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19/08/2012 | 09h25m - Publicado por: O Fuxico/ Márcio Maio/TV Press | Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias e TV Globo

Tadeu Schmidt não acredita em fantasmas, mas morre de medo

Ele idealizou e comanda o quadro Phantasmagoria, no Fantástico

Tadeu Schmidt não acredita em fantasmas, mas morre de medo  - Luiza Dantas/Carta Z Notícias e TV Globo

O esporte está para o jornalismo como a comédia está para um ator: ambos aproximam o público de seus ídolos. Mas Tadeu Schmidt garante ter encontrado um meio de fazer com que as pessoas se sintam à vontade para falar com ele sobre outro ponto: fantasmas.

Desde pequeno, ele sentia medo de se deparar com alguma assombração  e passou a se interessar pelo assunto. Dessa curiosidade veio a vontade de produzir a série Phantasmagoria, atualmente no ar no Fantástico.

"Quem nunca viu algo estranho ou conhece alguém que afirma ter passado por uma experiência dessas? Esse é um tema instigante, as pessoas se interessam por tudo que não conseguem explicar", opina.

Mas a experiência distante da  editoria de Esportes e o posto de apresentador,  que desempenha desde a saída de Patrícia Poeta para o "Jornal Nacional", não significa que Tadeu pense em se afastar da área que o consagrou no programa. Tanto que já tem em mente um novo projeto para sugerir, focado nas Olimpíadas de  2016. "Está muito cedo e o martelo ainda não foi  batido. Mas é algo grandioso e que acho que vai ser bem bacana", desconversa.

Confira a entrevista:

OFuxico: De onde partiu a ideia de apresentar o quadro Phantasmagoria?

Tadeu Schmidt: A primeira ideia foi minha. Era tentar registrar alguma coisa sobrenatural com as nossas câmeras e explicar. Queria ir para algum lugar  considerado assombrado para filmarmos o tempo todo até aparecer algo. As pessoas falam muito que existem locais em que acontecem coisas, como portas que se fecham e barulhos. De acordo com o que acontecesse durante esse processo, correríamos atrás de justificativas. Se um  fantasma aparecesse e desse tchau para a câmara, iríamos mostrar. Se não apareceu, se foi algo que se explica e pode não ser fantasmagórico, também.

OF: Quando surgiu essa ideia?

TS: Fiquei pensando nisso um tempão, desde uns dois anos atrás. Ficava enchendo o saco do nosso chefe de redação no Rio de Janeiro. Até que um dia ele disse que faríamos. Ele se reuniu com o mágico Kronnus, que tinha uma ideia semelhante à minha. Depois veio a sugestão de envolver pessoas. Se não tivesse gente ali, contaríamos só com nossas câmaras e não seria a mesma coisa. Desenvolvemos a ideia e fomos a quatro lugares com fama de assombrados.

OF: Vocês chegaram a pensar em procurar locais fora do Brasil?

TS: Eu acho que seria muito legal. Quem sabe em  uma próxima temporada? Acho que depende de como  vai funcionar o balanço final do quadro. Por enquanto, nada foi conversado.

OF: Você acredita nessas histórias de assombrações?

TS: Eu, particularmente, não acredito. Mas morro  de medo! Bom, acho que posso estar exagerando um pouco. Na verdade, realizar o quadro me fez muito bem. Eu tinha bastante medo de fantasmas até então. Mas a gente não diz se é um fantasma ou  não, apresentamos opções. Quem assiste escolhe em que acreditar. Queremos dar suporte para justificar cada uma das situações mostradas.

OF: Foi noticiado que grupos religiosos se manifestaram contra a abordagem do quadro e que  vocês estariam revendo o texto da série. O que aconteceu?

TS: Olha, não recebemos nada disso aqui. Eu também li isso. Fico chateado quando publicam coisas assim porque não tenho ideia de onde tiraram isso. Não é verdade.

OF: Sua experiência com o quadro Detetive Virtual influenciou na hora de pensar no Phantasmagoria?

TS: De certa forma, sim. Mas a grande diferença entre os dois quadros é que no Detetive Virtual a gente vai e taxa: "isso é verdade" ou "isso é mentira". No Phantasmagoria, não. Até porque a ciência não tem como provar que algo não existe. Procuramos formas de se explicar os fenômenos que algumas pessoas acreditam serem sobrenaturais. Mas não podemos afirmar com certeza se são mesmo isso ou não.

OF: Você se tornou conhecido no jornalismo através do esporte. Pensar em pautas e quadros que fujam dessa editoria é uma forma de tentar mostrar que pode funcionar em outras áreas?

TS: Acho que essa é uma movimentação normal. Não fico preocupado em buscar projetos que tenham relação direta com o esporte, assim como também não fico atrás especificamente de coisas que não tenham. Qualquer ideia que surja é uma ideia. Já dei muitas sugestões para o esporte e também para outras editorias. Talvez agora apareçam mais porque quando eu não era apenas do Fantástico, só fazia esportes. Então, tudo que eu pensava fora dessa editoria era sugerido para outras pessoas, eu não executava. Agora não, sou da equipe do programa e, entre outras coisas, faço também esporte.

