Morte às 12:40

“A vida é o que a gente veio fazer aqui”; relembre frases de Jô Soares

jô soares retrato
Foto: TV GLOBO / CEDOC

Jô Soares, que morreu na madrugada desta sexta-feira, 5 de agosto, era um colecionador de frases memoráveis. Em 84 anos de vida, o apresentador inspirou o público com muitas delas, como a que dá título a essa matéria. “A vida é o que a gente veio fazer aqui”. OFuxico separou outras tantas para você também se inspirar.

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TV GLOBO / Zé Paulo Cardeal

“O medo da morte é um sentimento inútil: você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Eu tenho medo de não ser produtivo.”

“Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beriberi – eu nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso.”

“O meu humor tem sempre um fundo político, sempre tem uma observação do cotidiano do Brasil.”

“Os meus personagens são muito mais baseados no lado psicológico e no social do que na caricatura pura e simples. Eu nunca fiz um personagem necessariamente gordo. Eles são gordos porque eu sou gordo.”

“Sou muito vaidoso, nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? Todos. É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo seduzir o mundo.”

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“Sendo gordo e ter o apelido de poeta – acho que já era uma vitória.”

“Tudo o que fiz e tudo o que faço sempre tem como base o humor. Desde que nasci, desde sempre.”

“Eu sou um chorão de marca maior com coisas comoventes, de tristeza, não.”

“Na minha vida, tudo o que eu fiz foi tomando riscos. Só tenho consciência disso depois de a coisa feita.”

“O humor foi minha maneira de ser diferente, em vez de ser diferente pelo fato de ser gordo.”

“A vida continua… A vida é, sabe… É o que a gente veio fazer aqui.”

“As minhas lembranças de infância são muito mais da época do colégio interno no Brasil, onde eu chorava muito, era uma coisa excessiva. Era uma coisa de sensibilidade quase gay. Se você não tivesse uma média de notas superior a 5, você ficava preso no fim de semana. Isso me desesperava, acho que isso que me obrigou , na época, a ser bom aluno. Eu tinha um medo de passar o fim de semana no colégio.”

MORTE

Beijo do Gordo de Jô Soares
Beijo do Gordo de Jô Soares – Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 05, aos 84 anos, de causa não divulgada, o escritor e humorista Jô Soares. O artista carioca estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo desde o último dia 28 de julho. De acordo com a TV Globo, em nota, o hospital informou que a família não autorizou a revelação da causa da morte do apresentador. Além disso, os médicos que cuidavam de Jô também não realizarão nenhuma coletiva de imprensa para falar do caso.

O anúncio da morte de Jô Soares, ocorrida às 02h30 desta sexta-feira, 05 de agosto foi feito por Flavia Pedras Soares, ex-mulher de Jô, e confirmada em nota pela assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês. Ela, que era chamada pelo artista carinhosamente de Flavinha, usou as redes sociais para lamentar a morte do apresentador. Jô estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 28 de julho, onde deu entrada com quadro de pneumonia.

“Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados. O funeral será apenas para família e amigos próximos”, anunciou Flavia.

“Assim, aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida.”

Jo Soares de terno
TV GLOBO / CEDOC

“A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor”, escreveu a ex-mulher do humorista.

Flavia ainda revelou os apelidos que chamava o ex-marido: “Viva você, meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você”, escreveu ela.

Ela ainda agradeceu e usou bom humor: “Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo.”

Flavia se declarou ao ex-marido. “Obrigada para sempre, pelas alegrias e também pelos sofrimentos que nos causamos. Até esses nos fizeram mais e melhores. Amor eterno, sua, Bitika.”

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