Hospital às 08:09

Claudia Rodrigues é internada, faz exames e não tem previsão de alta

Claudia Rodrigues na cama do hospital, de roupão azul, sorrindo, tomando injeção
Claudia Rodrigues está no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo – Foto: Reprodução/ Instagram @claudia_rodrigues_oficial

Claudia Rodrigues deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na última segunda-feira, 01 de agosto. Levada à unidade hospitalar pela namorada, Adriane Bonato, a artista passa por uma bateria de exames dando continuidade ao tratamento da esclerose múltipla.

“Estamos desde ontem à noite no hospital. Ela precisou realizar a ressonância magnética de crânio e coluna, além de uma série de exames de sangue’, comentou Adriana na noite de terça, 02 de agosto.

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Os resultados dos exames devem ser revelados nesta quarta-feira, 03 de agosto. A empresária explicou que a internação é em decorrência da esclerose múltipla e ressaltou que a comediante não tem previsão de alta.

“Claudia tem sequelas da doença. No caso dela, a esclerose afetou os olhos, o caminhar e a falta de equilíbrio. A expectativa dos resultados dos exames é boa, mas ainda não temos a previsão de alta. A cada seis meses esses exames precisam ser feitos para checar a presença de anticorpos no organismo dela. Só depois dos resultados, ela é liberada para seguir com a medicação vinda dos Estados Unidos”, explicou a namorada da atriz.

ENTENDA A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Assim como Claudia Rodrigues, que recebeu o diagnóstico de esclerose múltipla em 2000 e já passou por diversas internações para tratamento, as atrizes Ana Beatriz Nogueira e Guta Stresser também tratam a doença.

A esclerose múltipla é uma doença que compromete pessoas entre 20 e 50 anos de idade, no auge de sua idade produtiva, provocando lesões no sistema nervoso central (cérebro, nervos ópticos e medula espinal), com sintomas que podem ser transitórios ou definitivos.

A doença é provocada por uma reação autoimune direcionada a mielina, uma capa de gordura que cobre todas as nossas células nervosas. Uma doença autoimune é aquela em que o sistema de defesa de uma pessoa resolve atacar a ela mesma, ao invés de um agente externo, como um vírus ou bactéria.

Com a perda da mielina os impulsos nervosos ficam mais lentos e a pessoa pode sentir dificuldade em realizar determinadas ações ou em seus sentidos, como perda de força em um ou mais membros, perda de sensibilidade ou formigamentos, falta de coordenação, dificuldade para caminhar, perda ou dificuldade visual e até dificuldade em controlar a urina.

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Os sintomas não são súbitos, isto é, de repente ou de uma hora para outra, e costumam se intensificar em dias a semanas. Nas primeiras vezes que estes sintomas acontecem o organismo consegue interromper este dano, reduzindo a inflamação e produzindo uma nova capa de mielina, e por isso o indivíduo pode ter resolução completa destes sintomas em semanas a meses, muitas vezes atrasando o diagnóstico. 

Com o passar dos anos, se não tratada, a doença pode deixar sequelas e cicatrizes permanentes. A EM compromete cerca de 3 milhões de pessoas no mundo, e sua prevalência pode mudar de acordo com a região. Fatores genéticos e do meio ambiente que causas esta diferença em populações distintas.

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