LGBTQIA+ às 21:41

Orgulho LGBTQIA+: Conheça as principais bandeiras e seus significados

Foto da bandeira LGBTQIA+

Divulgação

O “Mês do Orgulho LGBTQIA+” está chegando ao fim e nesta segunda-feira, 28 de junho, é comemorado o “Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+”. Mas apesar das comemorações, as datas ainda são marcadas pela luta constante de quem não se encaixa na visão conservadora, tradicional e permanente de gênero e sexualidade.

A batalha contra a opressão, o preconceito e o direito de ser e amar quem bem entender começou significativamente com a Revolta de Stonewall, em 1969, quando homossexuais se revoltaram contra uma batida policial no bar “Stonewall Inn”. 

O estabelecimento existe até hoje na Rua Christopher, em Greenwich Village, Nova York. Hoje é um símbolo cultural, histórico e importante, que resultou no passo principal para marchas e manifestações pelo direito da comunidade LGBTQIA+.

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Marsha P. Johnson e sua amiga, Sylvia Rivera, ambas transgêneros, estiveram na revolta e tornaram-se também pessoas de relevância no movimento, principalmente para quem é trans. 

Desde então, o fortalecimento da comunidade só cresceu, tendo ícones famosos lutando junto, como Miley Cyrus, Lady Gaga, Pabllo Vittar. E ao mesmo tempo, a bandeira arco-íris, tão famosa, abriu espaço para que cada letra da sigla que um dia já foi “GLS”, sentisse a necessidade e vontade de ter a sua própria representação de cores.

Sendo assim, o OFuxico trouxe um resumo dos significados de alguns símbolos usados pelos coletivos LGBTQIA+ como forma de homenagem, informação e visibilidade para uma causa tão importante!

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Over the rainbow

Foto da bandeira LGBTQIA+
Bandeira colorida, conhecida como arco-íris, é amplamente usada (Foto: Divulgação)

Comumente chamada de “bandeira gay”, a bandeira colorida como o arco-íris foi criada pelo ativista norte-americano Gilbert Baker, em 1978. Apareceu pela primeira vez na “Parada Gay da Liberdade”, em São Francisco, Estados Unidos.

Em entrevista à rádio canadense CBC, em 2015, Barker contou que a primeira peça era formada por oito cores: rosa, vermelho, laranja, amarelo, verde, turquesa, azul e roxo. A criação veio como uma resposta ao triângulo rosa que era usado para marcar gays ou presumidamente homossexuais capturados por nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. 

Tempos depois, as cores rosa e turquesa foram tiradas da bandeira quando ela começou a ser produzida em larga escala. O motivo? Ambas não faziam parte da paleta de cores tradicional das fábricas.

Um símbolo da diversidade, a coloração contém significados: vermelho é a vida; o laranja simboliza saúde e ou cura; o amarelo é a luz do sol; o verde, a natureza; o azul significa a arte; e o lilás, o espírito.

No ano passado, surgiu uma discussão sobre a bandeira gay. Nada foi oficializado, mas há quem a use. É formada por cores azuladas, esverdeadas e a faixa branca no meio.

Orgulho lésbico

Fotomontagem com as bandeiras do orgulho lésbico
Ainda não há um consenso quanto a bandeira oficial do movimento lésbico (Foto: Divulgação)

Existem duas bandeiras usadas pelo movimento de mulheres lésbicas, mas nenhuma foi oficialmente adotada pela comunidade até um momento. Uma é roxa com um triângulo preto no meio e um lábris, o machado de lâmina dupla, dentro. A outra contém uma faixa branca ao centro e listras com variações de vermelho e rosa. 

A primeira foi criada em 1999 pelo designer gráfico Sean Campbell e publicada em 2000 pelo jornal “The Gay and Lesbian Times”, de San Diego, na Califórnia. A segunda, mais recente, surgiu no blog “This Lesbian Life” em 2010 – popularizada no Tumblr -, e foi criada por mulheres lésbicas com uma expressão de gênero mais feminina, e que se sentiam excluídas. Nenhuma das duas bandeiras é tida como a oficial do movimento.

Vale ressaltar ainda que existe uma versão da bandeira lábris sem o triângulo invertido. Usado para marcar mulheres lésbicas, “antissociais”, “indesejáveis” e feministas nos campos de concentração na Alemenha nazista, passou a ser ressignificado, mas há muita discussão e crítica quanto a isso.

Dessa forma, o desenho sem o triângulo preto invertido também é utilizado, mantendo a cor roxa.

Orgulho bissexual

Bandeira do orgulho bissexual
Bandeira do orgulho bissexual separa os gêneros e também as pessoas que não se identificam com um gênero específico (Foto: Divulgação)

Para definir o símbolo de pessoas que se atraem por dois ou mais gêneros, o ativista Michael Page, criador da bandeira em 1998, explicou o significados das cores ao site “Mashable”: 

“A cor rosa representa atração sexual apenas pelo mesmo sexo [gay e lésbica]. O azul, a atração sexual apenas pelo sexo oposto [em linha reta] e a roxa, a atração sexual por todas as possibilidades.”

