parceria com Fernanda Young – sua mulher há quase 20 anos –, o roteirista retoma a abordagem hilária e nonsense de um casal para falar sobre o fim dos tempos em Como Aproveitar o Fim do Mundo, série que estreia na próxima quinta-eura ( 1º), às 22h.

"Não importa se o mundo vai acabar ou não. O programa vai retratar a solidão de duas pessoas completamente opostas que se encontram para enfrentar o dilema do fim. Eles acreditam muito que chegou o dia. A graça surge a partir da tragédia", define o autor, sobre a produção que, inspirada pela profecia dos maias sobre o fim do mundo, conta a história de Kátia, de Alinne Moraes, e Ernani, de Danton Mello.

Carioca radicado em São Paulo, Alexandre é cria da publicidade. No início dos anos 90, seu jeito irônico e bem humorado de retratar o cotidiano o levou à televisão, onde colaborou em programas como TV Pirata. No entanto, seu nome se tornou conhecido a partir de 2001, com o lançamento de Os Normais – série que já rendeu três temporadas e dois filmes de sucesso. Junto com a esposa, e em parceria com o diretor José Alvarenga Jr., Alexandre criou uma importante e diversificada obra de humor na tevê, com títulos como a engenhosa O Sistema, e as satíricas Minha Nada Mole Vida e Macho Man.

"Nosso trio chega a esse novo projeto com muito mais maturidade e entendimento. O universo criado por mim e pela Fernanda é meio louco. E acho que a cada trabalho, o Alvarenga define melhor a imagem do nosso texto", valoriza.

O Fuxico – Como Aproveitar o Fim do Mundo é seu nono trabalho em parceria com a Fernanda na Globo. Em média, quanto tempo leva para vocês criarem um episódio a quatro mãos?

Alexandre Machado – A gente já sabe o caminho das pedras. A televisão tem um ritmo de produção muito peculiar. Não podemos fazer como no Cinema, e ficar maturando, repensando e refazendo o roteiro por um ou dois anos. Essa rapidez na confecção do trabalho me atrai muito, a gente tenta fechar cada episódio em uma semana apenas. Os primeiros episódios levam mais tempo, mas a partir da definição da pegada da série, a gente se adequa a esse período. Se passar disso, atrapalha o trabalho da produção e do diretor.

OF - Esse prazo pode comprometer a qualidade do texto?

AM – Essa cobrança tem um lado bom e outro ruim. Somos obrigados a cumprir e fazer o melhor dentro deste período. O legal desta pressão é que garante frescor ao texto. Comédia precisa disso.

OF – O último episódio da série vai ao ar dia 20 de dezembro, véspera do tão falado dia em que, de acordo com o calendário maia, será o fim do mundo. Abordar essa tema foi uma encomenda da Globo ou a ideia partiu de vocês?

AM – A gente não costuma trabalhar por encomenda. Apresentamos novas propostas, e caso sejam aceitas, a gente começa a desenvolver o texto. Sou da Publicidade. Naturalmente, estou sempre de olho nas oportunidades de abordar algo interessante na tevê. No caso das teorias do fim do mundo, a série entra no ar no momento exato onde muita gente estará falando sobre as profecias maias. A gente quis brincar um pouco com essa ideia do fim.

OF –  Assim como Os Normais, a nova série também é protagonizada por um casal. Você sente receio de possíveis comparações entre as situações vividas por Rui e Vani com os acontecimentos na vida de Ernani e Kátia?

AM –  A gente já está preparado para isso. Em Separação foi a mesma coisa. Mas a verdade é que o casal representa o básico dentro da dramaturgia. Eu e Fernanda funcionamos dentro dessa concentração de personagens. Esses poucos tipos que a gente cria exercem o pode de causar certa identificação com todo mundo. São dois, mas são muitos. Essa identificação é responsável pelos inúmeros fãs que ficaram órfãos com o fim de Os Normais. A gente não gosta muito de criar histórias com muitos personagens, se nos dessem uma novela para escrever, não saberíamos nem por onde começar (risos).

OF - Apesar do sucesso, Os Normais acabou por iniciativa de vocês e do diretor José Alvarenga Jr. Existe a vontade de retomar esse ou outro projeto do passado?

AM - Eu gostaria muito de fazer Os Aspones de novo. Não exatamente uma segunda temporada, mas utilizar a mesma ideia de retratar a rotina de um órgão público onde ninguém faz nada. Isso ainda me parece muito interessante. Quem trabalha em repartições sabe muito bem como funciona: o cara trabalha uma hora e fica seis fazendo fofoca, falando mal dos outros e tomando cafezinho (risos). Eu já trabalhei dessa forma e é um ambiente carregado de situações cômicas. 

Como Aproveitar o Fim do Mundo, Globo, estreia prevista para quinta, dia 1º de novembro, às 22 h.


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