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28/08/2016 | 22h00m - Publicado por: Luigi Civalli | Foto: Divulgação

Um Namorado para Minha Mulher - Entrevistas

Filmes estreia nesta quinta-feira (1)

Um Namorado para Minha Mulher - Entrevistas - Divulgação

Entrevista com a diretora Julia Rezende

Como foi adaptar esse filme do original, que fez o maior sucesso na Argentina e já teve remakes italiano, coreano e mexicano?

Foi uma experiência muito rica fazer uma adaptação, especialmente por ter como base um filme argentino, que é um cinema que me interessa bastante. Un Novio Para Mi Esposa é um filme de personagens muito bem desenvolvidos e que estão em uma situação atípica por si só cômica e ao mesmo tempo dramática. Esses elementos me interessaram bastante e deram a base pra que nós criássemos um filme original.

O que diferencia seu filme do original?

Eu e Lusa (Silvestre), roteirista do filme, procuramos manter a essência, o DNA, do filme argentino, com todas as características dos personagens, mas buscamos uma adaptação para a realidade de São Paulo e um tom de humor mais brasileiro. A comédia argentina muitas vezes tem certa melancolia e a gente buscou abrir um pouco mais o filme e criar situações que gerassem mais identificação com o público brasileiro. No filme argentino, a Nena trabalhava numa rádio, no nosso ela trabalha num programa de internet. O mesmo vale para o Chico e o Corvo, que ganharam universos originais sem perder as características que os definem. Eu não assisti às versões, apenas o filme argentino, porque quis construir aquela história na minha cabeça sem tantas referências visuais.

Você optou por trabalhar com dois atores que nunca haviam feito grandes personagens cômicos, o Domingos Montagner e o Caco Ciocler. O Paulo Vilhena, que também tem um papel importante, também nunca fez comédia. Como foi a escolha e a preparação do elenco?

Caco e Domingos são atores maravilhosos que circulam por qualquer gênero e trouxeram um frescor muito interessante para o filme. O Caco construiu um Chico muito verdadeiro, um cara frágil que se sente atropelado pela própria mulher, que não consegue se colocar. Ele se deixa levar por ela, pelos amigos, por todos que estão ao seu redor. Ele fez desse personagem um sujeito muito engraçado, mas a comicidade dele não está em piadas e, sim, na sua incapacidade de tomar as rédeas das situações.

O Domingos nos presenteou com toda a sua experiência de circo, de palhaço, e foi uma experiência muito bacana subverter o lugar de galã que a televisão deu para ele nos últimos anos. A gente se divertiu muito criando aquela figura, com peruca, com um figurino inusitado. As cenas em que o Caco e o Domingos contracenam são super engraçadas e nenhum dos dois está tentando nos fazer rir, simplesmente acontece! Desde a primeira vez que li o roteiro, tive certeza que o Gastão só podia ser o Paulinho! Ele tem esse charme e uma personalidade moderna que era exatamente o que personagem precisava. As cenas dele com a Ingrid tiveram muito improviso e ele embarcou completamente nesse jogo, foi muito bacana.

Ensaiamos bastante, fizemos leituras, eu adoro essa preparação com os atores. É sempre uma etapa de muitas descobertas em que ganhamos coisas que vão conosco até o fi nal do fi lme. Às vezes surge uma palavra, um gesto, uma respiração, e isso vai estar presente ao longo de todo o processo de filmagem.

O filme conta uma história do ponto de vista masculino. As mulheres também vão se envolver com o filme?

O filme conta a história de um casal que está vivendo uma crise depois de 15 anos juntos. Vemos essa situação do ponto de vista do Chico, que está sufocado pela Nena, mas que não consegue se impor. Então, do modo mais torto e errado, ele encontra uma solução pra que o casamento acabe sem que ele tenha que dizer pra ela que não está feliz. Acho que essa é uma situação com que muitas pessoas se identificam, homens e mulheres, porque nunca é fácil terminar um relacionamento.

Como foi o processo para deixar Domingos Montagner feio?

Foi um desafio, uma tarefa difícil (risos). Fizemos uma pesquisa grande de figurino e de visagismo. O Corvo tinha que ser um cara estranho, aquele que não despertaria ciúmes no marido que vai contratá-lo para seduzir a sua mulher. Eu queria que ele fosse um cara que o Chico olhasse e pensasse: “Esse cara aí? Duvido que minha mulher se apaixone por ele.”

