Morte às 11:55

Jô Soares: Diferença de idade ‘deu ruim’ no namoro com Claudia Raia

Claudia Raia faz carinho em Jô Soares
Claudia Raia faz carinho em Jô Soares – Foto: Divulgação TV Globo

Jô Soares, que morreu aos 84 anos, na madrugada desta sexta-feira, 05 de agosto, de causas não divulgadas pela família, deixa muitas histórias. Uma delas foi o namoro com a atriz Claudia Raia.

Os dois formaram um casal no ano de 1984 e, entre eles, havia uma diferença de idade de 30 anos, que foi um motivo de afastamento – mas não de inimizade – entre eles.

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Jô Soares cochichando no ouvido de Claudia Raia
Jô Soares cochichando no ouvido de Claudia Raia – Foto: Divulgação TV Globo

Claudia Raia, que na época tinha 17 anos e ele 45, seguiu o relato, ressaltando que não tinha intenção de se apaixonar, já que tinha um namorado na época, mas aconteceu: “Eu não vislumbrava me apaixonar por ele, até porque eu era namorada de Raul Gazolla. E, de repente, eu me apaixonei pelo Jô, que era um homem espetacular. Nem eu dava conta daquilo, eu era muito jovem. Apaixonada por um homem esteticamente fora dos padrões que eu estava acostumada. Tipo 30 anos mais velho do que eu. Eu era mais nova que o filho dele. Então, era bizarro”, disse a atriz, numa entrevista em meados de fevereiro ao canal “Téte a Theo”, de Leonardo Cochrane.

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FIM DO ROMANCE FOI TRAUMÁTICO PARA A ATRIZ

Nos dias atuais, Claudia Raia e Jô Soares eram muito amigos e tinham uma ótima relação. A atriz, atualmente casada com Jarbas Homem de Mello, só guarda boas lembranças do romance. Mas revelou para Theodoro que ficou bastante traumatizada com o final do namoro.  

“Não queria nada dele, entendeu? Eu nem sequer sabia porque estava ali, mas me apaixonei por ele e acabei por me magoar. Não me ferrei, porque foi incrível. Mas foi ele que terminou a relação. Fiquei bem mal”, admitiu ela.

Claudia Jô ficaram juntos entre 1984 e 1986. A atriz sempre falou sobre o ex com muito carinho. Ela foi casada com Alexandre Frota entre 1986 e 1989. A artista disse em seu livro de memórias, lançado em 2020, que ainda amava Jô quando começou a namorar Frota.

Claudia Raia acariciando o rosto de Jô Soares
Claudia Raia acariciando o rosto de Jô Soares – Foto: Divulgação TV Globo

“Eu ainda estava apaixonada pelo Jô, mesmo tendo levado um fora, e não queria me envolver com ninguém. Só me esqueci de que, especialmente aos 19, a gente não controla o corpo nem a mente, o coração, e muito menos a libido”, disse Claudia Raia .

Seu casamento seguinte foi com Edson Celulari, pais de seus filhos, Enzo e Sofia. Os atores ficaram juntos por 17 anos.

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ALERTA DE CÂNCER

Sempre muito espontânea, Claudia Raia bateu um papo pra la de descontraído com Theodoro Cochrane no canal “Téte a Theo”, no Youtube, em meados de fevereiro deste ano. Na conversa, a atriz de 55 anos revelou detalhes sobre seu namoro com Jô Soares, nos anos 80.

“Eu já estava no programa dele há uns quatro, cinco meses, e ele sempre muito gentil comigo e tudo. Até que um dia ele viu uma pinta na minha perna – essa história é um absurdo – e falou assim: ‘Essa pinta é o quê?’. Eu falei: ‘É uma pinta, eu adoro a minha pinta e tal’. Ele falou: ‘Tem que tirar isso’”, disse Claudia.

