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23/12/2012 | 16h51m - Publicado por: Geraldo Bessa/ TV Press para O Fuxico | Foto: Sílvio de Abreu (H) Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Noticias

Silvio de Abreu minimiza críticas ao remake de Guerra dos Sexos

Autor diz que não há receita para o sucesso

Silvio de Abreu minimiza críticas ao remake de Guerra dos Sexos - Sílvio de Abreu (H) Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Noticias

Se fosse para escolher, Silvio de Abreu iria concentrar sua força criativa apenas no horário das sete. Não que o autor de clássicos das oito da noite, como Rainha da Sucata, de 1990, e A Próxima Vítima, de 1995, fique contrariado ao escrever folhetins mais densos. Mas criar as comédias típicas das 19 horas, como o atual remake de Guerra dos Sexos, deixa o trabalho para Silvio muito mais prazeroso. 

"Naturalmente, novela das oito tem uma temática mais pesada, que eu gosto, mas que me deixa 
estressado. Na comédia das sete, tenho a compensação do riso. Me divido entre as duas 
faixas, pois tenho um contrato a cumprir", assume, aos risos.

Aos 60 anos, Silvio comemora a chance de voltar ao universo de uma de suas tramas mais míticas. Foi a partir da versão original de Guerra dos Sexos que ele consagrou-se como 
autor do primeiro time da Globo. Segundo Silvio, o folhetim de 1983 tornou-se uma referência 
básica para as novelas que se seguiram.

"Hoje em dia, nada do que estou criando é surpresa. Pois todas as tramas que vieram depois de Guerra dos Sexos carregam a fórmula de humor e agilidade criada no texto original", opina, sem modéstia.

O Fuxico: O remake de Guerra dos Sexos foi formatado para ser um grande sucesso de audiência, assim como a trama original. No entanto, a novela vem patinando nos 25 pontos de ibope. Quais suas apostas para mudar este panorama?

Silvio de Abreu: Não existe uma receita para o sucesso. Ainda estamos na liderança do ibope e a audiência é baixa apenas em São Paulo. Em outras praças, a novela tem ótima repercussão. Guerra dos Sexos estreou com uma enxurrada de outros lançamentos, em pleno horário de verão e ainda pegou boa parte do horário político. A audiência é o reflexo de um conjunto de fatores e não é só a novela das sete que sofre com isso.

OF: E o que você acha das críticas de que a novela estaria abordando a disputa entre homens e mulheres de forma anacrônica?

SA: Não concordo. Muita gente reclamou dizendo  que a temática é antiga, que homens e mulheres vivem em pé de igualdade. Mas será mesmo? Eu acho que não. Tenho certeza que os papéis se inverteram.

OF: Como assim?

SA: Nos anos 80, as mulheres lutavam para garantir seus direitos. Hoje, elas estão na presidência da república. Então, atualmente, quem está inferiorizado é o homem. A guerra continua, só que em trincheiras diferentes. Além disso, não estou escrevendo para levantar bandeiras ou discutir o papel da mulher ou do homem na sociedade atual. Guerra dos Sexos é uma grande comédia que utiliza as diferenças entre gêneros para fazer graça.

OF: Qual foi sua maior dificuldade na hora de reescrever a trama?

SA: O grande problema foi me distanciar do que escrevi em 1983. Tudo mudou ao longo do tempo, inclusive eu (risos). O mundo de hoje é outro. Naquela época não existia essa explosão de tecnologia, muito menos os avanços da internet, que essencialmente precisam estar retratados na trama. A novela era muito mais doméstica e hoje em dia é muito abrangente. Minha grande 
dificuldade é respeitar essa multiplicidade dos folhetins atuais, sem esquecer de escrever uma 
história sem enrolação, onde todas as cenas façam sentido.

OF: Você levou o projeto de refazer Guerra dos Sexos para a Globo. Existe alguma outra novela sua que gostaria de revisitar?

SA: Eu tenho boas lembranças e referências de várias tramas que escrevi. Está sendo muito 
gostoso readaptar Guerra dos Sexos. E de uma certa forma, estou fazendo a mesma coisa com 
Rainha da Sucata (1990), que estou atualizando para uma coprodução da Globo com uma emissora do México. Pelo pouco que vi dos originais da trama, me deu vontade de ver como ela funciona atualmente não só no mercado externo, onde será chamada de La Reina de la Chatarra (risos), mas também no Brasil.

Silvio de Abreu conta que levava capítulos de novela para Gianecchini no hospital

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