Você é carioca, mas tem uma história de amor com São Paulo (o filme ponte aérea também é rodado na cidade). Quais foram as locações que escolheu para Um Namorado para Minha Mulher?

Eu adoro filmar em São Paulo. Cada vez mais. Esse filme foi todo rodado lá, longe dos cartões postais da cidade. Para os encontros de Chico e Corvo eu busquei locações mais misteriosas, mais soturnas. Fomos para um galpão vazio no Braz, uma linha férrea, um heliponto abandonado. O antiquário do Chico a gente filmou no bairro do Bexiga, onde tem várias lojas de antiguidades. E pra encontrar a locação ideal para as cenas do futebol, conheci metade dos clubes de São Paulo!

O filme é muito lúdico e, ao mesmo tempo, realista no que diz respeito às relações conjugais. O que tem de mais especial nessa história?

O filme mostra que a convivência e a rotina podem levar um casal a enxergar só o que há de pior no outro. Onde antes se enxergava qualidades, de repente só se encontra defeitos. Às vezes você precisa que outra pessoa ache graça na sua mulher (ou seu marido) para você se lembrar de como ela é interessante. De repente aquilo que você considera o maior defeito alguém enxerga como um grande trunfo, e aí você se dá conta de que seu olhar pro outro já está muito desgastado. Nesse sentido acho que o filme tem uma crueza interessante, do casal que já não fecha a porta do banheiro, da mulher que não esconde mais que não suporta os amigos do marido, do cara que não presta mais atenção na sua mulher. A parte lúdica fica por conta do personagem do Domingos, o Corvo, que é especializado em acabar com casamentos, ele é um sedutor profissional. Essa é uma situação fantasiosa, mas que consegue ser verossímil.

No filme Ponte Aérea você faz um retrato delicado da sua geração, de 30 anos; meu passado me condena 1 e 2 conta a história de um casal de 20 e poucos anos. Agora, em ‘Um Namorado para Minha Mulher’, você volta a discutir relacionamentos, mas de um casal de 40. O que mais te interessa nesse universo e quais as diferenças entre essas gerações?

Se o Fabio e a Miá viviam crises de um casal que está se conhecendo, que está descobrindo o passado um do outro, as histórias de vida, os gostos, aqui Chico e Nena já se conhecem tanto, já estão tão acostumados com a presença um do outro que não se enxergam mais. É muito interessante pensar como as relações se transformam com o tempo. Se ganha tantas coisas como intimidade, cumplicidade e memórias comuns, mas é preciso sempre estar atento ao outro e às suas mudanças, porque o tempo vai redefinindo nossos desejos e necessidades.

Entrevista Ingrid Guimarães

Depois de estrelar as comédias de maior sucesso nacional e, em julho, o drama entre indas e vindas (José Eduardo Belmonte), em Um Namorado para Minha Mulher você protagoniza uma comédia romântica, com um personagem diferente ao que o público está acostumado a ver. Como você descreve Nena?

Esse é o filme mais romântico incorreto que já fiz. Também é muito engraçado, mas é uma comédia romântica com todos os elementos que esse gênero deve ter. E a Nena, diferente das minhas outras personagens, não é uma heroína. Ela não tenta se encaixar em nenhum estereótipo. É politicamente incorreta, não tá nem aí pra ditadura da beleza e para as últimas tendências da moda, vai à feira orgânica e quer comer pastel, não trabalha, não malha, gosta de ficar em casa, lendo um livro ou assistindo TV. Ela acha toda unanimidade burra. E é engraçada porque é assim, crítica, cheia de personalidade.

Como é a relação da Nena com o Chico e por que o casamento deles entrou em crise?

Eles se conheceram na faculdade e estão casados há 15 anos. Apesar de ter tido poucos homens na vida, Nena tem uma personalidade forte, com domínio sobre Chico, que é mais passivo, quase medroso. Os dois estão acomodados, ninguém tem coragem de terminar. Ele ensaia, mas nunca vai adiante.

Em que situações você acha o público feminino vai se identificar com a Nena?