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A atriz ressaltou que  imediatamente providenciou a retirada da pinta: “Ele tinha tido um melanoma cancerígeno, olhou e detectou. Falou que ia me levar num médico, me levou no dr. Dráuzio Varella, na época, que tirou a minha pinta. Imediatamente era um melanoma cancerígeno. Ele me salvou, na verdade. Dali a gente começou uma relação de amizade”, relembrou a atriz.

MORTE DE UM GÊNIO

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 05, aos 84 anos, de causa não divulgada, o escritor e humorista Jô Soares. O artista carioca de 84 anos estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo desde o último dia 28 de julho. 

Nas redes sociais, amigos e fãs lamentaram a morte do “gordo mais amado do Brasil”: “O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!”, escreveu Zélia Duncan

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Ana Maria Braga lamentou a morte do artista: “Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido de todos nós. Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo!”, escreveu a loira.

Consternada, Adriane Galisteu agradeceu ao humorista por sua contribuição à arte e pela amizade que mantinha com ele: “Meu Deus o mundo sem você…. Meu amado amigo, diretor, conselheiro, vizinho que tristeza… você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com você! Obrigada por tantas risadas, tantas conversas por todos os ensinamentos”. 

MORTE DE UM GÊNIO

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 05, aos 84 anos, de causa não divulgada, o escritor e humorista Jô Soares. O artista carioca de 84 anos estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo desde o último dia 28 de julho. 

Nas redes sociais, amigos e fãs lamentaram a morte do “gordo mais amado do Brasil”: “O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!”, escreveu Zélia Duncan

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Ana Maria Braga lamentou a morte do artista: “Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido de todos nós. Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo!”, escreveu a loira.

Consternada, Adriane Galisteu agradeceu ao humorista por sua contribuição à arte e pela amizade que mantinha com ele: “Meu Deus o mundo sem você…. Meu amado amigo, diretor, conselheiro, vizinho que tristeza… você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com você! Obrigada por tantas risadas, tantas conversas por todos os ensinamentos”. 

INÍCIO DA CARREIRA 

Filho do empresário paraibano Orlando Heitor Soares e de Mercedes Leal Soares, José Eugênio Soares, mudou-se com a família aos 12 anos, para a Europa. Poliglota, chegou a pensar em seguir a carreira diplomática, mas seu fascínio pelo teatro falou mais alto, ainda nos anos em que estudava na Suíça. 

Jô Soares no início da carreira
Jô Soares no início da carreira – Foto: Reprodução/Globo Memória

Sua estreia se deu no papel de um americano em “O Homem do Sputnik”, filme de Carlos Manga estrelado por Oscarito, em 1958. No mesmo ano, escrevia para o TV Mistério, programa da TV Continental, dirigido por Adolfo Celli, com Paulo Autran e Tônia Carrero no elenco.  Na TV Rio, atuou no programa “Noites cariocas”. Também nesta época fez participações na TV Tupi.

Jô Soares começou a trabalhar na TV Record, em 1961, em São Paulo. Além de escrever o “Simonetti Show”, atuava em programas como o “La Reuve Chic”, “Jô Show”, “Quadra de Azes” (ao lado de Zilda Cardoso, Darlene Everson e Cauby Peixoto), “Show do Dia 7” e “Você é o Detetive”. 

Ele também interpretou o mordomo de ‘A Família Trapo”, seriado que escrevia com Carlos Alberto de Nóbrega.

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ASCENSÃO NA TV GLOBO 

Com Renato Cortes Real, Jô protagonizou, a partir de 1970, o “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, programa que marcou sua estreia na Globo. A dupla também escrevia o programa, ao lado de Max Nunes, Geraldo Alves, Hugo Bidet e Haroldo Barbosa. Nele, o artista interpretou tipos como Norminha e Padre Thomas. 

O “Faça Humor, Não Faça a Guerra” foi substituído por “Satiricom”, em 1973. Três anos depois, o humorista atuou como ator e redator, novamente com Max Nunes e Haroldo Barbosa em outro grande sucesso da Globo, o “Planeta dos Homens”, que ficou no ar até 1982. 

