Morte às 12:03

Morre Serginho do Pandeiro, um dos principais sambistas da Mangueira

Serginho do Pandeiro, de terno rosa e camisa verde
A passagem de Serginho do Pandeiro na Sapucaí era um dos pontos fortes da Mangueira – Foto: Reprodução/ Youtube

O passista Sérgio Murilo Rosa, o Serginho do Pandeiro, morreu aos 63 anos, após sofrer uma parada cardíaca enquanto dirigia, retornando de uma viagem.

Serginho era irmão do funkeiro MC Amilcka, que fez sucesso na década de 90 com o refrão “É som de preto e favelado, mas quando toca, ninguém fica parado”. O artista lamentou a partida do sambista.

“Meu irmão era tudo pra mim. Foi ele que me incentivou para seguir a carreira de músico. Hoje, o samba está de luto”, disse Amilcka.

Ele era um dos principais passistas da Mangueira e desfilava no alto de um carro alegórico, sozinho, sambando e performando com seu inseparável pandeiro, numa alegoria que reproduzia sempre o símbolo da agremiação, o surdo de marcação (tambor),

Em nota, a Mangueira lamentou o falecimento de um dos seus passistas mais brilhantes: “Sérgio Murilo Rosa, nome de batismo, chegou na escola no carnaval de 1989 – Trinca de Reis – e eternizou seu nome na verde e rosa com seu inseparável pandeiro. A Mangueira, em nome da presidenta Guanayra Firmino e sua diretoria lamentam a morte e deseja força para família e os amigos neste momento. Serginho do Pandeiro brilhará sempre no céu verde e rosa!”.

A data e local do sepultamento ainda não foram informados pelos familiares. Serginho do Pandeiro deixa a esposa e um filho de 30 anos.

O que aconteceu com o sambista

Segundo familiares, Serginho do Pandeiro dirigia o carro quando voltava de Minas Gerais com a esposa, Andrea Alessandra. O sambista começou a sentir um desconforto e resolveu seguir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Saracuruna, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Ao chegar ao local, o estado de saúde do passista agravou e ele teve que ser atendido às pressas na porta da unidade, mas não resistiu.

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