Cinema e Série às 08:01

Anthony Hopkins não acredita em seu diagnóstico de Síndrome de Asperger

Anthony Hopkins com seu gato Niblo em vídeo

Foto: Reprodução/Instagram/@anthonyhopkins

Anthony Hopkins revelou que foi diagnosticado com Síndrome de Asperger, um transtorno do desenvolvimento que está dentro do espectro autista, porém o ator de 83 anos afirmou que ‘não acredita’ nesse diagnóstico, porque não se sente ‘diferente’ e acha ‘frustrante’ que as pessoas sejam ‘tão rápidas’ em adicionar rótulos aos seres humanos e seu comportamento nos dias de hoje.

Em conversa com a revista GQ, da qual é capa do mês, Hopkins comentou como chegaram até ele com esse diagnóstico e afirma que os médicos não deveriam sair por aí dando nome ao comportamento humano, já que em sua opinião, cada um tem o direito de ser como é e sem etiquetas.

“Acho que algum médico me procurou… não sei. Não, na verdade, não acredito nisso. Não me sinto diferente (…) Talvez eu esteja errado. Talvez eu seja ignorante. Eles chamam de neurodiversidade. É um rótulo chique. Estou muito focado em um aspecto. Percebo quando estou em restaurantes, mas esse é o meu comportamento. Acho que arruinamos o sistema humano tabulando tudo. Há um ditado maravilhoso que diz que estamos todos ferrados. Sempre fomos e sempre estaremos. Toda a raça humana está ferrada. Caso contrário, não teríamos derramamento de sangue e guerras, século após século, se fôssemos tão inteligentes”, justifica.

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“Temos um cérebro maravilhoso, mas destruímos metade do planeta, então não somos tão espertos. É engraçado como um pequeno vírus invisível nos eletrocutou, então descubra isso”, criticou.

O ator foi homenageado com o prêmio ‘Legend’ no prêmio ‘GQ Men of the Year’ no início desta semana e admitiu que ainda precisa manter seu ego sob controle depois de todos esses anos na indústria.

“O narcisismo é o maior inimigo de todos para um ator. E é algo que você tem que verificar o tempo todo. Narcisismo, muito ego, você tem que tomar cuidado. E isso também é divertido, observar o velho ego. Quando as pessoas começam a dizer coisas boas sobre você – ótimo ator e todas essas coisas – é claro. Quando você começa a acreditar que, bem, está tudo bem, não há nada de errado em acreditar em si mesmo e em sua autoestima, mas você tem que verificar tudo muito frequentemente. Você é apenas um ser humano que por acaso é ator em um tipo de trabalho público, [você] não é diferente de ninguém”, assegura.

“E o que estou muito consciente, e não quero dizer com um jeito constrangido de ‘ah, que chato’, é perceber todos os dias que não estou fazendo o filme. O cara da câmera, o engenheiro de som, iluminação, pessoal da maquiagem, produtores, diretor… eles sim estão fazendo o filme. Os caras lá às quatro da manhã descarregando os caminhões estão fazendo o filme. Eu não”, considera.

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APOIO DURANTE A PANDEMIA

Anthony Hopkins e a esposa, a colombiana Stella Arroyave, de 64 anos, aumentaram a família durante o lockdown do coronavírus quando eles adotaram um gatinho, Niblo. Stella, que está casada com o ator ganhador do Oscar desde 2003, falou ao jornal The Ritz Herald sobre sua vida com a estrela, e admitiu que eles se mantiveram ocupados durante a pandemia do coronavírus para que a quarentena não os afetasse.

“Tony e eu somos pessoas motivadas. Não conseguimos ficar parados. Amamos trabalhar, e estamos cientes das pessoas que nós empregamos, por isso precisamos nos manter ocupados. Plantamos sementes do bem onde podemos. Até resgatamos um gatinho durante a quarentena – nós amamos os animais. Nós ajudamos onde podemos”, contou à revista People.

Assim como escrever, produzir e dirigir seu novo filme Elyse, que estreia em dezembro, estrelado por seu marido, Stella também se juntou a Anthony em uma nova linha de perfumes, AH Eau de Parfum, cujas vendas são para apoiar a obra de caridade No Kid Hungry.

Sobre como eles tem vivido a quarentena, Stella comentou: “Levantamos todo dia de manhã reconhecendo como somos abençoados por estarmos vivos e saudáveis. Nos preocupamos com quem amamos e queremos apreciar todos a nossa volta. Como Tony diz, ‘Estamos todos lutando uma grande batalha’. E não vemos nossos projetos como trabalho. Não é trabalho se você ama o que faz”.

Sobre o perfume que decidiram fazer para apoiar as pessoas carentes durante a pandemia, ela comentou:

“O conceito começou quando eu estava em quarentena e percebi que estamos em uma grande crise mundial – muitas pessoas estão passando fome. Eu não sei porque pensei em fragrâncias, mas isso enviou uma onda aos menos afortunados, para tentar trazer algum alívio em meio a esse mundo estranho que estamos vivenciando”, afirmou.

Segundo Stella a compra de apenas um perfume ajuda a prover 50 refeições para crianças que precisam.