Jô Soares dividia a cena com grandes nomes do humor, como Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Luís Delfino, Sonia Mamede, Berta Loran, Costinha, Eliezer Motta e Carlos Leite.

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Jô Soares gesticulando no palco
Jô Soares gesticulando no palco – Foto: Reprodução Instagram @josoaresoficial

O comediante criou para o programa personagens como o Dr. Sardinha (inspirado no economista Delfim Netto, então ministro da Agricultura); Sebá, cognome Pierre, o último exilado em Paris; e o argentino Gardelón, famoso pelo bordão “Muy amigo!”.

Jô Soares deixou a equipe de “Planeta dos Homens” em 1981 para se dedicar a seu próprio programa, o “Viva o Gordo”, escrito por Max Nunes, Hilton Marques, Afonso Brandão e José Mauro, que foi exibido até 1987. 

O título veio do show “Viva o Gordo e Abaixo o Regime!”, um grande sucesso do teatro no qual o humorista fazia críticas veladas à ditadura. Entre os tipos marcantes que viveu nessa época, estão o Reizinho, sempre às voltas com os problemas do reino, uma sátira à situação política do país; o Capitão Gay, super-herói homossexual que usava um uniforme cor de rosa e andava sempre acompanhado de seu ajudante Carlos Sueli (Eliezer Motta); e o Zé da Galera, que ligava para o técnico da seleção brasileira de futebol e pedia “Bota ponta, Telê!”. 

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Simultaneamente ao trabalho no “Viva o Gordo”, Jô Soares apresentava um quadro no “Jornal da Globo” e, em 1983, fez uma participação especial no musical infantil “Plunct, Plact, Zuuum”. 

SBT

Em 1987, Jô deixou a Globo e foi trabalhar no SBT, onde estrelou o humorístico “Veja o Gordo” e realizou um sonho que acalentava há anos: apresentar um programa de entrevistas inspirado nos talk-shows americanos, o “Jô Soares Onze e Meia”. 

Jô Soares ao lado de Silvio Santos
Jô Soares ao lado de Silvio Santos – Foto: Reprodução Instagram @josoaresoficial

BEIJO DO GORDO

Em 2000, o humorista voltou à Globo, comandando o “Programa do Jô”, um talk-show na mesma linha do “Jô Soares Onze e Meia”. 

Beijo do Gordo de Jô Soares
Beijo do Gordo de Jô Soares – Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo

A atração ficou 16 anos no ar e contava com a participação do Sexteto, grupo formado pelos músicos Derico (sax), Bira (baixo), Miltinho (bateria), Tomatti (guitarra), Chico Oliveira (trompete) e o maestro Osmar (teclados), além do garçom Alex. 

Durante os Jogos Olímpicos de 2000, o “Programa do Jô” foi transmitido direto de Sydney, na Austrália.   

Em agosto de 2008, Jô Soares comemorou 20 anos de talk show com entrevistados especiais, entre eles Caetano Veloso, que ainda cantou alguns de seus sucessos.

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Também foi exibida uma edição com as melhores entrevistas feitas com anônimos: até aquele momento, cerca de 490 mil pessoas haviam participado da plateia dos programas, mais de 4 mil musicais foram apresentados e, aproximadamente, 4 milhões de e-mails recebidos pela produção.

Dois anos depois, em homenagem aos 10 anos de programa, Jô Soares comandou um especial com a nova geração do humor brasileiro. Em uma mesa redonda, ele recebeu Leandro Hassum, Marcelo Adnet, Bruno Mazzeo, Dani Calabresa, Dadá Coelho e Flávia Garrafa. 

Outra conversa marcante em sua trajetória na Globo foi com o cantor Roberto Carlos. Em uma rara entrevista, o Rei falou sobre suas manias. E cantou uma das músicas preferidas do humorista: Estrada de Santos. A entrevista foi exibida em setembro de 2011.

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