Carnaval às 14:00

Carnaval: Tudo sobre o desfile da Grande Rio

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Foto: Divulgação

Quarta escola a desfilar na madrugada de sábado, 23 de abril, para domingo, 24. Cores: vermelho, verde e branco
Presidente: Milton Abreu do Nascimento
Presidente de Honra: Jayder Soares, Leandro Soares e Helinho de Oliveira
Carnavalescos: Leonardo Bora e Gabriel Haddad
Diretor de Carnaval: Thiago Monteiro
Intérpretes: Evandro Malandro
Mestre de Bateria: Fabricio Machado (Fafa)
Rainha de Bateria: Paolla Oliveira
Enredo: “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu”
Famosos: Bianca Andrade, Adriana Bombom, Olivia Nobre, Camila de Lucas, Mileide Mihaile

O DESFILE

A Acadêmicos do Grande Rio quer abrir os caminhos para o título na Marquês de Sapucaí com a força e a complexidade do orixá Exu. O enredo “Fala, Majeté! As sete chaves de Exu” vem desmistificar o orixá, visto no mundo ocidental pelo lado ruim. Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad querem mostrar que Exu é caminho, sabedoria, prosperidade. Exu é livramento.

Uma das chaves para compreender o orixá Exu é o lixo. E é em Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde o lixo é símbolo de reciclagem e sobrevivência, que Exu se faz presente em toda a sua complexidade. O orixá não é princípio, não é fim, é transformação, como explica o carnavalesco Leonardo Bora, que com o carnavalesco outro Gabriel Haddad, quer promover uma grande festa na avenida para louvar o orixá.

A Grande Rio vai falar da energia dos Exus que vem da África e chega no Brasil e se transforma em diversas energias. Das trocas de mercado, das artes contemporâneas. Essa energia está na música, na vida cotidiana.

Dois aspectos da ancestralidade negra, a homenagem da escola de samba e o universo respeitoso dos terreiros onde os ogãs tocam os atabaques sagrados Rum, Pi e Le, o toque de Exu.

Compositores: Gustavo Clarão, Arlindinho Cruz, Jr. Fragga, Claudio Mattos, Thiago Meiners e Igor Leal
Intérprete: Evandro Malandro

Letra do samba enredo da Grande Rio

Boa noite, moça; Boa noite, moço!
Aqui na terra é o nosso templo de fé
Fala, Majeté!
Faísca da cabaça de Igbá
Na gira
Bombogira, Aluvaiá!
Num mar de dendê
Caboclo, andarilho, mensageiro
Das mãos que riscam pemba no terreiro
Renasce Palmares, Zumbi Agbá!
Exu! O Ifá nas entrelinhas dos Odus
Preceitos, fundamentos, Olobé
Prepara o padê pro meu axé
Exu Caveira, Sete Saias, Catacumba
É no toque da macumba, saravá, alafiá!
Seu Zé, malandro da encruzilhada
Padilha da saia rodada, Ê Mojubá!
Sou Capa Preta, Tiriri, sou Tranca Rua

Amei o Sol, amei a Lua, Marabô, alafiá!
Eu sou do carteado e da quebrada
Sou do fogo e gargalhada, ê Mojubá!
Ô, luar, ô, luar, catiço reinando na segunda-feira
Ô, luar, dobra o surdo de terceira

Pra saudar os guardiões da favela
Eu sou da Lira e meu bloco é sentinela
Laroyê, laroyê, laroyê!
É poesia na escola e no sertão

A voz do povo, profeta das ruas
Tantas Estamiras desse chão
Laroyê, laroyê, laroyê!
As sete chaves vêm abrir meu caminhar

À meia-noite ou no Sol do alvorecer
Pra confirmar
Adakê Exu! Exu, ê, Odará
Ê Bará ô, Elegbará!

Lá na encruza, a esperança acendeu
Firmei o ponto, Grande Rio sou eu!
Adakê Exu! Exu, ê, Odará
Ê Bará ô, Elegbará!
Lá na encruza, onde a flor nasceu raiz

Eu levo fé nesse povo que diz