Morte às 13:50

Rolling Stones: Morre o baterista Charlie Watts, aos 80 anos

Charlie Watts, baterista do Rolling Stones

Grosby Group

O mundo da música está mais triste nesta terça-feira, 24 de agosto, O baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts, morreu aos 80 anos. Seu publicitário de Londres, Bernard Doherty, falou da morte do artista em um comunicado.

“É com imensa tristeza que anunciamos a morte de nosso amado Charlie Watts. Ele faleceu pacificamente em um hospital de Londres hoje cedo cercado por sua família. Charlie era um marido, pai e avô querido e também como membro dos Rolling Stones um dos maiores bateristas de sua geração”, informou.

“Pedimos gentilmente que a privacidade de sua família, membros da banda e amigos próximos sejam respeitados neste momento difícil”, acrescentou.

No ano de 1989, Watts foi colocado no Rock on Roll Hall of Fame ao lado dos integrantes dos Rolling Stones e, em 2006, ele se tornou membro, ao lado de Ringo Starr, Keith Moon e Buddy Rich, do Modern Drummer Hall.

Em 2016, Charlie Watts ficou em 12º lugar na lista dos 100 maiores bateristas de todos os tempos da revista Rolling Stone.

Ele deixa a esposa Shirley Shepherd, a filha Seraphina, de 53 anos, e neta Charlotte, de 25.

Cirurgia de emergência em agosto

Em agosto deste ano, Charlie Watts, teve que passar por um “procedimento bem-sucedido” na cidade de Londres, logo depois de fazer um check-up de rotina, que apontou o problema, que não foi revelado. O procedimento de emergência aconteceu em um hospital de Londres.

Na época, a recomendação agora era que Watts se afastasse do trabalho, perdendo a turnê atual “Rolling Stones USA No Filter Tour”. Quem assumiu as baquetas do grupo foi Steve Jordan, que acompanha os Stones há muitos anos.

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“Temos certeza de que todos vocês se juntarão a nós para desejar a Charlie uma rápida recuperação. Todas as datas da turnê de 2021 ocorrerão conforme o planejado”, dizia parte do comunicado da época.

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Ao The Sun, o próprio baterista contou que estava batalhando para ficar em forma logo e retornar ao trabalho.

Pela primeira vez, meu compasso ficou um pouco errado. Estou trabalhando duro para entrar em forma, mas hoje aceitei o conselho dos especialistas de que isso vai demorar um pouco. Depois de todo o sofrimento dos fãs causado pela COVID, eu realmente não quero que os muitos fãs que têm os ingressos para esta turnê fiquem desapontados com outro adiamento ou cancelamento. Portanto, pedi ao meu grande amigo Steve Jordan para me substituir”.

PRIVILÉGIO

Steve Jordan agradeceu a oportunidade e revelou a ansiedade de tocar com a banda.

“É uma honra absoluta e um privilégio ser o substituto de Charlie e estou ansioso para ensaiar com Mick, Keith e Ronnie. Ninguém ficará mais feliz do que eu em abrir mão do meu lugar no banco da bateria tão cedo Charlie me disser que ele está bom para continuar.”

Esta é a primeira vez que Charlie Watts fica de fora das apresentações do Rolling Stones. Ele arrasa na bateria desde 1963.

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CÂNCER EM 2004

Em 2004, Watts lutou contra o câncer de garganta no Royal Marsden Hospital de Londres durante quatro meses, envolvendo seis semanas de tratamento intensivo de radioterapia.

Watts foi diagnosticado após descobrir um caroço no lado esquerdo do pescoço.

Na época, os médicos realizaram uma biópsia que confirmou que o tumor era maligno. Seu porta-voz disse na época que o tratamento de Watts ‘não interferiu em nenhum plano de turnê ou gravação do grupo’.

Após sua recuperação, a banda começou a trabalhar em seu 22º álbum de estúdio, A Bigger Bang.

Watts, que parou de fumar na década de 1980, disse durante uma entrevista à revista Rolling Stone na época que se sentiu “muito sortudo” pelos médicos terem descoberto o câncer precocemente.

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