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Sucesso de bilheteria! Confira 7 curiosidades sobre o filme ‘Parasita’

Foto de parte do pôster do filme Parasita

Divulgação

Nesta segunda-feira, 5 de junho, o premiado filme “Parasita” faz sua estreia na TV aberta. A obra de arte – me empolguei um pouquinho, desculpa, mas é uma obra de arte mesmo – de Bong Joon-ho será a atração da “Tela Quente, da TV Globo.

O longa sul-coreano foi lançado em 2019 e não saiu das rodas de conversas desde então. Virou um queridinho dos cinéfilos, usuários do Letterboxd e dos que curtem um filminho sem a necessidade de acessar o Rotten Tomatoes ou IMDB.

Instigante, o projeto faz o espectador não querer tirar os olhos da tela, atualizando a realidade de uma sociedade desigual financeira e culturalmente a partir de uma narrativa criada no outro lado do mundo que se faz real em todo canto deste planeta.

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Mas enquanto a sessão não começa, que tal pegar uma pipoca e saber de algumas curiosidades sobre o longa-metragem? Vem com a gente!

Parasita é mais legal

De início, o nome do projeto era outro. Para o The Hollywood Reporter, Joon-ho disse que pensou no nome “Decalque”, porque “quando você olha para o resultado de um decalque, os dois lados parecem idênticos à primeira vista. Mas, se olhar com atenção, verá que existem diferenças. Isso meio que explica algo sobre as duas famílias do filme.”

Interessante, né? Mas “Parasita” ficou bem mais impactante!

A arte imitando a vida

O diretor e roteirista admitiu que a ideia para a história veio da própria vida. Na época da faculdade, o cineasta, que não veio de uma família com muito dinheiro, dava aulas para o filho de um casal rico, e com uma certa frequência sentia como se estivesse “espiando” aquelas pessoas. Tal sensação foi transmitida com muita clareza para a obra.

Inclusive, o caso da sauna particular, representada em “Parasita”, aconteceu de verdade, nessa casa em que o Bong era tutor. O garoto que auxiliava foi quem o mostrou o cômodo.

E se fosse teatro?

Inicialmente, “Parasita” era uma peça para o teatro. Em 2013, quando a ideia da trama tomava forma, Joon-ho imaginava as reviravoltas da história em um palco, onde os cenários seriam as duas casas que aparecem no filme.

Residências bem projetadas

E falando em casas, efeitos especiais marcaram e muita presença no longa. Sabe o segundo andar da mansão? Pois é, a famosa tela verde do chroma key. Ou melhor, tela azul. À Vulture, o cineasta disse que “há cerca de 480 cenas com efeitos especiais, mas não se percebe isso no filme.”

Aliás, o quintal e o primeiro andar da casa dos Park foram montados em um terreno baldio em Jeonju, na Coreia do Sul. Cada quarto do imóvel foi montado separadamente em estúdio.

Já a casa (e toda a vizinhança) da família Kim foi montada em um set que também funciona como aquário. A equipe responsável pela parte artística visitou casas abandonadas que seriam demolidas a fim de coletar materiais e itens para o cenário fake.

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Opinião mega importante

“Não havia alternativa. Só ele poderia fazer o papel”, afirmou Bong Joon-ho sobre o astro Song Kang-ho, que interpreta o patriarca Kim Ki-taek. Para o diretor, não haveria “Parasita” sem o ator e chegou a cogitar o cancelamento do projeto se Kang-ho não aprovasse o roteiro.

Não tô sabendo de nada

Tanto Choi Woo-shik quanto Song Kang-ho não tinham ideia da temática do filme e mesmo assim acveitaram os papéis. Ambos haviam participado de trabalhos com o diretor e confiavam plenamente nele.

Park So-dam também não sabia do que se tratava o filme antes de aceitar o papel. Tudo o que Bong disse a ela foi que ela faria o papel da filha de Song Kang-ho e que ela poderia recusar se quisesse. Ainda bem que ela não recusou!

Quebra-cabeça culinário

Quando Yeon-kyo (Cho Yeo-jeong) liga pedindo para que tenha um prato de “ram-don” preparado e quentinho quando chegasse em casa, ninguém sabia que os responsáveis pela tradução do filme precisassem colocar a criatividade para funcionar de forma redobrada.

O motivo? Bom, o nome original da refeição é “jjapaguri”, junção do nome de duas marcas de macarrão instantâneo utilizados no preparo: um com tempero de feijão preto e o outro de frutos do mar condimentados. Então, para que não houvesse essa propagando gratuita, surgiu “ram-don”.