Moda e Beleza às 11:48

Ex-bailarina do Faustão se forma em Moda em Milão: ‘É um sonho’

Carol Tozaki
Douglas Moreira / Camilla Sella / Divulgação

A modelo e influencer Carol Tozaki, que já foi bailarina do Faustão, publicou em suas redes sociais que se formou no Istituto Europeo di design, em Milão, onde cursou Moda: “Foi a melhor experiência da minha vida”.

“A moda sempre foi uma de minhas paixões e fico feliz de ter tido a experiência de cursar esse tema”, afirma a modelo. “Como modelo, acredito que tenha ajudado muito minha prática, entender a construção de um produto fez mais fácil posar nele, eu entendo como um corpo se comporta e penso como melhor vendê-lo”.

Quando perguntamos se pretende seguir a profissão: “Há muito mais possibilidades de trabalho com essa graduação que apenas no design. Mas em relação a criação de roupas, é um sonho que ainda pretendo tornar realidade!”.

A modelo já passou por algumas profissões diferentes em sua carreira, como bailarina tendo integrado o elenco de dançarinas do programa Domingão do Faustão e agora como modelo, onde foi capa da Revista Harper’s Bazaar Vietnã.

Vítima de racismo

Em novembro, Carol Tozaki passou por uma situação triste em São Paulo. Ela revelou que foi vítima de racismo em uma loja da marca Animale no shopping Iguatemi, na zona sul.

Carol ainda revelou que muitas pessoas não entendem isso como algo sério, mas é a realidade de vários brasileiros.

“No Brasil isso é visto como mimi, infelizmente, mas na verdade, é a realidade de milhares de brasileiros negros que sofrem todos os dias. As pessoas precisam abrir a cabeça e ver que isso causa dor, angústia e até mesmo impotência. E só quem passa sabe o que é”.

Depois de desembarcar em São Paulo, a modelo usou as redes sociais para contar que passou por uma situação preconceituosa ao visitar o Shopping Iguatemi nesta quarta-feira (3).

“Oi, gente! Tudo bem? Agora mais cedo eu passei aqui, estava superfeliz, supercontente de estar aqui em São Paulo, mas parece que, realmente, alegria de pobre dura pouco. Venho aqui falar com vocês de uma coisa que aconteceu comigo hoje no shopping e que me deixou muito triste, do fundo do meu coração. Esse é um dos motivos pelo qual amo São Paulo, mas, ao mesmo tempo, não tenho vontade de ficar aqui, de morar aqui no Brasil, porque as pessoas aqui são muito racistas e preconceituosas”, começou.

“Não importa se você tem dinheiro, se tem condição. Vim aqui no Shopping Iguatemi e fiquei muito triste, me senti coagida, na verdade. Porque você pode estar vestida do jeito que você for, pode estar de relógio caro, de bolsa cara, você pode ter condições de vir aqui comprar e as pessoas sempre vão te tratar ‘menos’ (sic), não vão te atender direito pela cor da sua pele. E vai ter um monte de gente que vai falar que é mimimi. Mas não é. Eu vim aqui porque eu precisava comprar uma jaqueta de couro para mim e falei: ‘vou no Shopping Iguatemi porque com certeza lá vai ter’”, explicou.

Carol revelou que sentiu a antipatia das vendedoras em atendê-la e sentiu que elas achavam que ela não iria comprar nada.

“Entrei na Animale, que é uma marca que gosto muito, e senti o desprazer de ser atendida por pessoas que pareciam que não queriam me atender. Na cabeça delas, elas achavam que eu não iria comprar. Isso me dói muito. Porque sei, desde quando entrei dentro do shopping, teve até um momento que eu pensei assim: ‘será que eles estão me achando bonita?’ Me senti muito mal, fiquei muito triste, eles acabaram com o meu dia porque é muito ruim você ir em um lugar e querer comprar, fazer as coisas e as pessoas não te atenderem bem, ficarem te olhando dos pés à cabeça”

“Andando no shopping os seguranças ficam olhando para você e isso é muito ruim. Esse é um dos motivos pelos quais o Brasil não vai para frente, porque é um país muito preconceituoso. Essa classe alta do Brasil e até quem é classe média que acha que é alta também é muito triste. Já quero voltar para Londres, não quero mais ficar aqui”, continuou

A atriz e modelo contou que ama o Brasil, mas que aqui as pessoas são muito preconceituosas e vão te julgar pela pele.

“Estou indo para casa, mas fiquei muito triste, abalada e indignada. Em um país com essa miscigenação e as pessoas têm essa cabeça. Eu só me arrumei assim para ir em um shopping, em um médico, em qualquer lugar, porque eu estou em São Paulo, porque eu estou no Brasil. Porque fora dele, eu vou normal, do meu jeito. Sou tratada diferente. Aqui as pessoas são preconceituosas. As pessoas vão te julgar pela sua pele e pelo jeito que você está vestido”.

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