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18/08/2020 | 12h00m - Publicado por: Flávia Almeida | Foto: Reprodução/Instagram @andressaurachoficial

Andressa Urach, sobre abusos na infância: ‘Eu também fui vítima’

Ela revelou ter sido vítima dos seis aos oito anos

Andressa Urach, sobre abusos na infância: ‘Eu também fui vítima’ - Reprodução/Instagram @andressaurachoficial

O caso da criança de 10 anos que, abusada pelo tio desde os seis, teve uma gestação indesejada e interrompida, deixou Andressa Urach estarrecida. Ela usou suas redes sociais para fazer um longo desabafo sobre o assunto, e falou dela mesma, como exemplo.

Com uma foto de sua gravidez, aos 17 anos, Andressa destacou que poderia ter engravidado tão cedo quanto ela, e contou que foi abusada dos seis aos oito anos.

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"O Brasil registra 6 abortos por dia em meninas entre 10 e 14 anos estupradas, segundo informações coletadas no SUS. Eu poderia estar nesses índices. Nas fotos, aos meus 17 anos, eu estava feliz curtindo a minha gravidez. Poderia ter sido muito diferente se eu tivesse um organismo mais precoce. Dos 6 aos 8 anos fui abusada sexualmente, só não engravidei porque ainda não tinha meu sistema reprodutor formado", afirmou.

Andressa detalhou que ainda era imatura quando engravidou de seu filho e destacou que foi uma gestação planejada.

"Eu ainda era uma menina quando engravidei do Arthur, mas o grande diferencial é que eu queria muito aquele filho e a concepção dele foi planejada. Toda mulher tem o direito de decidir o que quer para o seu futuro e para o seu corpo. 

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O post original pode ser visto no Instagram @andressaurachoficial

Livre arbítrio

Ela criticou os manifestantes extremistas que foram até a porta do hospital tentar impedir que a menina realizasse o aborto e destacou que a mulher deve ter o direito de decidir o que fazer.

“Me preocupa muito o fato de os extremistas terem se posicionado contrários ao aborto da garotinha do Espírito Santo. Não os chamo de religiosos, como o restante da mídia vem fazendo, porque isso nada tem a ver com religião e esse tipo de cristianismo que professam não me representa. Não digo isso pra defender ou atacar a legalização do aborto, mas a pauta que levanto aqui é sobre o cuidado que o Estado deveria ter com essa menina". 

Para Andressa, faltou empatia por parte da maioria.

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"Ela, assim como eu, não devia sequer ter noção do abuso a que era submetida. Esses números realmente assustam. Mas, o que mais me deixa indignada é ver a reação descabida de um grupo de pessoas que não é capaz de sentir a dor que essa menina vai carregar pelos próximos anos. A empatia é coisa rara nessa sociedade líquida em que vivemos."

"Não vou me estender mais. Só precisava falar que eu também fui uma vítima, e tal qual essa menina, não merecia viver tamanha atrocidade. Tenhamos o mínimo de compaixão. Oremos.”





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