Morte às 09:36

Fã de Taylor Swift levou 23 facadas antes de morrer, aponta laudo

Gabriel, fã de Taylor Swift
Gabriel, fã de Taylor Swift – Reprodução/Instagram e Grosby Group

O estudante Gabriel Mongenot Santana Milhomem Santos, fã de Taylor Swift que estava no Rio de Janeiro para o show da cantora, levou 23 facadas até morrer, na Praia de Copacabana, segundo o laudo da necropsia realizada pela Polícia Civil do Rio.

Gabriel estudava Engenharia Aeroespacial em Minas Gerais e estava no Rio para assistir ao show de Taylor Swift. O corpo dele será enterrado na terça-feira (21), em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O crime aconteceu na madrugada de domingo (19). De acordo com o G1, horas antes de atacar Gabriel, o principal suspeito do latrocínio foi solto, em audiência de custódia, um dia antes.

Jonathan Batista Barbosa tinha sido preso por furtar 80 barras de chocolates de uma loja de departamentos. Ele passou por uma audiência de custódia no sábado à tarde e foi solto.

Ele foi encontrado pela Polícia Civil, no domingo à tarde, na Praia de Botafogo. Ele já havia sido abordado por agentes de segurança em 10 oportunidades.

A juíza Priscila Macuco Ferreira determinou a liberdade provisória de Jonathan e a imposição de medidas cautelares, como a necessidade de comparecimento mensal em juízo e a proibição de frequentar a loja furtada. O Tribunal de Justiça declarou que os delitos foram cometidos sem o emprego de violência ou grave ameaça e que se tratava de furto de alimentos, que foram recuperados e devolvidos à loja.

A audiência de custódia sobre a morte de Gabriel foi marcada para terça-feira (21).

Prima fica inconformada

Juliana Milhomem, prima de Gabriel, revelou que Gabriel foi ferido, pois acordou assustado.

“O Gabriel estava cochilando na hora e se levantou com a gritaria. Provavelmente, para o assaltante, ele reagiu ao assalto, mas na verdade ele acordou assustado com a gritaria, com a movimentação. Aí, ele foi ferido”, disse.

Ela ainda contou que ficou revoltada em saber que o homem que matou seu primo havia sido preso e, posteriormente, solto horas antes do crime.

“Além da tristeza, a gente sente uma revolta, sabe? Porque era uma pessoa que estava presa e foi solta, e em menos de 12 horas, e matou uma pessoa. É uma sensação de injustiça. De que a gente não está seguro. Eu vim para passear, me divertir e eu estou voltando pra casa levando meu primo morto”, disse.

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