Música e Shows às 12:30

Exclusivo: Lulu Santos comenta a ‘geração TikTok’ e avalia rumos da música

Lulu Santos e Clebson Teixeira, de preto
Lulu Santos tem como uma das lembranças marcantes do festival a imagem de Clebson Teixeira, chorando na última edição – Foto: Marcelo Sá Barreto/ AgNews

O lançamento da série documental sobre o Rock in Rio, na noite de terça-feira, 02 de agosto, teve clima de nostalgia e expectativa. Reunidos no Kinoplex Leblon Globoplay, na Zona Sul do Rio de Janeiro, alguns nomes que fazem parte da história do maior festival de música do mundo se emocionaram com o resultado do trabalho dirigido por Patrícia Guimarães e com produção executiva de Mariana Vianna, Andrucha Waddington e Renata Brandão.

Entre os presentes estava Lulu Santos. Acompanhado pelo marido, Clebson Teixeira, o astro pop era a imagem da emoção. A série inicia justamente com ele, na edição pioneira de 1985, cantando “Tempos Modernos”.

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Aplaudido pelo público que lotou as salas de cinema, o cantor de 69 anos conversou com a reportagem de OFuxico sobre o festival e os rumos da música.

Confira o breve papo exclusivo com o hitmaker:

OFuxico: Qual a sua maior lembrança do Rock in Rio?
Lulu Santos: Tantas. É difícil citar um só momento especial naquele palco, mas na última apresentação teve uma coisa que ficou icônica, que apareceu muito claramente na transmissão da TV. Era eu me apresentando e o Clebson chorando compulsivamente. E não era uma coisa que era teatro, era uma emoção mesmo. Pensa num menino que hoje tem 30 anos ali. O Rock in Rio tem 37 anos…

OFuxico: Qual a sua expectativa para essa série e o festival deste ano?
Lulu Santos: Dá um vazio, são tantas que é difícil. Não tenho. Como se diz em inglês, ‘expectation is the mother of all screw ups’ (expectativa é a mãe de todas as besteiras). Quanto mais você espera, menos você se surpreende.

OFuxico: Você é atemporal assim como suas músicas. Como avalia o atual rumo da indústria fonográfica, que não mais depende necessariamente do suporte de gravadora?
Lulu Santos: Não precisa gravadora, virou outra coisa.

OFuxico: Você vê vídeos de música o TikTok? Acompanha esse movimento?
Lulu Santos: Eu não vejo TikTok, mas vejo o efeito que aquilo tem. Eu não tenho paciência sobretudo porque o conteúdo está muito reduzido em tempo e eu consumo qualquer outra coisa, as pessoas consomem aquilo em massa.

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OFuxico: E isso é bom o mal para o mercado?
Lulu Santos: Eu não consumo, não assisto, mas não critico. Eu reconheço bem o que é e o que aquilo é pra indústria. Em todas essas ressurgências, TikTok é por onde o mercado de música anda. Há quem persiga o formato. Eu acho muito mais interessante quando acontece uma coisa como aconteceu com a canção da Kate Bush, que por causa do ‘Stranger Things’ virou, triplicou a quantidade de streamings que tinha porque uma geração que sequer tem a referência daquilo ter acontecido, redescobriu aquilo como novo. Então todas essas possibilidades estão nessas plataformas.

OFuxico: Como você avalia, de fato, a música atual?
Lulu Santos: Eu vejo a vida melhor no futuro!

ENTENDA O QUE LULU QUIS DIZER COM O ESOTURO DE KATE BUSCH

No início de julho deste ano, a série “Stranger Things”, que está disponível na Netflix, ficou entre os principais assuntos após o lançamento da segunda metade da quarta temporada.

Isso porque a cantora Kate Bush, responsável por uma das músicas tema da temporada, conseguiu bater três recordes, informou o Guinness World Records.

Kate Bush se tornou a mulher mais velha no topo das paradas de singles do Reino Unido. A faixa ainda alcançou o número 1 na parada de singles oficial no mais longo período de tempo.

“Running Up That Hill”, música lançada em 1985, levou 36 anos e 310 dias para alcançar o primeiro lugar. Antes dela, o detentor da marca era a faixa “Last Christmas”, música de 1984 do Wham!, a qual levou 36 anos e 23 dias para chegar ao primeiro lugar.

ROCK IN RIO – A HISTÓRIA

Em cinco episódios, a série documental terá exibição também no Multishow, entre os dias 12 e 16 de setembro, sempre às 23h. Artistas, organizadores e público relembram os bastidores, as paixões, os sucessos e os fracassos.

Entre os depoimentos, grandes nomes do cenário musical brasileiro e internacional, como Ivete SangaloNey MatogrossoBrian May (fundador do Queen), Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura), Charles Gavin (ex-baterista dos Titãs), Roberto Frejat, além de Fernanda Abreu e do grupo americano Black Eyed Peas.

 “A gente não vai falar dos shows, a gente está contando como começou o Rock in Rio, como ele existiu e continua existindo”, disse Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio.

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