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23/06/2013 | 13h04m - Publicado por: Geraldo Bessa/TV Press para O Fuxico | Foto: Pedro Paulo Figueiredo/ Carta Z Noticias

Sérgio Guizé aproveita as horas vagas para pintar e cantar

Ator se entusiasma com o realismo de Saramandaia, nova trama das 23h

Sérgio Guizé aproveita as horas vagas para pintar e cantar - Pedro Paulo Figueiredo/ Carta Z Noticias

O jeito fechado e a postura sóbria de Sérgio Guizé logo ficam para trás quando o assunto é a atmosfera lúdica de Saramandaia. Intérprete do alado João Gibão no remake assinado por Ricardo Linhares, o ator teve de mergulhar em inúmeras referências do realismo fantástico para conceber seu novo personagem.

"O mais complicado deste trabalho é fazer a fantasia com verdade. É preciso estar muito seguro e preparado", opina.

A maior fonte de inspiração de Guizé, logicamente, é a versão original da novela, criada por Dias Gomes em 1976, na qual Juca de Oliveira deu vida ao papel. No entanto, Guizé quis ir além. E viu no texto de autores como o colombiano Gabriel García Marquez e o peruano Mário Vargas Llosa um bom material "extracurricular" para a sua versão de Gibão.

"Poderia muito bem tentar copiar a desempenho magistral do Juca, mas isso seria ir pelo caminho mais fácil. Pesquisar fora do universo da novela e juntar tantas informações me deu mais possibilidades de atuação", garante.

Aos 33 anos, o ator diz estar totalmente focado no trabalho e bem pouco interessado na vida de celebridade.

"Acho que não tenho esse perfil", argumenta.

Ciente da responsabilidade de interpretar Gibão, ele mostra-se à vontade no mundo dos tipos esquisitos idealizados por Dias Gomes.

"Acho tranquilo estar em uma novela onde um homem tem asas, outro vira lobisomem, mulheres pegam fogo e se derretem de amor. O fato de querer fazer arte sempre me fez parecer estranho", diverte-se.

Natural de Santo André, região do ABC paulista, Guizé acredita que foi justamente seu grande interesse pelas mais variadas manifestações de arte que o fez passar ao largo do tradicional caminho da maioria dos jovens de sua cidade: trabalhar como metalúrgico nas indústrias instaladas no local.

"Tenho o maior orgulho das minhas origens. Apenas quis fazer algo diferente", entrega.

Formado em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Teresa D'Ávila, ele logo se viu apaixonado pelos palcos e envolvido em projetos de companhias teatrais mais cabeças e arrojadas. Sob a direção de Antônio Arajo no Teatro da Vertigem, participou de Apocalipse 1,11. E, com a renomada Os Satyros, encenou textos como De Profundis, de Oscar Wilde, e Os 120 dias de Sodoma, de Marques de Sade.

"Projetos ousados e diferentes sempre me atraem. Acho que é por isso que fiquei tão feliz quando me chamaram para Saramandaia", valoriza.

Equilibrando seu lado alternativo do teatro com a visibilidade da televisão, Guizé lembra com carinho de sua primeira participação em novelas, um pequeno personagem em Da Cor do Pecado, de 2004. Sem grande repercussão, pontas em séries como 9mm, da Fox, e Por Toda Minha Vida, da Globo, eram escapes do ator entre uma peça e outra. A relação com a tevê começou a ficar mais sólida ao viver o travesti Lorraine, na temporada passada de Tapas & Beijos. Só que, por conta da caracterização do papel, só os espectadores mais atentos conseguiram identificar Guizé por debaixo da maquiagem e do figurino da personagem.

"É por isso que todo mundo acha que sou um estreante", brinca. De cara limpa e sob a direção de Selton Mello, Guizé pôde mostrar toda sua dramaticidade na pele de Breno, um neurótico atirador de elite em Sessão de Terapia, do GNT, papel de maior destaque de sua carreira no veículo. Até agora.

Coincidência ou não – ele não sabe dizer –, na manhã seguinte à exibição do segundo episódio da série, Guizé acordou com uma ligação de Denise Saraceni, diretora de núcleo de Saramandaia, o chamando para viver um dos protagonistas da história.

"A série não tinha firulas e era baseada no trabalho do ator. A resposta aos episódios foi positiva e ampla", ressalta. Convite feito e aceito, Guizé embarcou nas aventuras de Gibão e está envolvido com as gravações da novela das 23 horas desde meados de abril.

Sem chances de fazer qualquer trabalho mais elaborado no teatro por conta do compromisso com a tevê, ele aproveita as pequenas folgas para pintar quadros e se apresentar com sua banda, a Tio Che, onde canta e toca guitarra.

"São projetos que me ajudam a atuar. A ideia é poder sempre conciliar minhas preferências com trabalhos que agreguem. Seja usando meu lado pintor, ator ou músico", destaca.

Sérgio Guizé aparece com a ex de Caco Ciocler em estreia teatral

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📷: Divulgação/Record TV

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