Editorial às 14:00

Um ano sem o humor, mas com o legado eterno de Paulo Gustavo

Paulo Gustavo na janela
Foto: Divulgação/Cena do filme “Vai que Cola”

Hoje, 04 de maio, completa um ano que perdemos o humorista Paulo Gustavo em decorrência das complicações e Covid-19. O ator deixou dois filhos, Gael e Romeu, hoje com dois anos, com o marido, Thales Bretas. E um Brasil inteiro de luto com sua partida.

Além de um humorista com um talento incrível para arrancar risadas todo o mundo e em qualquer dia, ele foi o exemplo de que pessoas LGBTQIAP+ podem vencer e podem conquistar o mundo.

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Com seu jeito e humor irreverentes, entrou na casa de milhares de pessoas, e fez muito por várias causas. Levou milhões para assistir a trilogia “Minha Mãe é uma Peça” nas telonas, uma linda homenagem a Dona Déa Lúcia, sua mãe. O mais incrível é que um ator gay quebrou todas as barreiras pelo humor, e fez história com todos os filmes que contou a história de Dona Hermínia, Marcelina, Juliano e companhia.

Paulo Gustavo levou humor, alegria, e deixou recados muito importantes para a nossa geração, e para as próximas. Em seu terceiro, e infelizmente, último filme de “Minha Mãe é uma Peça”, que posteriormente ganharia uma série num canal de TV a cabo, mostrou um casamento homossexual e emocionou todo mundo com a delicadeza e com discursos atuais, que emocionaram não só famílias e jovens, mas um Brasil inteiro que luta para quebrar todos os tabus e preconceitos.

Mais do que um humorista, ele foi um ser humano maravilhoso.

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Em um ano, o mundo homenageou o grande artista de várias formas: Ganhou uma rua com seu nome, ganhou uma estátua em Niterói, cidade onde nasceu e cresceu e que nutria seu amor por esse ugar especial; foi tema da escola de samba Unidos De São Clemente, onde uma das partes do samba-enredo dizia: “Dona Hermínia mandou avisar que pode brincar na avenida e dizer no pé. Mulher com mulher, tudo bem. Homem com homem, também. O negócio é amar alguém”. E agora ganhará um especial no Multishow, com exibição de toda a sua obra e todas as participações que fez nas séries do canal.

MEXENDO COM SENTIMENTOS

Como repórter, este ser humano que vos escreve diz, pessoalmente, que é muito esquisito pensar que essa data mexe tanto comigo. Paulo Gustavo foi o exemplo de que nós LGBTQIAP+ somos capazes de vencer sim. Mostrou que podemos sim conquistar objetivos e sermos quem quisermos ser. Com seu jeito e humor irreverente, entrou na casa de várias pessoas e fez muito por nossa causa. Levou milhões para assistir a trilogia “Minha Mãe é uma Peça”, sem se importar com orientação sexual. Paulo Gustavo levou humor, alegria, e deixou recados muito importantes para a nossa geração, e para as próximas. Levou às telonas um casamento homossexual, e emocionou todo mundo com a delicadeza. Mais do que um humorista, ele foi um ser humano maravilhoso.

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Obrigado por todo seu legado, e por inspirar milhares de pessoas como eu, a lutar por nossos sonhos, e a mostrar que NINGUÉM vai poder nos dizer como amar ” ( Já dizia Liniker e Johnny Hooker em “Flutua”, canção que transborda amor e virou um hino LGBTQIAP+). Que não somos anormais, que somos seres humanos, e que podemos escolher e fazer o que bem entendermos.

E, em um especial do programa “220 volts”, você deixou a lição para praticarmos: “Ame na prática. Amar é ação, Amar é arte.” Nós amamos você, e amamos seu legado. Você é eterno Paulo Gustavo.

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