A Nena é uma libertação para as mulheres! Ela é totalmente fora dos padrões da mulher moderna. Ela fala tudo que as mulheres não se permitem. E contra tudo que está na moda, que exige algum padrão. Ela fala aquelas coisas que a gente tem vontade de falar, mas não tem coragem. Toda mulher tem um Nena escondida dentro de si.

Pela primeira vez você assina colaboração de um roteiro de cinema. Como foi a construção do texto e de que forma você participou?

Eu e Julia fomos fazendo as leituras e criando textos, foi um processo natural de uma diretora e uma atriz autoral. Fora os improvisos em cena. E Lusa aprovou o processo de maneira muito generosa.

Teve muito improviso?

Teve uma cena específica que pedi pra Júlia ligar a câmera e deixar a gente pirar. Era uma festa que reunia Marcos Veras, Marcelo Lahan, Paulinho Serra, Miá Mello, era muito comediante junto. Esses encontros são melhores do que o texto. Te confesso que tiveram que cortar os takes que eu apareci rindo. Até porque Nena quase não sorri.

Você contracenou com dois atores que estão pela primeira vez fazendo grandes papeis cômicos, o Caco Ciocler e o Domingos Montagner. Como foi a parceria com eles?

Maravilhosa. São dois príncipes, educados, parceiros e disponíveis. Me diverti muito com o Caco fazendo comédia, e o Domingos vem do circo então é um universo muito familiar pra ele. O circo acabou entrando na história.

Como foi ser dirigida pela Julia Rezende?

Se eu pudesse assinava contrato vitalício de fazer todos os filmes dela. Somos parecidas por um lado, somos detalhistas do texto ao figurino. Ela é um talento, fizemos uma parceria linda. Sem stress. Foi um processo muito feliz, de companheirismo absoluto.

Entrevista Caco Ciocler

Qual a história do filme?

Se você perguntar para todos os personagens, cada um vai contar sobre seu ponto de vista. Pra mim, o filme é a história do Chico, meu personagem, um homem que, depois de 15 anos casado, não tem mais certeza se quer continuar com aquela relação e ao mesmo tempo não tem coragem de assumir isso nem para si próprio, nem para sua companheira. Então, numa atitude quase irresponsável e motivada pelos amigos, ele conhece um cara misterioso chamado Corvo (Domingos Montagner), que fez carreira seduzindo as mulheres de homens covardes como ele, para que elas tomassem a iniciativa e pedissem a separação.

Como você descreve o Chico?

É difícil perdoar um cara que tem uma atitude como essa. Ele, a princípio, é um covarde. Não tem coragem de dizer para a mulher que quer se separar, o que acho que seria mais simples. A grande questão do Chico, para mim enquanto ator é resolver isso. Ele não tem muita atitude, vai na onda dos amigos, mas ainda assim, é o herói romântico do filme. Como resolver essa equação e fazer com que as pessoas torçam para ele? A maneira que encontrei foi tentar construí-lo sem muita personalidade, mas com um bom coração. E nessa tentativa de agradar a todos ele coloca os pés pelas mãos. E, quando se descobre ainda apaixonado pela mulher, precisa se encorajar, ter desejos próprios e correr atrás deles. E a Nena é mal-humorada. Os dois protagonistas, os dois heróis românticos, não são de despertar torcida, a princípio. Se o público não compra um dos dois, pode ser um risco. Esse é o desafio.

Como foi trabalhar com a Julia Rezende?

Uma diretora muito inteligente, segura e muita intuitiva. Ela acolhe o que os atores trazem, e se diverte também. Antes das filmagens uma preocupação dela foi de eu não ser um comediante de ritmo, de tom, de botar para fora. Foi ensaiando como é ser um cara sem personalidade e tentando ser valente que descobri a alma do Chico.

O tema é plausível?

O tema não é tão absurdo quanto ele possa parecer num primeiro momento. Pelo menos nos homens, esse medo de acabar a relação sempre houve, pois eles têm mais dificuldade mesmo. A gente quando não quer mais e não tem coragem de dizer, acaba transformando numa coisa insuportável. Esse adiamento da decisão é interessante e acontece dos dois lados e a gente se pergunta isso.

Entrevista Domingos Montagner

Qual a história do filme?

É história de um casal que está junto há 15 anos e entra numa rotina desinteresse, a paixão arrefece e o marido não tem coragem de se separar.

Descreva seu personagem!

