15/02/2015 | 06h34m - Publicado por: O Fuxico | Foto: Reprodução

Com Gracyanne Barbosa como rainha, X-9 Paulistana leva a chuva para o desfile

Ela se apresentou sapateando ao lado de um bailarino

Com Gracyanne Barbosa como rainha, X-9 Paulistana leva a chuva para o desfile - Reprodução

A agremiação entrou na avenida pra falar da união das raças e dos povos, numa corrente repleta de harmonia. AX-9 aposou em uma viagem fascinante para mostrar que o simples desejo de união, está na diversidade vivendo em comunhão.

O enredo fala sobre a chuva e o descaso do homem em relação ao meio ambiente. Batizado de A chuva é um paradoxo, o quarto carro foi construido com lixo reciclável e representou o volume morto do Cantareira, tão falado nestes tempos de crise hídrica.

Depois de desfilar no ano passado com muita chuva, a X-9 Paulistana entrou no Sambódromo mostrando as consequências do excesso e da falta de água na vida dos homens e dos animais. Entre os destaques do enredo estavam a arca de Noé, a dança da chuva dos índios Pataxó e a seca no sertão nordestino.

A escola desfilou com 2.800 componentes e também reverenciou os Orixás das águas como Oxum, dos rios; Xangô, dos trovões; além de São José, santo solicitado para fazer chover no sertão. 

Gracyanne Barbosa saiu como rainha da bateria, sapateando ao lado de bailarino. 

X-9 PAULISTANA 
Fundação: 12/02/1975

Cores: Verde, vermelho e branco
Presidente: André Santos
Enredo: Sambando na Chuva, Num Pé D'água ou na Garoa, sou a X9 Numa Boa
Carnavalescos: André Machado
Intérprete: Royce do Cavado
Mestre de Bateria: Adamastor
Rainha de Bateria: Gracyanne Barbosa
Mestre-sala e Porta-bandeira: Ruhanan e Ana Paula
Famosos: Kathiele Kathissumi
Compositores: Fabinho NT, Vitor, Digo Sá, Denola e Mazinho

Samba-enredo:

No céu, nuvens se espalham pelo ar
Cigarras cantam pra te anunciar
Oh chuva, tu és a minha inspiração
Foi dilúvio e destruição, a Arca de Noé a salvação
Lendas, rezas, rituais, uma dança que atrai
Um lindo véu sagrado
A fonte que dá vida ao meu Carnaval


Vento forte a soprar...Oiá

Oxum, Nanã e Xangô...Salve os Orixás
Num arco íris de luz, vem Oxumarê
Para nos banhar com o seu axé

Meu São José, o sertanejo clama em oração

Que venha desaguar no meu sertão
Florescendo esse chão
És divinal! No dia a dia é essencial
A consciência está
Em alertar pra não faltar
Nos contos imortais, a sorte dos casais
"Cantando na chuva" de prata que cai
De alma lavada
Jogo confete e serpentina pelo ar
Quarenta anos, hoje vou comemorar
Pra sempre vou te amar


Deixa chover, deixa molhar

A nossa festa não tem hora pra acabar
Eu quero ver você sambar
Com a X-9 até o dia clarear





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