Morte às 08:05

Morre a ex-modelo e jornalista Danuza Leão, aos 88 anos

Danuza Leão
Danuza Leão tratava de insuficiência respiratória – Foto: Divulgação

Morreu, na quarta-feira, 22 de junho, Danuza Leão, de 88 anos, em decorrência de uma insuficiência respiratória. Modelo, jornalista e escritora, Danuza sofria de enfisema pulmonar e estava internada na clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O corpo será cremado no cemitério do Caju, na Zona Norte da cidade, em data ainda não revelada. 

Famosa pela beleza e pelas grandiosas festas que organizou na juventude, ela foi a primeira modelo brasileira a desfilar no exterior, aos 18 anos, para o estilista Jacques Fath, em Paris, onde viveu por dois anos. Na capital francesa, morava no mesmo hotel que Vinicius de Moraes, de quem já era amiga, e o resto da turma do circuito da moda.

Nascida em Itaguaçu, Espírito Santo, em 26 de julho de 1933, era irmã da falecida cantora Nara Leão e acompanhou de perto o surgimento da bossa nova no apartamento de seus pais, no edifício Palácio Champs Élysées, na Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul carioca..

Danuza se tornou um guia do comportamento quando era colunista de jornal e autora de livros, marcando uma época com seu olhar sobre estilo de vida.

Autora de textos e crônicas muitas vezes cercados de polêmicas, que se tornaram assunto nacional em inúmeros momentos, Danuza Leão se tornou trending topics do Twitter na época em que “viralizar” sequer era uma expressão usada.

Entre suas declarações, destacaram-se uma resposta ao questionar o que é o assédio e afirmar que “Toda mulher deveria ser assediada pelo menos três vezes por semana”.

Era dela também a frase: “Ir a Nova York já teve graça, mas agora o porteiro do prédio também pode ir, então qual a graça?”.

Entre suas principais obras estão os compilados de crônicas como “Na Sala com Danuza”, e livro sobre comportamento como “É Tudo Tão Simples”. Além disso, ela também publicou, em 2005, uma autobiografia best-seller, intitulada “Quase Tudo”, título dado pelo amigo e escritor Millôr Fernandes. Danuza Leão também atuou como roteirista na Rede Globo. 

AMOR DE CADEIA

Aos 20 anos, Danuza Leão casou-se com o jornalista Samuel Wainer, o fundador do jornal Última Hora, que tinha o dobro de sua idade. O casal teve três filhos: a artista visual Pinky Wainer, o distribuidor cinematográfico Bruno Wainer e o jornalista Samuel Wainer Filho, que morreu em um acidente de carro em 1984, aos 29 anos. Danuza Leão era avó do ator Gabriel Wainer, do fotógrafo e cineasta João Wainer e da artista visual Rita Wainer.

Ela contava que apaixonou-se pela inteligência de Samuel quando foi visitá-lo na cadeia, onde o jornalista ficou preso por alguns dias em 1953, após negar-se a prestar informações sobre o financiamento de seu jornal em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

Separou-se de Samuel para viver um romance com o cronista Antonio Maria. Depois de quatro anos, casou-se com o jornalista Renato Machado. Mais velha, divorciada, gostava de dizer o quanto valorizava morar sozinha, com seus gatos de estimação e acreditava que vivia a a melhor fase da vida.

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