OF: De alguma forma, a saída da Patrícia Poeta para o Jornal Nacional abriu mais espaço para você sugerir quadros e pautas mais autorais?

TS: Não. Basicamente, o que aconteceu é que agora somos três. Antes havia dois apresentadores e eu era um apresentador da parte de esporte que, eventualmente, fazia outras coisas. Agora, sou um dos três apresentadores do Fantástico. Só não houve uma apresentação oficial.

OF: Por que essa formalidade foi dispensada?

TS: Foi uma mudança sutil e normal. Na verdade, os telespectadores já processavam que eu fazia parte da equipe do Fantástico. Por isso, acho que não gerou uma grande surpresa. Eu já participava a semana inteira do programa, estava lá com eles todos os domingos. Já tinha feito o Detetive Virtual também, que é meu até hoje.

OF: Mas quando o público conversa com você nas ruas sobre o seu trabalho, o esporte ainda é o assunto mais comentado?

TS: Sim. Acho que nunca vão me desassociar do esporte. Só se um dia eu parar mesmo de fazer. As mulheres continuam me dizendo que passaram a assistir aos VTs dos gols por minha causa e fico bem feliz com isso. A mudança que promovemos nessa área do Fantástico foi muito forte e ainda gera impacto no público. Mas esse quadro pode mudar essa situação.

OF: Por quê?

TS: Acho que, a partir de agora, muita gente vai passar a me parar para falar de fantasmas. Já começou até, mas deixa o quadro ir todo ao ar para a gente ver. Esse é um tema que gera sempre um debate longo. É claro que o esporte aproxima mais o jornalista do público, é bem diferente de economia, política... Mas vai por mim: aposto que em setembro, se a gente conversar de novo, vou dizer para você que as pessoas estão me parando muito mais para falar de fantasmas do que de futebol.

OF: E você já tem algum outro projeto pessoal para ser trabalhado dentro do Fantástico?

TS: Tenho, mas é bem para frente. É para as Olimpíadas de 2016. Uma coisa que já venho pensando há bastante tempo e que vou apresentar na nossa reunião de final de ano. Ainda tenho de passar esse plano para o papel, apresentar para a direção e ver se vão gostar. Acho difícil que não topem.

OF: Mas se é para as Olimpíadas de 2016, por que sugerir em 2012?

TS: Porque é algo bem grandioso. Seria para começar a ser produzido agora, mas para exibirmos apenas em 2016. Torço para que dê certo e a emissora tope.

Carreira

Tadeu nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte. Sua carreira como jornalista começou em Brasília, como repórter do "DF TV", da Globo.

Sempre ligado nas pautas de esportes, não demorou para que conquistasse espaço e fizesse matérias para o "Globo Esporte", "Esporte Espetacular" e outros programas que, por algum motivo, abordassem o assunto. Naturalmente, tenho uma afinidade grande com esse tema. É natural que eu sugira mais pautas nessa área", aponta.

Tadeu começou a se destacar nacionalmente ao se tornar o apresentador dos resultados do futebol do "Bom Dia Brasil", em 2005. Sempre com um toque de humor, logo surgiu o convite para desempenhar a mesma função no Fantástico. A jornada dupla fazia com que trabalhasse até 23:30 h de domingo e acordasse às quatro da manhã todas as segundas. Às vezes, até virando noites.  "Quando você gosta do que faz, o sacrifício é compensado", defende.

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Sonho de atleta

Assim como o irmão Oscar Schmidt, ex-jogador de basquete, Tadeu sonhava mesmo com a vida de atleta. Ao contrário de Oscar, Tadeu buscou espaço no vôlei. Mas ainda na adolescência, aos 17 anos, depois de ser cortado de uma viagem da seleção infanto juvenil, largou as quadras. Foi a deixa para encontrar uma forma de continuar envolvido com o esporte, mas por outro ângulo: prestar vestibular para Jornalismo. "Viajariam 12. Fiquei entre os 15, mas não entre os 12 que foram. Éramos três levantadores e só foram escolhidos dois. Eu sobrei", lembra.

Trajetória na TV

  • DF TV (Globo, 1997) – Repórter.
  • TV Globo - Rio (Globo, 2000) - Repórter da editoria de esportes para programas como Globo
  • Esporte, Esporte Espetacular, Fantástico, Bom Dia Brasil e Jornal Nacional, entre outros.
  • Esporte Espetacular (Globo, 2004) - Apresentador.
  • Bom Dia Brasil (Globo, 2005) - Apresentador do esporte.
  • Copa do Mundo de 2006 (Globo, 2006) - Cobertura do evento.
  • Espaço Aberto (Globonews, 2007) - Apresentador.
  • Fantástico (Globo, 2007) - Apresentador do esporte.
  • Olimpíadas de Pequim (Globo, 2008) - Cobertura do evento.
  • Copa do Mundo de 2010 (Globo, 2010) - Cobertura do evento.
  • Fantástico (Globo, 2012) - Apresentador.
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