Covid-19 às 12:40

Luciano Szafir relembra internação: “Achava que poderia morrer a qualquer momento”

Luciano Szafir no telão do programa Encontro, apresentado por Fátima Bernardes

Reprodução/TV Globo

Nesta quarta-feira, 25 de agosto, Luciano Szafir conversou com Fátima Bernardes, durante entrevista para o “Encontro”, a respeito de suas semanas após momentos difíceis enquanto internado por 32 dias para tratar a Covid-19. O ator foi infectado pela segunda vez e teve complicações sérias por conta da doença.

Em casa novamente, o artista afirmou o quão feliz estava por ficar perto da família, classificando essa reunião como “um acalento” para o coração enquanto enfrenta uma “recuperação difícil e lenta”. Segundo Szafir, a Covid “é uma doença traiçoeira e deixa sequelas”.

“A pessoa pode ter a Covid de forma leve, mas estar com danos psicológicos bem fortes. O mundo caiu para mim. Tinha medo constante no hospital. Estou vivo agora, mas não sei o que vai acontecer. Ou estava sedado, ou estava rezando, ou estava pensando na minha família”, disse ele. “Era o que me segurava. Hoje vivo um dia de cada vez.”

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Uma das consequências da doença discutida por eles foi a falha na memória, algo que atingiu Luciano. “Tive uma leve dor de cabeça. Fiquei isolado no quarto por 17 dias. Na segunda vez, foi forte. Tive uma série de fatores difíceis. Tive sangramento na parede do intestino, arritmia cardíaca… O pós-Covid também é delicado. Você pode ter trombose, problemas de memória”, contou. “É horrível! Nomes, palavras… Não lembrava o nome do carregador do celular.”

O ator também ficou muito emocionado ao ver imagens suas ainda em tratamento, no hospital.

“Essa imagem é forte, meu Deus… Vendo essas imagens eu fico… É muito difícil. É traiçoeiro, te deixa marcas e você tem que ficar lutando. Um dia de cada vez. Fiquei muito debilitado. Minhas pernas ficaram fracas. É tudo muito difícil. Tem dias que você não quer levantar da cama […] Eu tento não pensar como era antes”, completou, que viveu repleto de receios.

Eu tinha uma relação com a fé, bem forte. Mas quando passamos por uma adversidade, nos lembramos mais ainda. Eu achava que poderia morrer a qualquer momento e por isso rezava o tempo todo. Ao abrir os olhos, hoje em dia, agradeço por estar vivo e faço uma reza minha. Então a minha fé ficou ainda mais forte.

“Ficava muito nervoso, preocupado, porque sabia que eles [os familiares] estava sofrendo também. Eu via a dor deles escondendo o sofrimento que sentiam. Abraçá-los, depois de tudo isso, foi maravilhoso. Um alívio!”

Mas os momentos de baixo astral ainda acontecem, porém, ele não deixa que isso o afete profundamente.

“Quando eu acordo, de vez em quando, pra baixo, não me dou o direito de ficar deitado. Faço tudo o que tenho que fazer porque tantas pessoas, infelizmente, se foram, não tiveram a chance de voltar. É uma necessidade”, disse.

CUIDADOS

No entanto, o monitoramento segue firme e forte. Enquanto batalha para ficar melhor a cada dia, Szafir passa por fisioterapia, terapia. Ele, aliás, disse que tinha consulta marcada já para depois da entrevista. “Uma hora de fisioterapia física, mais ou menos, e uns 15 minutos para expandir o pulmão, ajudar na respiração.”

“Tenho uma alimentação restrita porque passei por uma colostomia. A fisioterapia é de extrema importância porque fiquei muito debilitado”, ressaltou, lembrando da importância em se cuidar: “Continuem usando máscara, álcool em gel, se cuidando. Não queiram descobrir as consequências da pior maneira.”

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