Ele é o especialista Corvo. Genial, inclusive, esse personagem. O filme é muito interessante, parece quase uma fábula. Começa numa atmosfera muito realista, e aí aparecem os personagens mais lúdicos e parece que você entrou em outro filme. A atmosfera é como um sonho, mas um sonho que parece verdade. O Corvo é quase surreal, deve morar no imaginário das fábulas das relações. Ele é inusitado, mas encantador. São características como sua autenticidade, originalidade e imprevisibilidade que acabam despertando na Nena sensações que estavam meio adormecidas. Foi fascinante e delicioso de brincar com ele.

Como foi o convite para esse filme?

Partiu da Julia Rezende e da Ingrid Guimarães juntas. Quando me contaram a história achei genial. E eu ainda não tinha feito nada de estrutura totalmente cômica. Só isso já me deixou muito feliz. Já fiz bastante coisa próxima da comédia, mas ainda não tinha feito isso no vídeo. E quando soube do elenco e roteiro, aceitei correndo.

Como você descreve o filme?

Um humor, sem ser comédia rasgada, mas inteligente, comunicativo e de muita identificação. No registro sério as situações dramáticas são verdadeiras e as cômicas abordam com muita sensibilidade as relações humanas. O filme tem uma atualidade muito grande nos comentários pelo ponto de vista da Nena.

E como foi a caracterização de seu personagem?

Fomos construindo juntos o que seria o inusitado dessa figura - o visual, figurino. Me inspirei muito na minha trajetória pessoal de comicidade.

Como foi trabalhar com a Julia Rezende?

Alegria e leveza. Ela criou uma atmosfera genial durante as semanas de trabalho. Tinha muita segurança sobre o que estava fazendo, e uma capacidade de síntese e olhar afinadíssimos. Sempre muito atenta às observações de todos, e muito segura. Isso para o ator é tudo, ela te ouve, ouve as experiências para o filme e tem a capacidade de traduzir aquilo para a ideia do filme.

Depoimentos

Paulo Vilhena

“Esse filme tem um grande diferencial em se tratando de comédia romântica que são as trajetórias dos personagens e como elas vão acontecendo juntas e paralelamente. Não é um personagem especifico que vai de repente tirar uma risada, ou ser mais interessante. A história tem muito a agradar pela forma que ela é conduzida. Os personagens vão se integrando à trama naturalmente. Meu personagem é comum, trabalha com internet, é envolvido com essas coisas contemporâneas da velocidade das informações. E com a ajuda desses personagens paralelos conta-se a história do casal principal.”

Marcos Veras

“Foi muito prazeroso fazer esse filme. Já queria trabalhar com a Julia Rezende, uma diretora extremamente segura e elegante na condução da comicidade do filme. A Ingrid, que já sou fã e amigo, é uma super atriz. Fora amigos de longa data como Paulinho Serra e Miá Mello. E tive a oportunidade de conhecer o Caco Ciocler. Nos divertimos bastante fazendo a dupla de amigos. O Veloso, meu personagem, é um amigo que todo homem tem ou já teve em algum momento da vida. É aquele cara que põe pilha errada pra curtir a vida, a noite, a farra, o futebol. É um homem que ainda não amadureceu o sufi ciente, diz que faz e acontece, mas no fundo fica só na lábia, gosta de contar uma vantagem. Mas é um cara de bem com a vida. Veloso gosta de uma bagunça. E quem não gosta né!? Tem carisma. Sem maldade.”

Miá Mello

“Recebi um convite irrecusável: participar do novo filme da Julia Rezende com a Ingrid Guimarães. Eu disse pra Julia: Não precisa nem me mandar o texto, tô dentro! No filme faço uma pequena, mas importante participação. Sirvo de ouvinte pra as angústias de Nena, que não são poucas. Achei a história muito boa e me identifiquei com essa dificuldade em pôr fim nas relações. Cheguei até a cogitar que não teria sido má ideia usar o Corvo em relacionamentos passados. A cena mais divertida que participei foi a da festa. Além de reencontrar bons amigos como Paulinho Serra, Leticia Colin e Marcos Veras, gargalhava a cada improviso dessa turma fera. Foi uma noturna, mas que passou num piscar de olhos. Ao assistir ao trailer fiquei arrepiada até a cabeça, sabe!? Pegue um lencinho de papel e uma boa companhia que a diversão eu garanto.”

 

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