Orgulho trans

Bandeira trans usa da opinião comum de gênero e cor para ter representatividade simbólica (Foto: Dvulgação)

Monica Helms foi a responsável pela criação da bandeira em 1999 e estreou em um parada LGBTQIA+ um ano depois, no Arizona, mais precisamente na cidade de Phoenix.

Ao site Huffington Post, em 2017, Helms definiu o significado das cores: 

“As listras azul claro representam a cor tradicional para bebês nascidos meninos. As rosa, para bebês nascidas meninas. A faixa branca é para pessoas que não são binárias, que não se sentem contempladas pelos dois gêneros”.

“O padrão é que não importa o caminho que você siga, ele é sempre o correto, o que significa que nós nos encontramos em nossas vidas”, completou ela, segundo o site Point of Pride.

Orgulho pansexual

Foto da bandeira do orgulho pansexual
As cores representam os gêneros pré-definidos – homem e mulher -, e os não bináries (Foto: Divulgação)

Pode-se definir uma pessoa pansexual como aquela que sente atração por todos os gêneros e/ou independente do gênero. Tais características foram divididas na bandeira pelas listras rosa, amarela e azul. Surgiu na internet em 2010.

Rosa: para quem se identifica como mulher;

Amarela: para quem se identifica como não binário (não binárie, em linguagem neutra), gênero fluido, queer;

Azul: para quem se identifica como homem.

Orgulho não binárie

Fotomontagem das bandeiras do orgulho não binário e genderqueer
À direita, bandeira não binárie; à esquerda, bandeira genderqueer (Foto: Divulgação)

Pessoas não binárias não se identificam totalmente com o gênero masculino ou com o feminino. A partir de 2014, passaram a ser simbolizadas com uma bandeira depois que o ativista Kye Rowan, à época, com 17 anos, a criou. 

A faixa amarela representa pessoas não binárias, a branca é para aqueles que se identificam com vários gêneros ao mesmo tempo, a roxa é para quem se define como uma mistura entre masculino e feminino, e a preta representa pessoas que não se identificam com gênero algum.

É provável ver pessoas genderqueer a utilizando, pois podem se encaixar na não binaridade, mas há uma bandeira que os representam, formada por:

Faixa púrpura: representa a mistura de feminino e masculino, então seriam as pessoas que são mulher e homem ao mesmo tempo ou que estão entre esses dois gêneros (bigênero, intergênero, andrógine);

Faixa branca: representa ageneridade/ausência de gênero e neutralidade de gênero;

Faixa verde: representa as pessoas que estão totalmente fora dos gêneros feminino e masculino, pois verde é o inverso da cor púrpura, então seriam os gêneros do espectro “outro” (terceiro-gênero, aliagênero etc).

Orgulho intersexo

Imagem da bandeira pansexual formada pela cor amarela e um círculo roco no meio
A bandeira intersexual é a única sem as clássicas listras (Foto: Divulgação)

Pessoas intersexo são aquelas que, ao nascer, não possuem características biológicas masculinas ou femininas definidas, ou que nasceram com ambos os sexos. 

No passado, elas eram associadas ao termo “hermafrodita”, que vem do grego “Hermafrodito”, filho de Hermes e Afrodite. Uma percepção social limitada de que persiste em limitar todas as condições de intersexualidade e passar a ideia de que intersexuais são pessoas com genitais masculinos e femininos ao mesmo tempo.

A bandeira, criada em julho de 2013 pela entidade “Intersex Human Rights Australia”, é toda amarela – cor definida para representar as pessoas intersexo – com um círculo roxo ao centro. 

O círculo fechado representa completude: quem nasce intersexo é completo e não tem “partes faltando”. A cor roxa, presente na maioria das bandeiras de orgulho LGBTQ+, significa luta.

Orgulho assexual

Imagem da bandeira assexual nas cores preta, cinza, branca e roxa
Bandeira assexual tem o símbolo da orientação sexual, suas variantes e a comunidade LGBTQIA+ (Foto: Divulgação)

Uma pessoa assexual pode desenvolver relacionamentos amorosos como qualquer outra pessoa, porém, a relação sexual passa a ser ausente. É a falta de atração, de interesse por sexo em sua forma tradicional,  embora possam voluntariamente se envolver em atividades sexuais.

A “Rede de Visibilidade e Educação Assexual (Aven, na sigla em inglês) realizou um concurso em 2010, sendo a bandeira vencedora a qual é formada por quatro listras com as cores que representam a Aven.

Preta: símbolo da assexualidade;

Cinza: intersecção entre ser assexual ou sexual;

Branca: desejo sexual;

Roxa: a comunidade.