Carnaval às 21:00

Mulher-Abacaxi é coroada Rainha de Bateria após desfile polêmico de topless

Mulher-Abacaxi sendo coroada Rainha de Bateria da Chatuba de Mesquita
Mulher-Abacaxi sendo coroada Rainha de Bateria da Chatuba de Mesquita (Foto: Allan Bertozzi)

Marcela Porto, a Mulher Abacaxi, mostrou todo o seu samba no pé na madrugada deste domingo, 15 de outubro, ao ser coroada rainha de bateria da GRES Chatuba de Mesquita, que desfila na Série Bronze do Rio. Quem corou a caminhoneira foi Bárbara Sheldon, musa da Unidos da ponte.

Ela foi escolhida pela Mulher Abacaxi por também ser uma mulher trans. Na ocasião, a influenciadora usou um look dourado com bastante brilho, além de detalhes em verde, uma das cores da agremiação. Por falar em figurino, Marcela promete ousadia na folia carioca.

“Desfilo em quatro escolas, em pelo menos uma quero surpreender. Estar ainda mais ousada que estive no carnaval deste ano, em que desfilei com os seios de fora. Ainda mais agora que estou solteira”, afirmou a passista.

Além da agremiação da Baixada Fluminense, ela é rainha da União de Maricá, musa da Em Cima da Hora, ambas da Série Ouro. Em junho passado, juntou à maratona também a Vila Kennedy, do Grupo de Avaliação. O presidente da União de Maricá, Tadeuzinho, prestigiou a coroação de Marcela.

Mulher-Abacaxi causou no Carnaval de 2023

Como Rainha da bateria da Acadêmicos de Niterói, penúltima escola de samba a desfilar pela Série Ouro no Carnaval do Rio de Janeiro deste ano, na Sapucaí, a Mulher Abacaxi sambou com uma fantasia de R$ 100 mil. Apesar do valor alto, a roupa não estava completa. Isso porque ela esqueceu uma peça em casa. E explicou que a correria do dia foi a causa.

“Eu sou caminhoneira e estava trabalhando. Acabei esquecendo a parte de cima da fantasia, mas vim assim mesmo. Minha fantasia é livre”, disse ela. Marcela Porto disse ainda que seu marido não sabia do ocorrido e ia se dar conta apenas com a escola na avenida. Vale destacar que este foi o primeiro desfile da Acadêmicos de Niterói na Sapucaí.

Mas a atitude da caminhoneira causou um reboliço nas redes sociais. “Depois cobram respeito dos homens”, escreveu uma internauta. “Qual a necessidade disso? Chega ser caótico de se ver”, opinou uma pessoa. “Que coisa sem cabimento”, avaliou mais uma.

“A gente não quer ver silicone, mais, sim, samba no pé”, disse outra no vídeo postado por uma página de samba em conjunto com a própria empresária. A página Rainha Mattos também publicou o vídeo e mais críticas surgiram. Marcela, que tem 49 anos e é uma mulher trans, acredita ser alvo de preconceito:

“Etarismo e transfobia. Se fosse uma mulher cis e nova isso iria acontecer. Mulheres cis maravilhosas, como Luma de Oliveira, minha eterna musa inspiradora, Viviane Araújo, maravilhosa, e outras já saíram com os seios de fora, porque eu não posso ter essa liberdade .Por que sou uma mulher trans e madura? O povo me ama muito. Só tem uns recalcados transfóbicos que me criticam. Isso é pouco perto do carinho do povo e vida que segue”, concluiu a Mulher-Abacaxi.

Marido pediu divórcio

O marido dela não gostou e a atitude da caminhoneira causou o fim do seu casamento de sete anos com Lemos. Marcela comentou sobre o acontecido na web: “Oi, gente. Estou um pouco sumida. Estou um pouquinho chateada também depois que passou o Carnaval. Vocês sabem que eu esqueci parte da minha fantasia em casa. E eu tinha duas opções: não saia ou saia sem a parte da minha fantasia que tapava o bico dos meus seios”.

“Sai. Não deixei meu marido saber antes porque ele ia tentar não deixar eu desfilar. Fui e tampei. Meus amigos falaram para não deixar ele saber, continuar com roupão e só tira na Avenida. Ele vai ta ali já. Tirei e não olhei para ele mais. Se não ia quebrar o clima”, explicou ela.

“No dia seguinte ele foi embora. Eu não deixo de fazer nada por homem, porque amanhã ou depois, eles metem o pé na nossa bunda. Não vão pensar duas vezes em que são sete anos de casada. Nada disso. Não fiz nada demais”, completou a Mulher-Abacaxi.

Reprodução/Instagram

Posteriormente, ela decidiu se pronunciar sobre o caso e rebater as críticas que vem recebendo: “Ele com uma mesa cheia de mulheres e eu que estou sendo massacrada! Que ele é bonzinho e eu que não presto porque o casamento acabou por causa de Carnaval. Menos! Vamos respeitar os meus direitos!”.

“Aquilo é responsabilidade, é coisa séria. Eu sou rainha da escola. Não sou foliã. Estou ali por representatividade. Fui contratada, chamada. Não é uma brincadeira! Muita gente está me mandando mensagem, me ofendendo. Que troquei o casamento pelo Carnaval. Quem sabe da minha vida sou eu, o que estou sofrendo. Me respeitem, só peço isso”, complementou.