Coronavírus às 20:00

Fernanda Lima desabafa sobre morte do pai: ‘Um ano sem ti’

Fernanda Lima em cenário da Globo

Divulgação/TV Globo

Neste sábado, 17 de julho, Fernanda Lima usou as redes sociais para desabafar sobre a morte do pai, Cleomir Lima. Ele morreu aos 84 anos por complicações da Covid-19.

“Um ano sem a presença marcante, sem as piadas sacanas, sem a ironia, sem os gritos de alegria, sem as ligações preocupadas, sem os abraços apertados e demorados, sem os beijos babados. Não aceito. Mas o que se há de fazer? Lembrar e guardar as lembranças”, iniciou a apresentadora na legenda do Instagram.

“Achei pastas e pastas. De todos os bilhetes e cartinhas de criança e de todas as cartas trocadas já na vida adulta. Ainda não tive coragem de ler tudo… É muita memória, muito amor. Pai, um ano sem ti”, finalizou.

Há um ano, quando anunciou a morte do pai, Fernanda escreveu: “Descansa pai. Paizinho, a primeira foto que escolhi para te homenagear foi essa, pq ela sempre me impressionou pela tua garra nesse salto. Com o tempo eu fui enxergando outras virtudes: a força, a coragem, a determinação, a perseverança e a tua disciplina contida na mesma imagem. Tu foi assim no nosso cotidiano. Nesse jogo de basquete tu tinha 19 anos. Estava na batalha para vencer na vida e sair da pobreza que te acompanhou desde a Lapa no RJ de 1936, quando tu nasceu. Felizmente o basquete te salvou. Te levou pro mundo e finalmente pra Porto Alegre onde tu conheceu a mãe e onde minha história de fato começa. O basquete ficou pra trás e tua luta te levou à faculdade de Contabilidade e depois a de Direito. Acabo de saber por uma tia querida que tu levava a máquina de datilografia para a beira da praia e trabalhava enquanto todos se divertiam. Tudo pra nos dar uma vida com mais conforto.”

Ela continuou: “De alguma maneira essa foto me acompanhou e me deu força até o dia de hoje, quando tu resolveu descansar. Ela seguirá me guiando até o meu fim. Nesses quase 120 dias internado, tu provou mesmo ter fôlego de atleta. Lutou bravamente contra a Covid e depois contra todas as consequências da doença. Foi cruel não poder estar ao teu lado durante o processo todo. A única vez que consegui deixar minha bebê para pegar um avião e ir te visitar, tu já não estava mais na UTI. Fiquei abraçada em ti ouvindo essa musica do Cartola que tu tanto adorava. Eu chorava vendo teu olhar vago e observava tuas lágrimas escorrerem também. Espero que tenhas ouvido tudo que falei no teu ouvido. Hoje será uma despedida íntima, mas prometo que assim que essa pandemia der uma trégua e as pessoas puderem voltar a se abraçar, eu farei um encontro muito lindo, com todos, os teus amigos e familiares, pra gente rir bem alto de braços abertos, que nem tu. Sim, por que a tua felicidade não cabia num sorriso. O seu corpo inteiro vibrava de alegria. Braços pra cima, abertos e balançando de euforia. Sempre. Com todos.”